Será a inquietude uma virtude?! Um estado de alma p'ra além do nirvana, ou, pelo contrário... falta algo ao inquieto que não lhe permite entender o meio em que se move, e por isso não pode, recusa-se a aceitar, que esse é o reflexo... a consequência... da sua própria incompetência?!
Será a inquietude apenas... um estado, que não interfere, não cataliza, não determina ou cria, coisa alguma?
Quem é afinal o inquieto? ...Um doente da mente, um ansioso bem definido que vive agastado por não tomar o comprimido, um descontente com a terapêutica que desde sempre tem sido prescrita às massas por quem serenamente rege o mundo, doura a pílula e faz truques de ilusionismo que criam sensação e fazem arrepiar os cabelos do cú... ou, por outro lado, o inquieto é um iluminado, um homem livre, que de tão à frente e consciente da barbárie que o rodeia, espera conseguir - de alguma forma - mudar, as àguas inquinadas em que nasceu e se movimenta?
Este é um espaço sem meta e sem rumo estabelecido. É fruto deste tempo em que cada vez mais de nós sabem muito de pouca coisa, muitos, sabem de tudo pouco e alguns, nos dizem o que havemos de pensar.
sexta-feira, janeiro 19, 2007
quinta-feira, janeiro 18, 2007
O medo ao serviço de um funcionário exemplar
O medo, tolhera-o cedo. Qualquer lonjura que olhasse, qualquer esquina de que se aproximasse, qualquer rumo que pudesse tomar para chegar a algum lugar... logo se apanhava tolhido! Por tudo e por nada... bloqueava, não fazia nada, ficava à espera a deixar andar, a ver no que ia dar e poder escolher o lado em que diria ter votado...
Se era para falar... tinha medo de não se fazer entender, e por isso preferia ficar calado. ...Um ou outro sorriso tímido, esgares de cumplicidade em todas as direcções, vénias, dobrares de espinha... e lá se ia safando, calcorreando corredores mensageiro de recadinhos que espiolhava, sob a capa de uma humildade deprimente.
...Ouvia assim assim, a medo, procurando conter o interesse para não se envolver e se apanhar a opinar... quem sabe ficar comprometido... criar um inimigo... qualquer mal entendido...
Santa cruz credo, abrenúncio!
Quando se via nesses apertos, apertava com força os lábios resguardado na ignorância, não fosse o dito poder ser tomado pelo não dito, o diabo tecê-las... e o não dito ter um significado que nem se atrevia a pensar, que o pudesse prejudicar!
O medo, desde cedo, entranhara-se-lhe nos ossos, tornara-lhe raquítico o espírito, fizera dele um saco de ossos com a exigência da sobrevivência mas, vistas bem as coisas, facilitara-lhe muito a progressão na carreira!...
Se era para falar... tinha medo de não se fazer entender, e por isso preferia ficar calado. ...Um ou outro sorriso tímido, esgares de cumplicidade em todas as direcções, vénias, dobrares de espinha... e lá se ia safando, calcorreando corredores mensageiro de recadinhos que espiolhava, sob a capa de uma humildade deprimente.
...Ouvia assim assim, a medo, procurando conter o interesse para não se envolver e se apanhar a opinar... quem sabe ficar comprometido... criar um inimigo... qualquer mal entendido...
Santa cruz credo, abrenúncio!
Quando se via nesses apertos, apertava com força os lábios resguardado na ignorância, não fosse o dito poder ser tomado pelo não dito, o diabo tecê-las... e o não dito ter um significado que nem se atrevia a pensar, que o pudesse prejudicar!
O medo, desde cedo, entranhara-se-lhe nos ossos, tornara-lhe raquítico o espírito, fizera dele um saco de ossos com a exigência da sobrevivência mas, vistas bem as coisas, facilitara-lhe muito a progressão na carreira!...
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Multidão em perigo
Encontram-se aos magotes. Carcaças ocas no saco, especam em frente a montras de papelarias, quiosques... deitam o olho à capa de revistas, soletram lento as "gordas" da primeira página de jornais como quem acorda, sorvendo a vida de artistas, de profissionais do jet set e até, de personagens de telenovelas. Enquanto se esquecem da sua própria vida, comentam as atribulações, as traições, os amores não correspondidos, as contratações milionárias e as quedas em desgraça de ídolos queridos. Indignam-se com crimes de faca e alguidar e podem rejubilar com o nascimento da filha de uma qualquer princesa que em tempos lhes foi apresentada numa fotografia genialmente desfocada por um profissional de fofoca, que se desunha a trabalhar para lhes alimentar o espaço sem graça em que viram transformada a existência.
Procuram fazer passar o dia! Fazer coincidir a chegada a casa com o início de alegres programas televisivos em que a tombola luminosa e colorida gira, distribuindo produtos aos necessitados inscritos. E há cânticos bem ensaiados, palmas bem orquestradas, casacos às flores e vestidos bem decotados brilhantes, risos e gritinhos importados, a cada coelho tirado da cartola. Uma ou outra lágrima de comoção rola em faces sofridas, enfeitadas com sorrisos envergonhados, desdentados!
Para receber o prémio há que contar o drama e despertar a piedade de quem - lá, do outro lado do ecrãn -, vai fritando os panadinhos! Depois, é a alegria: Ao coxo é dada uma bengala, à mãe solteira desempregada, um fardo de fraldas e ainda... um esquentador inteligente, à ceguinha uns oculos escuros, à desdentada uma ponte, um dente... o programa na fase final, os panados já quase estaladiços, confetis no ar, a banda a tocar e aquela gente toda que se abraça, eternamente reconhecida a conhecidas empresas que aceitam o jogo de dar para melhorar a imagem e vender mais.
...Num canto, em que ninguém a vê, a assistência social mantêm-se na sombra de matraca fechada, os poderes instituídos alimentados pelos impostos dos desgraçados que passam a vida a fugir, a fingir... reservam-se o direito de deixar o mercado autorregular-se.
Do outro lado, cá ou lá, tanto faz - uma vez que tudo está misturado e provávelmente no seu lugar -, a D. Eduarda, chama Srº Joaquim para almoçar e apaga a televisão antes de começar o telejornal! É que eles, querem almoçar descansados!...
Procuram fazer passar o dia! Fazer coincidir a chegada a casa com o início de alegres programas televisivos em que a tombola luminosa e colorida gira, distribuindo produtos aos necessitados inscritos. E há cânticos bem ensaiados, palmas bem orquestradas, casacos às flores e vestidos bem decotados brilhantes, risos e gritinhos importados, a cada coelho tirado da cartola. Uma ou outra lágrima de comoção rola em faces sofridas, enfeitadas com sorrisos envergonhados, desdentados!
Para receber o prémio há que contar o drama e despertar a piedade de quem - lá, do outro lado do ecrãn -, vai fritando os panadinhos! Depois, é a alegria: Ao coxo é dada uma bengala, à mãe solteira desempregada, um fardo de fraldas e ainda... um esquentador inteligente, à ceguinha uns oculos escuros, à desdentada uma ponte, um dente... o programa na fase final, os panados já quase estaladiços, confetis no ar, a banda a tocar e aquela gente toda que se abraça, eternamente reconhecida a conhecidas empresas que aceitam o jogo de dar para melhorar a imagem e vender mais.
...Num canto, em que ninguém a vê, a assistência social mantêm-se na sombra de matraca fechada, os poderes instituídos alimentados pelos impostos dos desgraçados que passam a vida a fugir, a fingir... reservam-se o direito de deixar o mercado autorregular-se.
