http://www.youtube.com/watch?v=n92VSfRnnoU
Este é um espaço sem meta e sem rumo estabelecido. É fruto deste tempo em que cada vez mais de nós sabem muito de pouca coisa, muitos, sabem de tudo pouco e alguns, nos dizem o que havemos de pensar.
terça-feira, junho 12, 2012
domingo, fevereiro 26, 2012
sábado, fevereiro 25, 2012
Tudo a ver com tudo
O homem chegou e estacionou. Em cima da passadeira. Vinha chateado deprimido. De tanto ter ouvido e pelo pouco que conseguia destrinçar tinha chegado à conclusão de que o Mundo estava uma bagunça. ...Por causa do governo, dos mercados, dos especuladores. ...Por causa dos senhores do mundo, dos bilderberg, dos agiotas. ...Dessa corja que não hesita em atear uma guerra para atafulhar os bolsos. E no seu entender pouco ou nada haverá para fazer. Eu, permito-me discordar. ...É que assim, visto de fora, o homem poderia aprender a estacionar. Era um começo. ...Em vez de um espectador ressentido desta falta de respeito que uns têm para com os outros, poderia ser um protagonista. Daqueles que respeitam o meio em que circulam e estacionam em sítios apropriados.
sexta-feira, janeiro 20, 2012
Prenúncio de alvorada em noite cerrada
Poderemos, indefinidamente, persistir no modelo que nos leva a acreditar sermos maquiavélicamente manipulados. Vitimizados por gente sem escrúpulos senhores e escravos do capital. ...Gente, que doentiamente crónicamente, depende urgentemente de aumentar o seu pecúlio à custa do que for!...
Não estaremos completamente enganados. ...Ele, há de tudo, neste mundo! Contudo, nunca como hoje foi tão clara a preponderância do papel que cada um de nós desempenha neste produto final a que chamamos realidade.
Não estaremos completamente enganados. ...Ele, há de tudo, neste mundo! Contudo, nunca como hoje foi tão clara a preponderância do papel que cada um de nós desempenha neste produto final a que chamamos realidade.
quinta-feira, outubro 20, 2011
sábado, outubro 15, 2011
Yes
Yes we can, já correu mundo. Yes we will, também. Sobre o how, muitos emitem mais ou menos respeitáveis opiniões. Contudo permanecemos num impasse embaraçoso: a esmagadora maioria está endividada para com uns quantos a quem não sabe como ou quando poderá pagar. Estes, por sua vez, trocam, compram ou vendem dívidas entre eles e, vão subindo juros à medida que dificultam os empréstimos segundo leis do mercado verdadeiramente transparentes; quanto pior estiveres mais pagas! O que poderia - numa outra lógica de mercado, ou mesmo numa outra lógica de vida -, parecer paradoxal, é afinal, nesta, perfeitamente lógico.
quinta-feira, abril 21, 2011
Os fins e os meios
Os chamados meios de comunicação social disseram que os Americanos mataram o Bin Laden. ...Ora, o que se deveria fazer com o corpo do Bin Laden? ...Entregá-lo à família? Enviá-lo para a proveniência, para a terra dele? ...Não! Embrulha-se segundo os preceitos funebres da circunstância e atira-se ao mar! Para que não restem dúvidas.
Teria sido possível deter o Bin Laden e levá-lo a tribunal? Ouvir o que tinha para dizer? Ao que parece não! Tiveram mesmo que matar o Bin Laden e lançá-lo ao mar. Livrarem-se do bicho.
Depois, foi só manter um alerta elevado até ver no que a coisa iria dar.
...Independentemente da qualidade do bicho uma coisa fica clara: se não quiser que os americanos lhe entrem casa dentro, providencie para não ter bicho em casa. Acautele-se até, com o eventual bicho que possa haver em sí.
Teria sido possível deter o Bin Laden e levá-lo a tribunal? Ouvir o que tinha para dizer? Ao que parece não! Tiveram mesmo que matar o Bin Laden e lançá-lo ao mar. Livrarem-se do bicho.
Depois, foi só manter um alerta elevado até ver no que a coisa iria dar.
...Independentemente da qualidade do bicho uma coisa fica clara: se não quiser que os americanos lhe entrem casa dentro, providencie para não ter bicho em casa. Acautele-se até, com o eventual bicho que possa haver em sí.
terça-feira, abril 19, 2011
segunda-feira, abril 11, 2011
quarta-feira, fevereiro 16, 2011
sábado, fevereiro 12, 2011
Uma actualidade velha
«Andai, ganha-pães, andai; reduzi tudo a cifras, todas as considerações deste mundo a equações de interesse corporal, comprai, vendei, agiotai. No fim de tudo isto, o que lucrou a espécie humana? Que há mais umas poucas dúzias de homens ricos. E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar a miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?»
