Este é um espaço sem meta e sem rumo estabelecido. É fruto deste tempo em que cada vez mais de nós sabem muito de pouca coisa, muitos, sabem de tudo pouco e alguns, nos dizem o que havemos de pensar.
quinta-feira, abril 09, 2009
A onda
Em 1981, Alexander Grasshof, pegou nessa estória e realizou um filme para televisão com o mesmo título e, em 2008, Dennis Gansel realizou para cinema "Die welle". Qualquer das versões, será fácil de visionar. Eu, visionei esta última hoje e, fiquei com vontade de vos aconselhar a fazer o mesmo.
...Autocracia, fragilidade da mente humana, pequenos monstros que habitam em nós prontos a tomar as rédeas de assalto, para além da nossa nacionalidade ou raça...
Enfim... talvez nada de novo para nenhum de vós, ainda assim, convém recordar que perante determinados factores (bem sublinhados no filme) e, tendo em conta a natureza humana, há que ter muito cuidado no modo como se agitam as águas.
quarta-feira, abril 01, 2009
A luz da escuridão
É no escuro... contemplando a vastidão, que podemos sentir o murmúrio das profundezas, o silêncio mais puro vindo de todos os lugares e tempos. ...Damos por nós resgatados, rendidos. Sentimos, pertencer!
quinta-feira, março 26, 2009
Uma ficção extrapolante!
Talvez tudo não tenha passado de um acaso! ...De um acaso puro, ou de um acaso por necessidade...
A verdade, é que os habitantes, de repente, como que acordaram!
No princípio, era estranho.
...Começaram a aparecer vasos de flores nos parapeitos das janelas... nas ombreiras das portas... na orla dos passeios... Começaram, a notar-se esboços de sorrisos... a descobrirem-se afectos... a exercerem-se cuidados...
Todos queriam aperfeiçoar o desempenho; como num coro, queriam entrar em uníssono.
Cada um sentia ter representado todos os papeis, sentia-se existir em todos os lugares e, podia reconhecer o seu coração a bater em todos os peitos! ...Sentia ter tido em si o ateu e o fanático religioso, lembrava-se de ter sido a vítima e o bandido...
Ninguém podia dizer não ter dado por nada. Todos, estavam surpreendidos com a mudança e, não sabiam se o facto de cada um mudar era causa ou consequência de tudo ter mudado!
...Por acaso ou por necessidade, o facto é que cada um se foi reconhecendo em todos os outros e ninguém mais, aceitou ficar indiferente.
sexta-feira, março 13, 2009
Talvez, o primeiro sussurro dessa presença, se tenha manifestado em alguém que, curioso, contemplava o firmamento e que, na ausência de ruido se tenha sentido envolvido, inundado, por uma reconfortante serenidade. Talvez, tenha sido nesse momento que o homem, para além de ver, tenha aprendido a reparar... e que, de alguma forma tenha estabelecido relação entre o medo e a falta de conhecimento...
Humilde, satisfeito, sentido crescer o entusiasmo de dar rédea solta à vida, deve ter posto os pés ao caminho. Não para chegar a algum lugar! ...Para caminhar, simplesmente.
terça-feira, março 10, 2009
Uma fortuna que é uma carrada de trabalhos
Eu, não resisti e perguntei-lhe: Ó Leonor, é você que possui o ouro ou o ouro que a possui a si?!
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
Disbiose mental
...Talvez o Hergé se tenha lembrado disso quando pôs o Capitão Haddock a exclamar "com mil raios e trovões!"...
Poderá haver quem ache que o Hergé, o Capitão Haddock e já agora, o Tintim, não têm nada a ver com o caso! Mas eu, acho. Acho... na medida em que tudo tem a ver com tudo e, neste caso até tem a ver com nada, uma vez que - "segundo estudos recentes" -, é de lá que vimos!
...A maior parte das nossas vidas não nos lembramos disso!...
Vivemos, gastando o tempo a arranhar a fina capa que reveste a realidade, passamos fugazes pelo agora e, cultivamos a superficialidade - essa espécie de cobardia, com que evitamos imergir fundo e com vigor até à essência das coisas -, numa estratégia desvairada para não termos nada a ver com nada, ou seja: tratarmos da nossa "vidinha", sem gastar os neurónios.
Quase crime, é a dita superficialidade - o factor primordial de uma sociedade leviana enfeitada e disfarçada com "glamour" -, que transforma o Príncipe Lev Míchkin (O idiota - Dostoiévski), num imbecil.
