Sábado, Fevereiro 25, 2012

Tudo a ver com tudo

O homem chegou e estacionou. Em cima da passadeira. Vinha chateado deprimido. De tanto ter ouvido e pelo pouco que conseguia destrinçar tinha chegado à conclusão de que o Mundo estava uma bagunça. ...Por causa do governo, dos mercados, dos especuladores. ...Por causa dos senhores do mundo, dos bilderberg, dos agiotas. ...Dessa corja que não hesita em atear uma guerra para atafulhar os bolsos. E no seu entender pouco ou nada haverá para fazer. Eu, permito-me discordar. ...É que assim, visto de fora, o homem poderia aprender a estacionar.  Era um começo. ...Em vez de um espectador ressentido desta falta de respeito que uns têm para com os outros, poderia ser um protagonista. Daqueles que respeitam o meio em que circulam e estacionam em sítios apropriados.

Sexta-feira, Janeiro 20, 2012

Prenúncio de alvorada em noite cerrada

Poderemos, indefinidamente, persistir no modelo que nos leva a acreditar sermos maquiavélicamente manipulados. Vitimizados por gente sem escrúpulos senhores e escravos do capital. ...Gente, que doentiamente crónicamente, depende urgentemente de aumentar o seu pecúlio à custa do que for!...
Não estaremos completamente enganados. ...Ele, há de tudo, neste mundo! Contudo, nunca como hoje foi tão clara a preponderância do papel que cada um de nós desempenha neste produto final a que chamamos realidade.

Sábado, Outubro 15, 2011

Yes

Yes we can, já correu mundo. Yes we will, também. Sobre o how, muitos emitem mais ou menos respeitáveis opiniões. Contudo permanecemos num impasse embaraçoso: a esmagadora maioria está endividada para com uns quantos a quem não sabe como ou quando poderá pagar. Estes, por sua vez, trocam, compram ou vendem dívidas entre eles e, vão subindo juros à medida que dificultam os empréstimos segundo leis do mercado verdadeiramente transparentes; quanto pior estiveres mais pagas! O que poderia - numa outra lógica de mercado, ou mesmo numa outra lógica de vida -, parecer paradoxal, é afinal, nesta, perfeitamente lógico.

Quinta-feira, Abril 21, 2011

Os fins e os meios

Os chamados meios de comunicação social dizem que os Americanos mataram o Bin Laden. ...Ora, o que se deveria fazer com o corpo do Bin Laden? ...Entregá-lo à família? Enviá-lo para o país de origem, para a terra dele? ...Não! Embrulha-se segundo os preceitos funebres e atira-se ao mar. Para que não restem dúvidas.
Teria sido possível deter o Bin Laden e levá-lo a tribunal? Ouvir o que tinha para dizer? Ao que parece não! Tiveram mesmo que matar o Bin Laden e lançá-lo ao mar. Livrar-se do bicho.
Agora, é só ficarmos em alerta elevado até ver no que a coisa vai dar.
Independentemente da qualidade do bicho uma coisa fica clara: se não quiser que os americanos lhe entrem casa dentro providencie para não ter em casa um Bin Laden.