Do outro lado, cá ou lá, tanto faz - uma vez que tudo está misturado e provávelmente no seu lugar -, a D. Eduarda, chama Srº Joaquim para almoçar e apaga a televisão antes de começar o telejornal! É que eles, querem almoçar descansados!...
sábado, dezembro 30, 2006
A recaída
Este, é um país extraordinário! Surpreendente! Um país lamuriento, constituído por ausentes, destituídos, que se consegue sustentar numa crise permanente, desde sempre! Um País com números absurdos no crédito mal parado, que parece sofrer de transtorno bipolar. Se por um lado geme queixoso, desanimado, desmotivado, esgotado de carregar uma a crise às costas que pelos vistos é tradição, por outro, para descomprimir, aceita nesgas - contas ordenado, plafond negativo, cartões de todas as cores, empréstimos pessoais créditos ao consumo - oferecidas por agiotas que tanto ama como odeia, e à láia de compensação, corre às catedrais de consumo em desvario gastando até ao ùltimo cêntimo do que não tem, e, reconhecido ao S. Nicolau põe em marcha essa orgia em que se transformou o Natal, esgotando pavilhões cheios de ecrãns de plasma, telemóveis multifunções com mensagens mesmo grátis, máquinas de gargalhar, perús e leitões, sonhos... e de tudo o mais que lá houver!
Hoje, o país... (o mesmo que ainda este mês serviu como exemplo do que: não fazer, aos recentes candidatos à U.E.) mais uma vez, respira de alívio recorrendo à conta ordenado e prepara-se para a festa de fim de ano, na tentativa absurda de descarregar o sobrolho e esquecer as agrugas da vida. Enchem-se os depósitos de modernos carrões XPTO com prestações em atraso, enche-se o peito de ar, e vai de ultrapassar até dar... estradas fora, a fazer o gosto ao pé e a bater recordes de mortos na estrada... os hoteis sem vagas, as caixas multibanco recheadas, as barrigas enfartadas das rabanadas... preparam-se as entradas no novo ano, esperando que Deus nos valha para que não venha a ser pior que este!... Sim! Porque é disso que se trata. Espera e muita fé em milagres!
Viva o novo ano regado com Moe Chandon, claro! Até ao vómito! ...Um dia não são dias! Viva o maior fogo de artifício, a maior árvore de Natal!... Hoje o Ano Novo, amanhã o Carnaval, os feriados, as pontes, a Páscoa bendita, Agosto, Algarve, as viagens de avião a destinos paradisíacos a pagar lá mais para a frente!... E, nos intervalos, um país tristonho, ressentido com políticos que não cumprem a função de trazer o País sempre em festa, com os agiotas que lhe fazem amargar as passas que comeu no Algarve, exigindo e pressionando para que pague o desvario! Chegam mesmo a negar-lhe crédito! ...Os bandidos! ...Aí, é que o Zé descobre a magia do velho comércio tradicional! O tal do fiado! Só que, com esta crise que parece não ter fim, o Zé da merceeiria da esquina, fechou as portas este Natal e ao Zé dos Algarves, adivinha-se a recaída. Deus queira que não seja nada!
Ainda assim, bom Ano Novo a todos!
Hoje, o país... (o mesmo que ainda este mês serviu como exemplo do que: não fazer, aos recentes candidatos à U.E.) mais uma vez, respira de alívio recorrendo à conta ordenado e prepara-se para a festa de fim de ano, na tentativa absurda de descarregar o sobrolho e esquecer as agrugas da vida. Enchem-se os depósitos de modernos carrões XPTO com prestações em atraso, enche-se o peito de ar, e vai de ultrapassar até dar... estradas fora, a fazer o gosto ao pé e a bater recordes de mortos na estrada... os hoteis sem vagas, as caixas multibanco recheadas, as barrigas enfartadas das rabanadas... preparam-se as entradas no novo ano, esperando que Deus nos valha para que não venha a ser pior que este!... Sim! Porque é disso que se trata. Espera e muita fé em milagres!
Viva o novo ano regado com Moe Chandon, claro! Até ao vómito! ...Um dia não são dias! Viva o maior fogo de artifício, a maior árvore de Natal!... Hoje o Ano Novo, amanhã o Carnaval, os feriados, as pontes, a Páscoa bendita, Agosto, Algarve, as viagens de avião a destinos paradisíacos a pagar lá mais para a frente!... E, nos intervalos, um país tristonho, ressentido com políticos que não cumprem a função de trazer o País sempre em festa, com os agiotas que lhe fazem amargar as passas que comeu no Algarve, exigindo e pressionando para que pague o desvario! Chegam mesmo a negar-lhe crédito! ...Os bandidos! ...Aí, é que o Zé descobre a magia do velho comércio tradicional! O tal do fiado! Só que, com esta crise que parece não ter fim, o Zé da merceeiria da esquina, fechou as portas este Natal e ao Zé dos Algarves, adivinha-se a recaída. Deus queira que não seja nada!
Ainda assim, bom Ano Novo a todos!
segunda-feira, dezembro 11, 2006
Paz à alma de Friedman. Viva o individualismo.
No passado 16 de Novembro, morreu Milton Friedman. Talvez - nas últimas décadas -, o mais influente defensor do liberalismo económico. Com direito a Nobel, Friedman, acreditava no monetarismo, aconselhava o estado a não intervir, a deixar os mercados funcionarem livremente e garantia que o individualismo conduziria a um crescente bem estar social.
A ideia, vem do sec. XVIII e foi combatida por Marx que procurou provar que essa, era uma forma maquievelica de explorar quem trabalha... que é justamente do trabalho que nasce a riqueza e que, assim, é usurpada pelos mais ricos e poderosos, ou, pelos que têm menos excrúpulos.
As teorias de Marx, deram azo a alguma euforia mas revelaram-se sol de pouca dura. Particularmente na América, o liberalismo, ganhou nova pujança até à queda da bolsa em 1929 e à grande depressão (fico a pensar se esse liberalismo não a teria originado...). Aí, o liberalismo recolheu-se e deixou a reconstrução e a revitalização do país a cargo do estado através do movimento que veio a ficar conhecido por Keynesianismo!... O país recompôs-se, a economia cresceu e, já na década de 70, o liberalismo instalou-se a propósito de uma crise internacional a que não será estranha a guerra do Vietname...
O liberalismo instalou-se na América e talvez fruto da globalização tem vindo a expandir-se pelo mundo. Friedman inspirou Nixon, Reagan, Tatcher e até Pinochet.
Por cá, em Portugal e na Europa, também há grandes admiradores de Friedman: Muita gente que acredita na privatização das empresas públicas (que dão lucro!), já que o estado (quer dizer: todos nós!), não tem vocação para essas coisas!
...Entretanto, vamos mas é acabar com esses negóciozinhos de vão de escada que não dão para nada, e deixar trabalhar quem sabe. ...Quem percebe do assunto! Para quê 50 mercearias quando podemos ter um moderno hipermercado onde tudo é mais barato e há promoções todos os dias? Hum?!... Para quê esse comérciozinho de rua decadente, esse rol de fiados, essa contabilidade familiar difícil de controlar, quando, podemos parquear cómodamente à borla, em amplos estacionamentos de modernos e reluzentes centros comerciais com a contabilidade computarizada a entrar directamente no ministério das finanças? Hum?!...