Almeida Garrett: Viagens na Minha Terra, 1846.
Vem isto a propósito da displicência com que o FMI vai sugerindo (não só a Portugal!...) que o SNS vá sendo substituído por um serviço de saúde privado. Aponta as seguradoras e outras entidades financeiras privadas. Com pés de veludo, manda para o lixo os valores mais básicos por que a humanidade em geral tem vindo a lutar para tornar uma realidade. Aponta assim para a rentabilização dos cuidados de saúde.
A doença como fonte de lucro, parece abominável, mas, na lógica empresarial de um hospital privado... faz todo o sentido. Se não o ùnico!
http://uivomania.blogspot.com/2006/11/formas-de-ver-as-coisas.html
O FMI, senta-nos nos joelhos (...) e dá-nos conselhos e, a maioria parece até, gostar.
Almeida Garrett: Viagens na Minha Terra, 1846.
Vem isto a propósito da displicência com que o FMI vai sugerindo (não só a Portugal!...) que o SNS vá sendo substituído por um serviço de saúde privado. Aponta as seguradoras e outras entidades financeiras privadas. Com pés de veludo, manda para o lixo os valores mais básicos por que a humanidade em geral tem vindo a lutar para tornar uma realidade. Aponta assim para a rentabilização dos cuidados de saúde.
A doença como fonte de lucro, parece abominável, mas, na lógica empresarial de um hospital privado... faz todo o sentido. Se não o ùnico!
http://uivomania.blogspot.com/2006/11/formas-de-ver-as-coisas.html
O FMI, senta-nos nos joelhos (...) e dá-nos conselhos e, a maioria parece até, gostar.
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
segunda-feira, janeiro 03, 2011
O insustentável peso do ter
Afoito, sedento, migrou p'ró litoral. Tornou-se um genuíno metropolitano cheio de jogo a par das modas e tendências. Aprendeu a construir sem licenciamento, a corromper fiscais, a opinar, a ter preferências, também quis provar caviar e tudo o mais de que só tinha ouvido falar.
Quando lhe disseram que tinha conquistado a liberdade... não sabia o que dizer ou pensar! ...Na essência, parecia-lhe bem! ...Livre! ...Para comer fartas sardinhadas, puxar a brasa à sua sardinha e, reenvindicar direitos alinhavados à pressa com o poder de imputar culpas a quem lhe entravava a marcha. ...Definitivamente, era "música para os seus ouvidos". ...Ruídos?!
...Tomar em mãos as rédeas da sua vida sem ter que se dobrar, reflectir, não aceitar o cavalo sem lhe olhar o dente, tirar os olhos do umbigo e ver-se impelido a encontrar em cada esquina um amigo... um irmão... tem-lhe consumido o neurónio de tal forma, que não só se encontra deprimido... ...abandonado ...traído... como, em face da relativa incompetência para ser, encontrou o comprimido. O paliativo para os impropérios da alma! A forma de suportar o tanto ter e as ganas de continuar a desejar ter mais.
quinta-feira, dezembro 16, 2010
terça-feira, novembro 16, 2010
O seu a seu dono
A propósito de uma cimeira da nato que reúne 54 chefes de estado e de governo, as forças de segurança portuguesas, demonstram que - para além de toda a contenção orçamental - podem reunir os meios e assumem as competências para tornar Lisboa uma cidade segura! Pena que, a essa bolsa de segurança, que como que por magia se está a formar... os cidadãos comuns, não lhe tenham acesso. ...Se bem que a tenham que pagar.
A polícia admite que tem em mãos o maior desafio de segurança de sempre! Quanto a isto não estou de acordo; é que, cá, a criminalidade continua a aumentar e a polícia tem vindo a dizer que não tem meios para a contrariar!...
Portugal, enquanto um dos PIGS (ou PIIGGS?), não quis entregar os galões. Perdeu a oportunidade de mostrar que está a aprender a lição: cada um deve viver com o que tem. E enquanto a criminalidade em Portugal continuar a crescer perante a impotência dessa mesma polícia, quem quiser as costas quentes tem que as aquecer num outro lugar qualquer. E já agora, esta coisa de todos os espaços de restauração terem de trabalhar a tempo inteiro para a cimeira sem que mais ninguém possa aceder a esta área... confirma-me que, se bem que o parque das nações esteja a ser pago por nós todos até que deus queira... ele, não é nosso. É que naquilo que é meu, eu entro e saio quando quero, seguro, por forças pagas para me garantirem segurança.
A polícia admite que tem em mãos o maior desafio de segurança de sempre! Quanto a isto não estou de acordo; é que, cá, a criminalidade continua a aumentar e a polícia tem vindo a dizer que não tem meios para a contrariar!...