E, que terá a ver o suposto Big Bang, o Hergé, o Capitão Haddock, o Tintim e a superfícialidade, com o facto do idiota do Lev Míchkin ser afinal uma pérola, deitada sem pejo aos porcos, por e para conforto de uma maioria mediocre e enfatuada que se sente ameaçada quando se raspa mais fundo na capa que reveste o miolo das coisas? Que terá o tudo a ver com o nada? As fortunas com a miséria? O Big Bang com o Big Crunch?
domingo, janeiro 25, 2009
Frivolidade e indiferença; uma estratégia para viver na hipermodernidade
Perante a tragédia humana, ao invés de se deixar possuir pela inquietude, fugiu para a frente numa tentativa radical de optimismo, apostando que a sociedade de consumo ruirá sem consumistas. Tem querido viver de um trago e, em busca de prazer tem enchido os aviões, os hotéis, o bucho!... A industria do turismo precisa dele! Reclamam-lhe a presença na industria do entretenimento, da luxuria!... As instituições de crédito precisam de devedores e têm-no seduzido personalizadamente...
O homem hipermoderno, aprendeu a viver sem ideais, seguindo a etiqueta recomendada no protocolo instituído no vazio em que se movimenta, ao som de música ambiente sem consequências. Em troca, tem cultivado desejos e sente a responsabilidade de os satisfazer. ...Venderam-lhe a ideia de que chegou a sua vez!... Garantem-lhe, que basta estar inscrito. E ele, tem esperado que isso funcione cumprindo a rigor o seu pequeno grande papel, mantendo a aparência, nesta enorme máquina de pôr à prova a dignidade humana.
Contudo, o Mundo compõe-se de mudança!... O homem hipermoderno (por circunstancias que não vêm ao caso), viu-se obrigado a pôr a casa à venda e ninguém lha comprou em tempo útil! A sedução das instituições de crédito já não é o que era... e ele, em pânico, incapaz de começar a reflectir, de se desinstruir... caiu em contramão e anda a contribuir para retrair a economia. Este ano, já decidiu... não troca de automóvel!!!
sexta-feira, janeiro 16, 2009
sábado, janeiro 03, 2009
Tá tudo doido
Na altura, ironizei e apelidei o Fernando Nobre de "ganda maluco" e que se tinha definitivamente passado ao insistir em dar assistência aos miseráveis...
Quatro anos depois, aparece-me a Yulunga (uma visitante antiga que o tempo afastou) na caixa de comentários, a alertar-me para o blog do Fernando "Contra a indiferença" (está completamente passadinho: edita um blog com caixa de comentários aberta, responde às pessoas e, diz p'ra lá coisas que não lembram ao menino Jesus!). ...Bom, achei simpático da Yulunga e fui ver como como as coisas andavam, lá para o blog dela. Eis senão quando... conheci o Patch Adams, outro ganda maluco: http://www.youtube.com/watch?
terça-feira, dezembro 16, 2008
Ítaca
Cuida, para que a tua jornada seja uma jornada longa,
repleta de aventuras e descobertas.
...Lestrigões, Ciclopes, o irado Poseidon...
- não os temas,
...jamais, encontrarás coisas do género no caminho,
enquanto mantiveres os teus pensamentos elevados,
enquanto, mantiveres o teu corpo e espírito, envolvido,
por uma rara e sublime sensação.
Lestrigões e Ciclopes, o rebelde Poseidon...
- nunca te poderão perturbar,
a menos que os tenhas vindo a acalentar na alma,
a menos que, por isso,
a tua alma os possa tornar uma realidade no teu caminho.
Cuida,
para que a tua jornada seja uma jornada longa
para que possam haver muitas manhãs de Verão
e que possas entrar em portos que não conhecias,
cheio de prazer e alegria.
Que possas parar nos mercados de troca Fenícios
e encontrar coisas preciosas:
madrepérola, coral, âmbar, ébano,
perfumes sensuais de todos os tipos - tantos quantos possas encontrar -,
e que possas visitar muitas cidades Egípcias,
para que uma após outra vez, possas aprender com quem sabe.
Mantêm Ítaca, sempre em mente;
chegar lá é o teu destino...
mas, de modo algum, apresses a viagem...
melhor será que dure muitos e bons anos e que sejas velho ao lá chegar,
rico, com tudo o que foste ganhando pelo caminho
sem que nunca tenhas esperado que Ítaca te enriquecesse.
Ítaca, deu-te a viagem maravilhosa.
Sem Ítaca... jamais terias partido.
...Nada lhe restará para te dar quando chegares
e talvez te possa parecer pobre...
contudo, não te terá iludido.
Sábio, como então te terás tornado,
cheio de experiência,
entenderás por fim
o que representa
e qual o significado
de Ítaca.
Konstantinos Kavafy
sábado, dezembro 06, 2008
Um conselheiro de estado
Jorge Coelho também.