Tudo muito mais barato, mais limpo e transparente e com o consequente bem estar social crescente de que falava Friedman! Pelo menos, lá individualistas somos nós!
O Estado, quer dizer, nós, só devemos intervir, se a coisa crachar. Se a bolsa cair ou se houver uma grande depressão! Ou não?
A ideia, vem do sec. XVIII e foi combatida por Marx que procurou provar que essa, era uma forma maquievelica de explorar quem trabalha... que é justamente do trabalho que nasce a riqueza e que, assim, é usurpada pelos mais ricos e poderosos, ou, pelos que têm menos excrúpulos.
As teorias de Marx, deram azo a alguma euforia mas revelaram-se sol de pouca dura. Particularmente na América, o liberalismo, ganhou nova pujança até à queda da bolsa em 1929 e à grande depressão (fico a pensar se esse liberalismo não a teria originado...). Aí, o liberalismo recolheu-se e deixou a reconstrução e a revitalização do país a cargo do estado através do movimento que veio a ficar conhecido por Keynesianismo!... O país recompôs-se, a economia cresceu e, já na década de 70, o liberalismo instalou-se a propósito de uma crise internacional a que não será estranha a guerra do Vietname...
O liberalismo instalou-se na América e talvez fruto da globalização tem vindo a expandir-se pelo mundo. Friedman inspirou Nixon, Reagan, Tatcher e até Pinochet.
Por cá, em Portugal e na Europa, também há grandes admiradores de Friedman: Muita gente que acredita na privatização das empresas públicas (que dão lucro!), já que o estado (quer dizer: todos nós!), não tem vocação para essas coisas!
...Entretanto, vamos mas é acabar com esses negóciozinhos de vão de escada que não dão para nada, e deixar trabalhar quem sabe. ...Quem percebe do assunto! Para quê 50 mercearias quando podemos ter um moderno hipermercado onde tudo é mais barato e há promoções todos os dias? Hum?!... Para quê esse comérciozinho de rua decadente, esse rol de fiados, essa contabilidade familiar difícil de controlar, quando, podemos parquear cómodamente à borla, em amplos estacionamentos de modernos e reluzentes centros comerciais com a contabilidade computarizada a entrar directamente no ministério das finanças? Hum?!...
Tudo muito mais barato, mais limpo e transparente e com o consequente bem estar social crescente de que falava Friedman! Pelo menos, lá individualistas somos nós!
O Estado, quer dizer, nós, só devemos intervir, se a coisa crachar. Se a bolsa cair ou se houver uma grande depressão! Ou não?
quinta-feira, novembro 30, 2006
Formas de ver as coisas
Jorge Nogueira, numa nota de leitura em www.fnam:
Na Edição de 28 de Fevereiro do BMJ, Jane Burgermeister relata a proibição da privatização de hospitais, pela coligação governamental no poder na Suécia, por receio de que a expansão dos cuidados de saúde privados possa destruir o princípio de um serviço de saúde justo e gratuito.
As autoridades provinciais, responsáveis na Suécia pelo sistema de saúde local, não serão no futuro autorizadas a ceder a gestão de um hospital a uma companhia baseada no lucro. Isto depois de duas autoridades provinciais, ambas controladas pelos partidos de centro direita, terem privatizado alguns hospitais estatais. No entanto o Governo, uma coligação de social-democratas com partidos de centro esquerda, argumentou que a privatização de hospitais punha em causa um princípio fundamental da saúde do país – a saber, que o tratamento médico deve ser proporcionado a cada doente de acordo com a sua necessidade e não com a sua capacidade para pagar... e continua...
Por cá, parece que está tudo dito, ou visto! Quer dizer, quem quizer cuidados de saúde com a qualidade que um sistema inteligente deveria proporcionar, bem que pode esperar sentado (se restarem cadeiras)!...
Irónico, é o cidadão cívico que não quer "entupir" as urgências do hospital com uma pressuposta gripe do filho, passar 12h desde o posto da caixa (à cata de desistências que não houve, ou de uma "palavrinha" à médica que não a quis ouvir) até ao catus e, enquanto aguarda, deparar com uma página inteira do expresso que publicíta/noticía o novo hospital exemplar do lumiar, com maquete e tudo - um investimento privado de um subgrupo do BES -, e quando chega a casa, com o puto cheio de dores de cabeça e febre (afinal era varicela, andou por lá a contagiar a malta e não devia apanhar correntes de ar...), estar a dar o DR. House!
Não fosse a saúde um pilar fundamental para podermos sair deste pântano em que nos encontramos, e o facto de o pai ter faltado a um dia inteiro de trabalho, ou de o puto ter andado o dia inteiro e boa parte da noite naquele estado a espalhar o vírus da varicela, não seria assim tão grave mas, já se sabe, não somos Suecos. Temos de viver com o que temos! Estádios de futebol... e isso assim! Só para o Aquamatrix gastamos mais de um milhão de contos!... Os Suecos até ficam de olhos tortos...
quarta-feira, novembro 22, 2006
Afinal a banca é fixe, o mistério da multiplicação dos pães ou, de como evitar endoidar
Eu bem que suspeitava que não andava bem!... Sentia revoltas crescerem em mim, coisas vagas e sem sentido, que me levavam a projectar na banca a culpa de muitas das minhas penas. Cheguei até a pensar que a banca, manobra os políticos que põe e tira a seu belo prazer, por forma a que estes mexam na merda em que ela não quer sujar as mãos e que, com mangas de alpaca e colarinhos alvos, escolhe e determina o nosso futuro!
Nunca me tinha passado pela cabeça que se alguns de nós estão a viver numa casa, devem-no à banca! Delirante, pensava eu os contrários! ...Quer dizer, se a banca têm esses lucros, bem que podia agradecer a quem lhes compra o dinheiro para encher o cú a agentes camarários, urbanizadores, construtores e empreiteiros que, por sua vez também, lhes enchem o cú a ela. À banca! Via eu com maus olhos , um antigo ministro das finanças estar hoje a trabalhar para os bancos, a guiar-lhes os olhos ensinar-lhes os meandros... Achava eu sem sentido oferecerem-me um plafond negativo e depois de me cobrarem taxas absurdas, me penalizarem como cliente de risco... pensava eu que, antes de pedir dinheiro ao City Bank ou à Cofidis para regularizar prestações em atraso de um andar húmido com tijolo de 15, um dia, algum governo viria e diria: amigos... vão roubar para a estrada! ...Tão mal que eu andava!...
Nunca me tinha passado pela cabeça que se alguns de nós estão a viver numa casa, devem-no à banca! Delirante, pensava eu os contrários! ...Quer dizer, se a banca têm esses lucros, bem que podia agradecer a quem lhes compra o dinheiro para encher o cú a agentes camarários, urbanizadores, construtores e empreiteiros que, por sua vez também, lhes enchem o cú a ela. À banca! Via eu com maus olhos , um antigo ministro das finanças estar hoje a trabalhar para os bancos, a guiar-lhes os olhos ensinar-lhes os meandros... Achava eu sem sentido oferecerem-me um plafond negativo e depois de me cobrarem taxas absurdas, me penalizarem como cliente de risco... pensava eu que, antes de pedir dinheiro ao City Bank ou à Cofidis para regularizar prestações em atraso de um andar húmido com tijolo de 15, um dia, algum governo viria e diria: amigos... vão roubar para a estrada! ...Tão mal que eu andava!...
segunda-feira, novembro 06, 2006
Uma pausa na vida de um ser mundano
Respirava lento. Profundamente. Abandonado o medo, baixada a guarda... sentia o corpo acompanhar aquele ir e vir de vida, sem esforço. Fechara os olhos e inebriado deixou partir uma carrada de ilusões. Extinto o querer, só dava conta de existir. Ali. Naquele momento em que o caos se lhe afigurou a ordem absoluta!
quinta-feira, novembro 02, 2006
Deus é grande e afinal os políticos não são verbos de encher
Afinal, o aumento é pequenino! ...Lançado que foi para o ar 17... 15... %... sondada que foi a reacção da malta... apalpado o pulso... ouvido o "murmurinho"... ponderou-se a decisão e... lá saiu em definitivo, um número, políticamente bem estudado... económicamente equílibrado! A coisa, anda à roda dos 6%!... Uf! Afinal não é 15, nem 16 e muito menos 17.