Portugal, enquanto um dos PIGS (ou PIIGGS?), não quis entregar os galões. Perdeu a oportunidade de mostrar que está a aprender a lição: cada um deve viver com o que tem. E enquanto a criminalidade em Portugal continuar a crescer perante a impotência dessa mesma polícia, quem quiser as costas quentes tem que as aquecer num outro lugar qualquer. E já agora, esta coisa de todos os espaços de restauração terem de trabalhar a tempo inteiro para a cimeira sem que mais ninguém possa aceder a esta área... confirma-me que, se bem que o parque das nações esteja a ser pago por nós todos até que deus queira... ele, não é nosso. É que naquilo que é meu, eu entro e saio quando quero, seguro, por forças pagas para me garantirem segurança.
sexta-feira, novembro 12, 2010
sábado, outubro 16, 2010
A ilógica da lógica dos mercados
O governo português, acaba de apresentar o orçamento geral do estado para 2011. Um orçamento impopular, que alimenta a crescente polémica, em torno da capacidade (ou falta dela) do governo em funções. Os partidos da oposição permitem-se fazer um discurso popular e, quem os ouve poderá até pensar que detém a solução para a enorme salgalhada em que o país, à semelhança do resto do mundo http://www.independent.co.uk/news/business/news/imf-warns-countries-to-work-together-or-face-wars-2102446.html , se encontra.
Lamentavelmente, julgo que quem pensa que bastaria despedir este governo (muito em particular o Sócrates), para vivermos felizes e contentes, está redondamente enganado! Na lógica da alternância de poderes instalada, virá o PSD à praça pública com as mãos na cabeça, dizer que "isto" está muito pior do que pensavam... que os portugueses vão ter de começar a trabalhar a sério... a chegar a horas... e... vai de aumentarem os impostos, anular todos os projectos, começar novos estudos, estabelecer novas parcerias, celebrar novos contratos, contratar novos elementos, redecorar gabinetes, reestruturar as estruturas etc, etc... Tudo, claro, no melhor interesse dos Portugueses, Pim!... Os fundos da UE em troca de juros, de contrapartidas... os subsídios a fundo perdidos em abono de estratégias de mais ou menos boa fé, têm permitido que os principais partidos se chegem à gamela à vez sem que o povo português se revolte indignado.
Sente, claro, que há coisas estranhas: são já altas e claras as vozes - dentro e fora do país -, que acusam os portugueses de não serem competitivos. Contudo, produzimos apenas 60% do arroz que consumimos porque a UE não permite que produzamos mais! ...Autoriza apenas o cultivo de 24667 hectares e nós - não sei, se à boa ou à má, maneira portuguesa -, cultivamos 26800!... Pagaremos multas? O certo é que os euros saem de Portugal para comprar arroz. ...A maior parte do que compramos, vem de Suriname, Tailândia e Itália!... Podemos comprar, não podemos é produzir!... Não sei, concretamente, quem é o responsável por este parte/reparte da UE, bem como pela assinatura que vinculou Portugal a este acordo e a outros semelhantes, nem é, de momento, minha intenção apurar responsabilidades. Parece-me, isso sim, importante que se entenda, o quanto obsoleto está, o modelo económico pelo qual o mundo globalizado se rege. É o dragão a comer a própria cauda. O sistema que permite falar de mercados ingovernáveis e de governos manietados. A economia de mercado dita as regras e está na mão de accionistas cujo único e cego objectivo é o lucro rápido. Especuladores à solta, vá!... http://www.youtube.com/watch?v=lU-j2mIwOpE
Enquanto isso, os portugueses empurram a culpa uns para os outros, os povos do norte empurram para os do sul, os anglófonos, para francófonos, os germanos para os outros, os europeus para os estado unidenses, os ocidentais para os orientais... e, claro, os especuladores, sem qualquer noção do que é uma panela de pressão, brincam psicóticamente a aumentar zeros à direita, como se não houvesse amanhã.
Mantêm-se a bárbara lógica de que quanto mais atrapalhado estiver o indígena, mais se lhe deve cobrar! Bem que se poderia aprender com o Yunus http://pt.wikipedia.org/wiki/Muhammad_Yunus, que, curiosamente, consegue uma taxa de retorno de fazer inveja à esmagadora maioria dos bancos!
Estaremos nós então, inevitavelmente condenados a sofrer as consequencias desta ilógica da lógica de mercado? Desta ditadura que tanto tem de decrepita como de imatura e que olha sôfrega para tudo em que possa meter o dente?...