Valentim Loureiro (mais um... Loureiro), Talvez não precise explicar nada:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1352260
quarta-feira, dezembro 03, 2008
Eu, o BPP o BPN e outras boas empresas para nacionalizar
...Uma espécie de aval ao especulador (no bom sentido!).
Tecnicamente, parece possível! Na prática... já se adivinha: tenho que dever um balurdio às pessoas certas; especuladores oportunistas, com provas dadas.
Talvez... o melhor, seja preparar-me para pagar impostos e, fugindo ao terror de ver cair um castelo de cartas, tornar o circo viável.
segunda-feira, novembro 03, 2008
Sem palavras
Miguel Cadilhe
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
| Miguel José Ribeiro Cadilhe | |
| Ministro de | |
| Mandato: | X Governo Constitucional
|
| Nascimento: | 10 de Novembro de 1943
Póvoa de Varzim |
| Partido político: | Partido Social Democrata |
| Profissão: | Economista |
Miguel José Ribeiro Cadilhe é um político e economista português (nascido a 10 de Novembro de 1944) foi Secretário de Estado do Planeamento em 1980, no Governo de Sá Carneiro e ministro das finanças, desde 6 de Novembro de 1985 a 5 de Janeiro de 1990, no governo presidido por Cavaco Silva.
É professor na Faculdade de Economia e Gestao da Universidade Catolica no Porto desde 2006 e presidente da API - Agência Portuguesa para o Investimento desde a sua criação em Outubro de 2002 até Dezembro de 2005, tendo sido substituído por Basílio Horta. É autor do livro "O sobrepeso do estado em Portugal", editado em 2005. É sócio maioritário da produtora Filbox Produções.
Falta dizer: Presidente do BPN. O que pensará o homem hoje, sobre o sobrepeso do estado em Portugal?
P.S: 18/11/2008
Acho a Wikipédia um projecto fascinante mas, neste caso, é provável que a informação retirada da Wikipédia esteja incorrecta!... Isto porque, o mais certo, é que o sócio maioritário da filbox seja o Cadilhe filho e não o pai - o antigo ministro, o antigo presidente da Agência Portuguesa para o Investimento, o autor do livro "O sobrepeso do estado em Portugal", etc... -. Para além disso, outras fontes garantem que o Srº, nasceu em Barcelos. Por isso peço as minhas desculpas.
segunda-feira, outubro 13, 2008
Reedição
A invenção da garantia
Não se pode dizer que tudo tenha acontecido de repente...Quando, uma parte da maioria sucumbiu esmagada pelo peso da estrutura dos andares de cima, num acidente não coberto pelo seguro - por via de uma alínea escrita em letra pequenina -, havia muito que alguns diziam ter ouvido o ranger das traves mestras e apontavam falhas, quer na estrutura quer no terreno em que esta, tinha vindo a ser edificada. Diziam até, que a estrutura em sí cheirava a podre e que a melhor solução seria, desmontá-la e construir uma outra de raiz, mais sólida e equilibrada.
A maioria - entretida na própria azáfama da construção da estrutura -, não pensava assim, nem de outra maneira qualquer, evitando pôr de vez em causa o chão que pisava e aquilo que julgava ter adquirido!... Preferia, acreditar numa mão fechada cheia de um nada bafiento e num futuro, que de tão distante... lhe parecia brilhante! ...Diligente, insistia em se sentir candidata a um hipotético império, um degrau acima na pirâmide... escolhendo entrementes assobiar distraída, melodias fáceis de entrar no ouvido, emitidas a toda a hora em programas de entretenimento.
Lá no topo, os vendedores de sonhos dourados e de negros pesadelos, loucos, que se julgavam donos do mundo... não paravam de sobrecarregar a estrutura, atafulhando o topo com baús cheios de tesouros pesados trocados por bugigangas. Continuavam, a encher estantes com títulos de registos de propriedades inventados à pressão, para legitimar terrenos tomados de assalto! Passavam a vida, a anotar combinações secretas para os cofres que enchiam de diamantes feito riquezas e, a mandar cunhar moedas segundo a velha receita que detinham em segredo, da feitura das fortunas... sem nunca se cansarem de afirmar, que tudo estava no seu lugar. ...Por último, até admitiam; o edifício, até podia oscilar... estava concebido para oscilar! Por isso é que não desabava!...
A cada coice de culatra, a cada omoplata partida, a cada sonho desfeito feito drama, a cada tiro no pé, a cada Zé enterrado vivo por engano ou acidente... lá vinham os argumentos da sorte e do azar, da conjectura internacional, da subida ou da descida dos factores determinantes, da baixa produção dos produtores... e, a malta... claro, nem pensava uma segunda vez, chegava até, a não pensar de todo! Engolia patranhas uma após outra vez e ia mantendo com o suor do corpo que dava ao manifesto, os pilares podres no ar!...