Graças a Deus. Olha, se têm anunciado um aumento de 6% e tivessem aumentado 6%!...
Assim, já nos sentimos aliviados e a coisa acabou bem! Quer dizer... no fundo, acabamos por ganhar à roda de 10%. Lá para 2007 logo se verá!... Pelo menos, os números foram lançados ao ar e isso, é uma grande vantagem. ...É que quando vier o resto do aumento, já estamos psicológicamente preparados.
Pena, que para que tudo tivesse corrido da melhor forma, se tivesse de tirar uma série de vidas a um ministro que estava a ir tão bem!... Eles, lá sabem e já devem ter um novo na forja!...
Graças a Deus. Olha, se têm anunciado um aumento de 6% e tivessem aumentado 6%!...
Assim, já nos sentimos aliviados e a coisa acabou bem! Quer dizer... no fundo, acabamos por ganhar à roda de 10%. Lá para 2007 logo se verá!... Pelo menos, os números foram lançados ao ar e isso, é uma grande vantagem. ...É que quando vier o resto do aumento, já estamos psicológicamente preparados.
Pena, que para que tudo tivesse corrido da melhor forma, se tivesse de tirar uma série de vidas a um ministro que estava a ir tão bem!... Eles, lá sabem e já devem ter um novo na forja!...
quinta-feira, outubro 19, 2006
Batatinhas com enguias
Querida EDP, Hiberdrola, BCP, Stanley Ho e demais accionistas... amigos e companheiros:
Esta é uma sincera missiva de solidariedade. Um reconhecimento pela vossa fraternidade. Uma declaração de préstimo, uma afirmação de presença para o que der e vier!...
E porquê agora?! ...Pois não é que eu, confesso, cheguei a chamá-los de chulos, de ladrões sem pejo, de selvajens cegos em busca de lucro iguais aos demais degenerados pela soberba causadores de tanta pérfida do mundo, seres demoníacos que fabricam e corrompem políticos que acabam por vender os haveres de um povo?!...
Mal eu sabia que me estavam a fornecer energia abaixo do preço de custo!...
Não que me queira desculpar... mas, quando ouvi que o Talone tinha apresentado os resultados de 2005 com lucros de 1,071 mil milhões de euros... sei lá... passou-me uma vertigem, entrei numa espécie de demência e, mea culpa... sim, pensei cá para mim: chulos!...
Como é que eu podia adivinhar que tudo isso era fruto da incompetência da administração pública, dos negócios no Brazil, na Espanha, da venda da Galp... e nós aquí no bem bom a alumiarmo-nos à conta!...
Afinal à medida que vão havendo as privatizações as coisas acabam por entrar nos eixos e o contribuinte fica a ganhar! É que bem vistas as coisas, assim, o contribuinte tem que forçosamente, poupar. E no poupar é que está o ganho!
P.S. - Se for possível, deixem-me pagar esta dívida lá mais para a frente. É que de outro modo, não há cú que aguente e eu já tenho os cartões de crédito todos queimados (Sou uma besta! Eu sei. E lá vos tenho enchido os bolsinhos para me andarem a dar energia!). A menos que... -e isto é só uma ideia... -, o Stanley me dê uma abébia num dos casinos, ou o BCP queira renegociar uma dívidazinha que lá tenho... se virem que não é possível, não se preocupem, eu aguento-me à bomboca... que remédio! Quem me mandou a mim, andar a gastar mais do que pagava?!...
Esta é uma sincera missiva de solidariedade. Um reconhecimento pela vossa fraternidade. Uma declaração de préstimo, uma afirmação de presença para o que der e vier!...
E porquê agora?! ...Pois não é que eu, confesso, cheguei a chamá-los de chulos, de ladrões sem pejo, de selvajens cegos em busca de lucro iguais aos demais degenerados pela soberba causadores de tanta pérfida do mundo, seres demoníacos que fabricam e corrompem políticos que acabam por vender os haveres de um povo?!...
Mal eu sabia que me estavam a fornecer energia abaixo do preço de custo!...
Não que me queira desculpar... mas, quando ouvi que o Talone tinha apresentado os resultados de 2005 com lucros de 1,071 mil milhões de euros... sei lá... passou-me uma vertigem, entrei numa espécie de demência e, mea culpa... sim, pensei cá para mim: chulos!...
Como é que eu podia adivinhar que tudo isso era fruto da incompetência da administração pública, dos negócios no Brazil, na Espanha, da venda da Galp... e nós aquí no bem bom a alumiarmo-nos à conta!...
Afinal à medida que vão havendo as privatizações as coisas acabam por entrar nos eixos e o contribuinte fica a ganhar! É que bem vistas as coisas, assim, o contribuinte tem que forçosamente, poupar. E no poupar é que está o ganho!
P.S. - Se for possível, deixem-me pagar esta dívida lá mais para a frente. É que de outro modo, não há cú que aguente e eu já tenho os cartões de crédito todos queimados (Sou uma besta! Eu sei. E lá vos tenho enchido os bolsinhos para me andarem a dar energia!). A menos que... -e isto é só uma ideia... -, o Stanley me dê uma abébia num dos casinos, ou o BCP queira renegociar uma dívidazinha que lá tenho... se virem que não é possível, não se preocupem, eu aguento-me à bomboca... que remédio! Quem me mandou a mim, andar a gastar mais do que pagava?!...
quarta-feira, outubro 04, 2006
O muro! Um delírio Americano.
A 25 de Agosto de 2001, G. W. Bush discursou na Câmara de Comércio Hispânica e afirmou:
O México é um amigo dos E.U.A. O México é nosso vizinho e por isso é tão importante para nós derrubar as barreiras e os muros que possam separar o Mexico dos E.U.A. (negócios?!).
5 anos depois, projecta-se um muro com 700km para impedir a entrada de imigrantes ilegais nos E.U.A.
O custo previsto é de 6 biliões de dolares.
Querem os Mexicanos a trabalhar para eles mas, lá, no México. Pagos em pesos! Com 5 dolares por dia vive-se muito bem no México!
Existem 12 milhões de Mexicanos sem documentos nos E.U.A.
A esmagadora maioria trabalha sem poder reinvindicar qualquer direito e sujeita-se a ganhar abaixo do que seria suposto, fazendo assim crescer a economia Americana.
Os muros, estes muros... isolam e separam, dividem os povos e constróem-se quando os argumentos para explorar e não repartir agonizam e vão tombando por terra.
A imigração ilegal é um problema económico.