A Europa - fruto do acaso, da necessidade, do engenho ou de tudo junto -, acabou por construir um modelo socioeconómico que, desperta a cobiça destes investidores especulativos sem pejo. Gente que saliva a congeminar negócios na saúde, a promover doenças para vender curas. Pretendem o monopólio dos produtos alimentares. Fabricam guerras para vender armas. Urdem e despoletam crises para aumentar juros e açambarcar bens dos despojados. Criam necessidades absurdas de consumo e mandam produzir onde há mais miséria (sem querer ter conhecimento das condições em que se produz), para comprar mais barato e vender onde é possível vender mais caro... criar endividados!... Dividem para reinar... para abocanhar... e, a UE aprende tímida (demasiado tímida) lições da natureza:http://www.youtube.com/watch?v=xvaAlXgti_k&feature=related
Lamentavelmente, julgo que quem pensa que bastaria despedir este governo (muito em particular o Sócrates), para vivermos felizes e contentes, está redondamente enganado! Na lógica da alternância de poderes instalada, virá o PSD à praça pública com as mãos na cabeça, dizer que "isto" está muito pior do que pensavam... que os portugueses vão ter de começar a trabalhar a sério... a chegar a horas... e... vai de aumentarem os impostos, anular todos os projectos, começar novos estudos, estabelecer novas parcerias, celebrar novos contratos, contratar novos elementos, redecorar gabinetes, reestruturar as estruturas etc, etc... Tudo, claro, no melhor interesse dos Portugueses, Pim!... Os fundos da UE em troca de juros, de contrapartidas... os subsídios a fundo perdidos em abono de estratégias de mais ou menos boa fé, têm permitido que os principais partidos se chegem à gamela à vez sem que o povo português se revolte indignado.
Sente, claro, que há coisas estranhas: são já altas e claras as vozes - dentro e fora do país -, que acusam os portugueses de não serem competitivos. Contudo, produzimos apenas 60% do arroz que consumimos porque a UE não permite que produzamos mais! ...Autoriza apenas o cultivo de 24667 hectares e nós - não sei, se à boa ou à má, maneira portuguesa -, cultivamos 26800!... Pagaremos multas? O certo é que os euros saem de Portugal para comprar arroz. ...A maior parte do que compramos, vem de Suriname, Tailândia e Itália!... Podemos comprar, não podemos é produzir!... Não sei, concretamente, quem é o responsável por este parte/reparte da UE, bem como pela assinatura que vinculou Portugal a este acordo e a outros semelhantes, nem é, de momento, minha intenção apurar responsabilidades. Parece-me, isso sim, importante que se entenda, o quanto obsoleto está, o modelo económico pelo qual o mundo globalizado se rege. É o dragão a comer a própria cauda. O sistema que permite falar de mercados ingovernáveis e de governos manietados. A economia de mercado dita as regras e está na mão de accionistas cujo único e cego objectivo é o lucro rápido. Especuladores à solta, vá!... http://www.youtube.com/watch?v=lU-j2mIwOpE
Enquanto isso, os portugueses empurram a culpa uns para os outros, os povos do norte empurram para os do sul, os anglófonos, para francófonos, os germanos para os outros, os europeus para os estado unidenses, os ocidentais para os orientais... e, claro, os especuladores, sem qualquer noção do que é uma panela de pressão, brincam psicóticamente a aumentar zeros à direita, como se não houvesse amanhã.
Mantêm-se a bárbara lógica de que quanto mais atrapalhado estiver o indígena, mais se lhe deve cobrar! Bem que se poderia aprender com o Yunus http://pt.wikipedia.org/wiki/Muhammad_Yunus, que, curiosamente, consegue uma taxa de retorno de fazer inveja à esmagadora maioria dos bancos!
Estaremos nós então, inevitavelmente condenados a sofrer as consequencias desta ilógica da lógica de mercado? Desta ditadura que tanto tem de decrepita como de imatura e que olha sôfrega para tudo em que possa meter o dente?...
A Europa - fruto do acaso, da necessidade, do engenho ou de tudo junto -, acabou por construir um modelo socioeconómico que, desperta a cobiça destes investidores especulativos sem pejo. Gente que saliva a congeminar negócios na saúde, a promover doenças para vender curas. Pretendem o monopólio dos produtos alimentares. Fabricam guerras para vender armas. Urdem e despoletam crises para aumentar juros e açambarcar bens dos despojados. Criam necessidades absurdas de consumo e mandam produzir onde há mais miséria (sem querer ter conhecimento das condições em que se produz), para comprar mais barato e vender onde é possível vender mais caro... criar endividados!... Dividem para reinar... para abocanhar... e, a UE aprende tímida (demasiado tímida) lições da natureza:http://www.youtube.com/watch?v=xvaAlXgti_k&feature=related
segunda-feira, outubro 11, 2010
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