Enquanto multinacionais como a G.M. deslocarem fábricas para o México para poderem explorar legalmente operários Mexicanos, os E.U, vão ter imigrantes ilegais. Com ou sem muros. Claro que muitos vão morrer!
Quanto mais altos e compridos os muros, mais ressentimento, mais revolta, mais ódio...
Talvez por isso se chamasse ao muro de Berlim, o muro da vergonha! Talvez por isso, os Alemães tenham tido o bom senso de o demolirem e aceitarem repartir, arcando com as consequência imediatas! Talvez por isso o resultado do muro construido pelos Israelitas seja uma confranjedora paz podre que perpetua e aprofunda um conflito.
Os muros... estes muros, são sinais. Sinais de decadência, de impotência, soberba e prepotência. Sinais de que existem biliões para construir muros e não existem biliões para altear pontes!
O muro... este muro, prova claramente que mais uma vez, Bush mentiu. Desta vez, foi a 25 de Agosto de 2001, na Câmara de Comércio Hispânica.
O México é um amigo dos E.U.A. O México é nosso vizinho e por isso é tão importante para nós derrubar as barreiras e os muros que possam separar o Mexico dos E.U.A. (negócios?!).
5 anos depois, projecta-se um muro com 700km para impedir a entrada de imigrantes ilegais nos E.U.A.
O custo previsto é de 6 biliões de dolares.
Querem os Mexicanos a trabalhar para eles mas, lá, no México. Pagos em pesos! Com 5 dolares por dia vive-se muito bem no México!
Existem 12 milhões de Mexicanos sem documentos nos E.U.A.
A esmagadora maioria trabalha sem poder reinvindicar qualquer direito e sujeita-se a ganhar abaixo do que seria suposto, fazendo assim crescer a economia Americana.
Os muros, estes muros... isolam e separam, dividem os povos e constróem-se quando os argumentos para explorar e não repartir agonizam e vão tombando por terra.
A imigração ilegal é um problema económico.
Enquanto multinacionais como a G.M. deslocarem fábricas para o México para poderem explorar legalmente operários Mexicanos, os E.U, vão ter imigrantes ilegais. Com ou sem muros. Claro que muitos vão morrer!
Quanto mais altos e compridos os muros, mais ressentimento, mais revolta, mais ódio...
Talvez por isso se chamasse ao muro de Berlim, o muro da vergonha! Talvez por isso, os Alemães tenham tido o bom senso de o demolirem e aceitarem repartir, arcando com as consequência imediatas! Talvez por isso o resultado do muro construido pelos Israelitas seja uma confranjedora paz podre que perpetua e aprofunda um conflito.
Os muros... estes muros, são sinais. Sinais de decadência, de impotência, soberba e prepotência. Sinais de que existem biliões para construir muros e não existem biliões para altear pontes!
O muro... este muro, prova claramente que mais uma vez, Bush mentiu. Desta vez, foi a 25 de Agosto de 2001, na Câmara de Comércio Hispânica.
quinta-feira, setembro 28, 2006
O figurante
À primeira vista ele existia. Circulava pelas artérias das catedrais de consumo, atento. Como um consumidor qualquer, num elegante e insuspeito passo lento... modo como fazia render o espaço e geria o tempo, evitando ser despeitado.
Excluído, sem perspectivas de contar para o que quer que fosse, sem o poder de consumir o que quem risca a realidade determina ser o mínimo aceitável... sabia, que o que andava por aí a fazer, era esconder a solidão e resistir à tentação, de cumprir a existência como cão sarnoso abandonado.
Volta e meia, meia volta dada como quem se lembra de repente de ao que ia... parava frente a uma montra e simulava um olhar arguto, com que encenava um interesse quase cínico. Olhava sem ver nada - absorto em lutas antigas em que tinha atingido monstros gigantes, moinhos... defendido donzelas, ofendidos... - e, no estilo mais digno que o reumático lhe permitia, trocava as voltas a improváveis observadores que gostava de imaginar, afastando-se desdenhoso, como quem nada lhe serve.
...Vasculhado o piso Zero, dirigia-se a uma escada rolante e deixava-se levar até ao topo. Altivo, sobrolho franzido a disfarçar a penúria, queixo empinado a disfarçar o vazio no peito, uma vez chegado ao piso Um... parava! Reflectia em nada... breve, e escolhia o rumo como quem ainda espera encontrar algo e sabe por onde começar.
Depois, era o passo comedido com medo de encolher o espaço, o cuidado de não parar em frente à mesma montra, de evitar dar a entender o fingimento de procurar alguém numa esplanada ou de não entrar com o olhar expectante segunda vez, no mesmo restaurante...
Por vezes, examinava a lista afixada na entrada com a minúcia de quem tem muito por ter vindo a poupar e, com o vagar de um bom apreciador, elegia um prato, a sobremesa, uma aguardente velha... e degustava lentamente num lugar qualquer da mente... através de um fenómeno misterioso que não sabia, nem queria, explicar! Chegava até a arrotar!...
Em seguida, a caminho dos cartazes que anunciavam os filmes em exibição, se lhe emanava da alma o abandono a que estáva votado... tiráva num repente o telemóvel do bolso e ao fingir ligar a alguém, ordenava ao despertador que - daí a pouco - fizesse as vezes de quem lhe ligasse. ... Toque a soar, atendia, auscultava, aguardava, impacientava-se, volvia a um e outro lado incomodado, consternado pelo assim tornado evidente lápso de memória pelo que teria feito alguém esperar. Improvisadas explicações, desculpas, lá continuava, aliviado. Mão na anca, na testa a arquitectar, como quem quer que tudo fique bem claro: Estou! Está?... Sim sim. Não! Sabes como é... para se encontrar alguma coisa de jeito... é um martírio!... Tá bem. Tudo bem. Não te preocupes... eu passo por aí. Podes contar comigo!... OK! Então, até logo! ...Beijinhos!...
Nunca ninguém desconfiou de nada, nem nunca sequer alguém reparou.
Excluído, sem perspectivas de contar para o que quer que fosse, sem o poder de consumir o que quem risca a realidade determina ser o mínimo aceitável... sabia, que o que andava por aí a fazer, era esconder a solidão e resistir à tentação, de cumprir a existência como cão sarnoso abandonado.
Volta e meia, meia volta dada como quem se lembra de repente de ao que ia... parava frente a uma montra e simulava um olhar arguto, com que encenava um interesse quase cínico. Olhava sem ver nada - absorto em lutas antigas em que tinha atingido monstros gigantes, moinhos... defendido donzelas, ofendidos... - e, no estilo mais digno que o reumático lhe permitia, trocava as voltas a improváveis observadores que gostava de imaginar, afastando-se desdenhoso, como quem nada lhe serve.
...Vasculhado o piso Zero, dirigia-se a uma escada rolante e deixava-se levar até ao topo. Altivo, sobrolho franzido a disfarçar a penúria, queixo empinado a disfarçar o vazio no peito, uma vez chegado ao piso Um... parava! Reflectia em nada... breve, e escolhia o rumo como quem ainda espera encontrar algo e sabe por onde começar.
Depois, era o passo comedido com medo de encolher o espaço, o cuidado de não parar em frente à mesma montra, de evitar dar a entender o fingimento de procurar alguém numa esplanada ou de não entrar com o olhar expectante segunda vez, no mesmo restaurante...
Por vezes, examinava a lista afixada na entrada com a minúcia de quem tem muito por ter vindo a poupar e, com o vagar de um bom apreciador, elegia um prato, a sobremesa, uma aguardente velha... e degustava lentamente num lugar qualquer da mente... através de um fenómeno misterioso que não sabia, nem queria, explicar! Chegava até a arrotar!...
Em seguida, a caminho dos cartazes que anunciavam os filmes em exibição, se lhe emanava da alma o abandono a que estáva votado... tiráva num repente o telemóvel do bolso e ao fingir ligar a alguém, ordenava ao despertador que - daí a pouco - fizesse as vezes de quem lhe ligasse. ... Toque a soar, atendia, auscultava, aguardava, impacientava-se, volvia a um e outro lado incomodado, consternado pelo assim tornado evidente lápso de memória pelo que teria feito alguém esperar. Improvisadas explicações, desculpas, lá continuava, aliviado. Mão na anca, na testa a arquitectar, como quem quer que tudo fique bem claro: Estou! Está?... Sim sim. Não! Sabes como é... para se encontrar alguma coisa de jeito... é um martírio!... Tá bem. Tudo bem. Não te preocupes... eu passo por aí. Podes contar comigo!... OK! Então, até logo! ...Beijinhos!...
Nunca ninguém desconfiou de nada, nem nunca sequer alguém reparou.
terça-feira, setembro 26, 2006
As concentrações das micropartículas
O "Sol", é sem dúvida, um novo jornal com pretensões. Quanto mais não seja, pretende conquistar leitores do expresso, cansados que estarão da espessura, da carrada de publicidade contundente e, de tudo o mais que se quizer. O "Sol", afirma não oferecer brindes nem fazer promoções e fala de um exito fulminante. Ao que parece quer fazer jornalismo sério! E faz muito bem! Isso faz uma falta danada!
Agora, pergunto eu: Como pode um jornal com pretensões destas, ir expremer a Manuela Moura Guedes que não consegue evitar mostrar a alma toda em ferida?! Ètico?! Notícia?!
Depois, poderia continuar a apontar, aquí e alí, isto e aquilo, mas isso, como sabemos, era só pegar noutro jornal qualquer... mas, sinceramente, alguém me poderá explicar que porra de "notícia" é aquela (na pag. 64), com o título: "Cirragos Piores do que automóveis"?!
Reza a "notícia" que: o tabaco contamina 60 vezes mais do que o tráfego automóvel.
Esta afirmação, é feita com base na conclusão de Manel Nebot(?!) que mediu as concentrações de micropartículas em bares onde se pode fumar e, nas ruas de Barcelona, e é citada por "El País".
Não satisfeito, o "Sol", refere ainda que, já em Itália se tinha alcançado um resultado semelhante, ao comparar as emissões de um carro com o fumo de três cigarros num espaço fechado de 20 metros quadrados(?!). A "notícia" é assinada por uma Ioli Campos.
Eu, convidaria a Ioli Campos, o Manel Nebot, o José António Saraiva e o maior antitabagista nacional a escolherem entre dois espaços fechados de 20m de àrea por 3m de altura: Num dos espaços, eram obrigados a fumar durante toda a noite. No outro, só tinham que respirar os gases de escape de um automóvel convencional.
É isto uma campanha para motivar o fumador a desistir de fumar ou, será que querem fazer do bruto estúpido?
É este o tipo de jornalismo a esperar do "Sol"?
Agora, pergunto eu: Como pode um jornal com pretensões destas, ir expremer a Manuela Moura Guedes que não consegue evitar mostrar a alma toda em ferida?! Ètico?! Notícia?!
Depois, poderia continuar a apontar, aquí e alí, isto e aquilo, mas isso, como sabemos, era só pegar noutro jornal qualquer... mas, sinceramente, alguém me poderá explicar que porra de "notícia" é aquela (na pag. 64), com o título: "Cirragos Piores do que automóveis"?!
Reza a "notícia" que: o tabaco contamina 60 vezes mais do que o tráfego automóvel.
Esta afirmação, é feita com base na conclusão de Manel Nebot(?!) que mediu as concentrações de micropartículas em bares onde se pode fumar e, nas ruas de Barcelona, e é citada por "El País".
Não satisfeito, o "Sol", refere ainda que, já em Itália se tinha alcançado um resultado semelhante, ao comparar as emissões de um carro com o fumo de três cigarros num espaço fechado de 20 metros quadrados(?!). A "notícia" é assinada por uma Ioli Campos.
Eu, convidaria a Ioli Campos, o Manel Nebot, o José António Saraiva e o maior antitabagista nacional a escolherem entre dois espaços fechados de 20m de àrea por 3m de altura: Num dos espaços, eram obrigados a fumar durante toda a noite. No outro, só tinham que respirar os gases de escape de um automóvel convencional.
É isto uma campanha para motivar o fumador a desistir de fumar ou, será que querem fazer do bruto estúpido?
É este o tipo de jornalismo a esperar do "Sol"?
quarta-feira, setembro 13, 2006
O malabarista
Que o homem tenha sido do PCP... tudo bem. Que depois tenha passado para o PS... vá que não vá. Que, enquanto ministro da economia e a coberto da intensão de fazer regressar a formula I a Portugal tenha rebentado com milhões de contos nuns negócios ruins de entender... eh pá... vá lá... estamos em Portugal e no fundo, no fundo... já se fizeram coisas piores. Que hoje seja o patrão da Iberdrola em Portugal - justamente ele que enquanto deputado andou nos meandros dos projectos energéticos - e mantenha o cargo de deputado do partido no governo... que tenha convidado para um cargo executivo o seu ex secretário de estado do orçamento Fernando Pacheco que, entretanto já desempenhou funções de secretário de estado da energia e por isso conhece bem os cantos à casa e as voltas a dar... oh pá, prontos... mas agora esta da providência cautelar, sinceramente pá, baralha-me! O homem, enquanto delfim da Iberdrola está a defender a Iberdrola e, enquanto deputado?! ...Mais a mais, da bancada do PS!... Bem sei que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa mas, as duas, assim juntas, tendo em contas as outras todas, dá-me azia!
quarta-feira, setembro 06, 2006
Apita o comboio
A malta deveria pagar uma taxa suplementar para poder assistir a programas como o "Prós e Contras" desta semana.
O creme da nata, o calor a derretê-los e eles todos bem compostos de fatinho e de gravata como a malta gosta os respeita e manda a lei, temos o que merecemos, os artistas sem temor, o Major, o Doutor, o Srº Secretário de estado a querer marcar posição e a recolher, a marcar passo, compasso de espera a ver o que vai dar e a apoiar, incondicional... atrevido mas não tanto, que ele hoje está sentado e amanhã apeado e atrás de uma coisa desta bem que pode cair um governo, os juristas tímidos a botar uma ou outra palavrinha, considerações... o caso é gravíssimo meus amigos! Bastava olhar para o sobrolho do Major! O momento é de profunda reflexão e responsabilidade nacional! Portugal está em risco! ... Se a FIFA a UEFA... se a coisa fia fino... não há cu que vá aguentar...
Diga Drº... eu não sou Drº... o Major também não era Drº... a Drª era a Fátima, foi você que disse eu não disse nada... (risos sorrisos trejeitos) Portugal só ombreia com os grandes no futebol o resto é conversa fiada dizia o outro, chega Srº Major, Ó Fátima deixe-me concluir que isto é muito importante! E é. É muitíssimo importante!... A malta pela-se por coisas destas em que se perde em labirintos e lhe dá para entabular conversas com quem não tem nada para falar. O sobrolho franzido do Major, o Madaíl - que esse é Drº... - desgastado e que só se recandidata em caso de interesse nacional em caso de vir a ser obrigado... a intervenção do presidente do benfica está em linha e diz e concerta e explica e apoia e fala do apito apita o comboio!
Portugal só ombreia com os grandes no futebol! Qual judo, qual atletismo, qual vela, quais prémios Nóbel, qual massa encefálica de fálico só o Camarinha que já não é o que era! Coitado do Camarinha! Coitado de Portugal!
Deixe-me falar Drª que isto é muito importante e era. Era muito importante e continua a ser muito importante. A Fátima também é muito importante não a Drª que essa é apresentadora a outra a outra Fátima que também faz mover as multidões e permite a alguns concluirem o que queriam dizer. Deixe-me falar quando não o país arrisca-se a tornar-se um furúnculo preste a rebentar se o Srº Secretário não diz nada e não pára de suar se o caso não se resolve e depressa!
O apito dourado?! Quantos são (palmas)? Apita apita mas não ouço nada (Palmas! ...Essa é que é essa)!
O apito não é dourado! O apito é de ouro. De ouro fino como o silêncio que afoga o País em verborreia escorreia e manhosa à sombra de uma apetencia nunca vista para uma não existência.
Queremos lá agora saber do Nobre Guedes, aquele da casinha clandestina na Arrábida da licença para arrancar os sobreiros e urbanizar em nome do interesse nacional, aquele artista efémero por ter sido investigado e ilibado e que agora pede 450 mil euros de indeminização ao estado pela mancha no seu bom nome. Que interesse tem lá agora o Isaltino, a falácia das contas do porto de Lisboa, a EDP a dar lucros e a aumentar as facturas, a banca a dar lucros brutais e a espetar a farpa até onde lhe apetecer?! Isto é muito importante Drª! Fátima, deixe-me concluír... o futebol é uma instituição de solidariedade social, dizia o outro e é, até a CGD vai financiar um clube de futebol! Isto é muito importante!
A bem dizer, um jurozinho aquí uma comissãozinha acolá... e todos nós financiamos o futebol, todos nós financiamos estadios, sendo que o futebol, nos financia a nós, financia a nossa televisão que nos aquece ou arrefece os serões e deixa em paz a moleirinha... deixe-me acabar Fátima que isto é muito importante, e é! Quando não, estes vultos vetustos da nata portuguesa estariam a fazer colheres e a CGD o BES e outros assim, ou pagavam impostos a sério ou rebentavam de tanto lucro. Viva o Futebol, viva Portugal!
O creme da nata, o calor a derretê-los e eles todos bem compostos de fatinho e de gravata como a malta gosta os respeita e manda a lei, temos o que merecemos, os artistas sem temor, o Major, o Doutor, o Srº Secretário de estado a querer marcar posição e a recolher, a marcar passo, compasso de espera a ver o que vai dar e a apoiar, incondicional... atrevido mas não tanto, que ele hoje está sentado e amanhã apeado e atrás de uma coisa desta bem que pode cair um governo, os juristas tímidos a botar uma ou outra palavrinha, considerações... o caso é gravíssimo meus amigos! Bastava olhar para o sobrolho do Major! O momento é de profunda reflexão e responsabilidade nacional! Portugal está em risco! ... Se a FIFA a UEFA... se a coisa fia fino... não há cu que vá aguentar...
Diga Drº... eu não sou Drº... o Major também não era Drº... a Drª era a Fátima, foi você que disse eu não disse nada... (risos sorrisos trejeitos) Portugal só ombreia com os grandes no futebol o resto é conversa fiada dizia o outro, chega Srº Major, Ó Fátima deixe-me concluir que isto é muito importante! E é. É muitíssimo importante!... A malta pela-se por coisas destas em que se perde em labirintos e lhe dá para entabular conversas com quem não tem nada para falar. O sobrolho franzido do Major, o Madaíl - que esse é Drº... - desgastado e que só se recandidata em caso de interesse nacional em caso de vir a ser obrigado... a intervenção do presidente do benfica está em linha e diz e concerta e explica e apoia e fala do apito apita o comboio!
Portugal só ombreia com os grandes no futebol! Qual judo, qual atletismo, qual vela, quais prémios Nóbel, qual massa encefálica de fálico só o Camarinha que já não é o que era! Coitado do Camarinha! Coitado de Portugal!
Deixe-me falar Drª que isto é muito importante e era. Era muito importante e continua a ser muito importante. A Fátima também é muito importante não a Drª que essa é apresentadora a outra a outra Fátima que também faz mover as multidões e permite a alguns concluirem o que queriam dizer. Deixe-me falar quando não o país arrisca-se a tornar-se um furúnculo preste a rebentar se o Srº Secretário não diz nada e não pára de suar se o caso não se resolve e depressa!
O apito dourado?! Quantos são (palmas)? Apita apita mas não ouço nada (Palmas! ...Essa é que é essa)!
O apito não é dourado! O apito é de ouro. De ouro fino como o silêncio que afoga o País em verborreia escorreia e manhosa à sombra de uma apetencia nunca vista para uma não existência.
Queremos lá agora saber do Nobre Guedes, aquele da casinha clandestina na Arrábida da licença para arrancar os sobreiros e urbanizar em nome do interesse nacional, aquele artista efémero por ter sido investigado e ilibado e que agora pede 450 mil euros de indeminização ao estado pela mancha no seu bom nome. Que interesse tem lá agora o Isaltino, a falácia das contas do porto de Lisboa, a EDP a dar lucros e a aumentar as facturas, a banca a dar lucros brutais e a espetar a farpa até onde lhe apetecer?! Isto é muito importante Drª! Fátima, deixe-me concluír... o futebol é uma instituição de solidariedade social, dizia o outro e é, até a CGD vai financiar um clube de futebol! Isto é muito importante!
A bem dizer, um jurozinho aquí uma comissãozinha acolá... e todos nós financiamos o futebol, todos nós financiamos estadios, sendo que o futebol, nos financia a nós, financia a nossa televisão que nos aquece ou arrefece os serões e deixa em paz a moleirinha... deixe-me acabar Fátima que isto é muito importante, e é! Quando não, estes vultos vetustos da nata portuguesa estariam a fazer colheres e a CGD o BES e outros assim, ou pagavam impostos a sério ou rebentavam de tanto lucro. Viva o Futebol, viva Portugal!
domingo, setembro 03, 2006
Jung Chang
A humanidade tem tido revoadas de delírio, crises agudas de demência que, acalmados os ânimos, virada a página, nos deixam estupefactos pela forma como a realidade pode superar a ficção mais arrojada.
"Cisnes Selvagens", é um livro que contêm o relato de Jung Chang, sobre um periodo de loucura relativamente mal conhecido, perfeitamente desconcertante. Vale a pena lê-lo. Mais que não seja, servirá para reflectir-mos sobre a incongruência da chamada inteligência racional!
...Levianos, temerosos e inseguros, os homens, parece conseguirem tranquilizar a consciência, refugiados no instinto de sobrevivência com que justificam a adopção de convicções que lhes chegam mastigadas, em aberrantes manuais de propaganda. Impotentes, prepotentes, não se poupam a esforços para manterem os neurónios em repouso e, assim evitarem decidir sobre a própria vida.
Uma vez convencidos de estarem protegidos por um líder que aceitam venerar enquanto este lhes pisa os calos... recebida a garantia de que no mundo existe alguém mais miserável que eles próprios... a loucura, poderá durar por tempo indeterminado e a perfídia chegar onde nunca alguém ousou imaginar!
...Estranha, a inteligência racional deste animal que se diz superior!
"Cisnes Selvagens", é um livro que contêm o relato de Jung Chang, sobre um periodo de loucura relativamente mal conhecido, perfeitamente desconcertante. Vale a pena lê-lo. Mais que não seja, servirá para reflectir-mos sobre a incongruência da chamada inteligência racional!
...Levianos, temerosos e inseguros, os homens, parece conseguirem tranquilizar a consciência, refugiados no instinto de sobrevivência com que justificam a adopção de convicções que lhes chegam mastigadas, em aberrantes manuais de propaganda. Impotentes, prepotentes, não se poupam a esforços para manterem os neurónios em repouso e, assim evitarem decidir sobre a própria vida.
Uma vez convencidos de estarem protegidos por um líder que aceitam venerar enquanto este lhes pisa os calos... recebida a garantia de que no mundo existe alguém mais miserável que eles próprios... a loucura, poderá durar por tempo indeterminado e a perfídia chegar onde nunca alguém ousou imaginar!
...Estranha, a inteligência racional deste animal que se diz superior!
domingo, agosto 20, 2006
Quase ufana, a malta arrisca-se a precipitar-se num ismo qualquer. Mais uma vez! Desta, ser ou não Ariano tem pouco a ver. A coisa agora, à escala global, passa por parecer querer ser saudável! Sempre alegre e estável! Muita melanina, muita massa muscular, abaixo os tabagistas, os tipos com bigode, a meia branca, abaixo o tecido adiposo acima do zero, o pé de galinha. Viva a banda gástrica, a lipoescultura, o branqueamentos de dentes e haveres, o antidepressivo, o shot rapido e eficaz, a tonteria de um tracinho que nos aguça a moleirinha e faz parecer rápidos e concisos, versados nisto e naquilo, ágeis e argutos, astutos, pequenos Deuses quase perfeitos não fora um ou outro peidinho...
Nunca gostei dos ismos! Dá-me náuseas. Relembra-me erros de outros tempos.
Nunca gostei dos ismos! Dá-me náuseas. Relembra-me erros de outros tempos.
quinta-feira, agosto 17, 2006
A acreditar no Expresso, o Millennium ofereceu a Miguel de Sousa Tavares uma quantia que rondava os 250 mil euros. Este, teria em troca, de ceder a sua imagem para uma campanha publicitária com que esta entidade bancária pretendia influenciar determinado tipo de consumidores!
O homem, invocando que a sua actividade jornalistica não é compatível com publicidade, recusou.
Num tempo em que o dinheiro parece servir para comprar tudo e em que a maioria se dispõe a dizer ou fazer, não importa o quê, em troca de bem menos, o facto, parece estranho!
Talvez que a sua situação financeira lhe pudesse ter facilitado a recusa... contudo, não resisto a imagina-lo como um dos homens que se quer livre e que, por isso, não está à venda nem padece de soberba.
Já agora; gostei de ler "O Equador"! Para além do leitor comum, a "corte" Portuguesa em particular, deveria ler e reflectir sobre este romance histórico. Talvez assim, pudesse mudar a mentalidade que, no essencial, lamentavelmente, permanece igual aquela que tinha em 1900!
O homem, invocando que a sua actividade jornalistica não é compatível com publicidade, recusou.
Num tempo em que o dinheiro parece servir para comprar tudo e em que a maioria se dispõe a dizer ou fazer, não importa o quê, em troca de bem menos, o facto, parece estranho!
Talvez que a sua situação financeira lhe pudesse ter facilitado a recusa... contudo, não resisto a imagina-lo como um dos homens que se quer livre e que, por isso, não está à venda nem padece de soberba.
Já agora; gostei de ler "O Equador"! Para além do leitor comum, a "corte" Portuguesa em particular, deveria ler e reflectir sobre este romance histórico. Talvez assim, pudesse mudar a mentalidade que, no essencial, lamentavelmente, permanece igual aquela que tinha em 1900!
quarta-feira, agosto 09, 2006
quinta-feira, agosto 03, 2006
Circalhada
É no circo que os porcos andam de bicicleta. Que os palhaços... ricos e pobres, alimentam o personagem com contendas, ilustrações de metáforas que, vá-se lá saber porquê, regozijam e fazem rir o público. É no circo que os elefantes se equilibram numa perna só, que os homens aceitam ser serrados ao meio, andar no arame sem rede, serem disparados de canhões ou até de marcharem contra os ditos!
Os números, são cada vez mais arriscados e surpreendentes. No tempo que que os lucros da banca não param de crescer e em que lhes é permitido aumentar o que bem lhes apetecer, é apertado o espaço de quem se recuse pagar licenças para sacar ou não queira ser sacado e, mais grave... é apertado o espaço de quem confesse não querer enriquecer!...
Se um malabarista consegue por a rodar no ar dez bolas de fogo sem se queimar, logo se vê obrigado a ensaiar um número com doze. Se um domador consegue fazer com que um macaco toque violino, logo deverá começar a dar corpo a uma orquestra de vários macacos a tocar vários instrumentos!... É assim a vida no circo!
...Neste particular, Portugal, parte integrante do mundo ocidental - o mundo rico e pujante - está no seu melhor... a quantidade de coelhos a sair da cartola, não pára de aumentar. Os directores do circo - financiados por malabaristas que detêem fundos inesgotáveis enquantos os palhaços andarem à estalada - compraram Jipes, deram provisão a contas em ilhas distantes e, propõem apresentar um fantástico e espectacular número, em que os animais amestrados, vão andar de bicicleta sem mãos, sem pés e... sem bicicleta!...
...Tendo em conta a qualidade dos animais em pista, sou levado a acreditar que este desafio poderá ser largamente superado e por isso, a fasquia deverá, antes mesmo de ter sido superada, de ser posta um pouco acima.
Os números, são cada vez mais arriscados e surpreendentes. No tempo que que os lucros da banca não param de crescer e em que lhes é permitido aumentar o que bem lhes apetecer, é apertado o espaço de quem se recuse pagar licenças para sacar ou não queira ser sacado e, mais grave... é apertado o espaço de quem confesse não querer enriquecer!...
Se um malabarista consegue por a rodar no ar dez bolas de fogo sem se queimar, logo se vê obrigado a ensaiar um número com doze. Se um domador consegue fazer com que um macaco toque violino, logo deverá começar a dar corpo a uma orquestra de vários macacos a tocar vários instrumentos!... É assim a vida no circo!
...Neste particular, Portugal, parte integrante do mundo ocidental - o mundo rico e pujante - está no seu melhor... a quantidade de coelhos a sair da cartola, não pára de aumentar. Os directores do circo - financiados por malabaristas que detêem fundos inesgotáveis enquantos os palhaços andarem à estalada - compraram Jipes, deram provisão a contas em ilhas distantes e, propõem apresentar um fantástico e espectacular número, em que os animais amestrados, vão andar de bicicleta sem mãos, sem pés e... sem bicicleta!...
...Tendo em conta a qualidade dos animais em pista, sou levado a acreditar que este desafio poderá ser largamente superado e por isso, a fasquia deverá, antes mesmo de ter sido superada, de ser posta um pouco acima.
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