...Quem sabe... talvez um dia, pudessem também cagar diamantes!...
Alimentada por ilusões, obediente, qual rebanho por medo de lobos maus, temerosa dos castigos eternos... por pecados inventados em sonhos e em noites escuras pintadas por loucos e ditadores, essa ingénua, essa estúpida e dócil de calculista, essa perversa de moralista... essa maioria, tão cruel quanto submissa... aceitava resignada "o seu destino", composto de licenças e multas, de cajadadas que agachada levava no lombo pregadas por pulso forte com frieza! Tudo na expectativa de manter válida a sempre vaga garantia (que se aproximava mais de uma promessa que tornava possível a esperança...), não da vida... mas da segurança! E essa, era dada, ou melhor... vendida, pelos vendedores de sonhos dourados e dos negros pesadelos!
...Por dez réis de mel coado, pago, por cada dia que vivia, a uma companhia de seguros instalada num andar de cima, a maioria, que em caso de morte poderia... ter a vida paga... assim andava, sem saber porquê, muito mais descansada...
De pouco valia, àqueles outros (que eram só alguns), tentarem convencer a maioria, a abandonar a estrutura edificada, a serem donos da sua própria vida e guardarem o mel coado e as batatas para darem aos filhos, aos amigos, ou para trocarem com os vizinhos... é que aqueles outros, procurando preservar um mínimo de decência, insistindo na coerência, não lhes davam garantias... e isso, para a maioria, era inconcebível.
sexta-feira, setembro 26, 2008
Liberalismo?!
...Estranho, porque quando perdem o fôlego e são confrontados com a impossibilidade de encher continua e indefinidamente o peito de ar e as bolsas de pepitas, aceitam de bom grado a intervenção do estado (o dinheiro dos contribuintes), em socorro de um sistema manchado por este paradoxo de defender o liberalismo na subida e aceitar o comunitarismo na descida.
Ainda assim, arrogam-se ao direito de apresentar a quem ainda lhes dá ouvidos; o bode expiatório. ...Que é, justamente, quem lhes apara a queda; os pobres e mal agradecidos, os fodidos e mal pagos, os que não pagam as dívidas aos bancos... a comunidade, vá!
Afinal, o mercado auto regula-se ou não?!
segunda-feira, setembro 01, 2008
Felicidade
entre a necessidade e a possibilidade de a satisfazer".
sábado, junho 14, 2008
Sem título
“... Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo... onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos... onde a falta de pontualidade é um hábito... Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano... Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos... Onde não existe cultura ou o gosto pela leitura (os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler")... onde não há consciência nem memória política, histórica nem económica... Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns (os ricos)... Onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas"... etc. etc. etc.
“Como ‘matéria prima’ de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa. Esses defeitos, essa "CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA" congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política (e no futebol), essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte... Fico triste. Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados... igualmente abusados! É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda... Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.
E você, o que pensa?.... MEDITE!”
EDUARDO PRADO COELHO
quinta-feira, março 27, 2008
Mistérios, vistas curtas, ou pura insanidade.
Hoje, as coisas, não continuam na mesma. Estão piores! Existem mais armas na rua e, o clima tornou-se mais periclitante. Até aqui, nada de novo. Não é?!...
...Acontece que (segundo o Expresso de 21/03/2008), na sequência destes episódios algo preocupantes, foi criado um Gabinete de Estudos Criminológicos da PSP que, lançou um projecto inédito de prevenção da criminalidade. A iniciativa, que contava com o apoio de sociólogos, ensaiou uma aproximação à realidade sócio económica dos bairros mais problemáticos, procurando compreender e, intervir na formação dos jovens sinalizados como de risco. No primeiro ano deste projecto - no balanço feito pelo subintendente Victor Rodrigues -, as expectativas tinham sido ultrapassadas, a criminalidade tinha diminuído em vários pontos percentuais (particularmente no bairro mais problemático; o "6 de Maio") e, a intenção, era estender o projecto a todos os pontos do país em que os estudos deste gabinete apontavam para a probabilidade do desenvolvimento de novos focos de violência e criminalidade.
Entretanto (continuando a citar o Expresso), a PSP dispensou a socióloga que trabalhava no projecto há três anos e o coordenador no terreno foi afastado das funções! ...Falta de verbas e outras prioridades terão sido as justificações que lhe foram dadas.
A socióloga, foi contratada pelo Centro Social do bairro 6 de Maio.
A Direcção Nacional da PSP, confirma que o projecto está em avaliação e assegura que não deixou de ser prioritário...
Parece que existem verbas para contratar mais polícias, mais equipamentos; câmaras, carros, armas e tal... os cidadãos também vão comprando, cada vez mais, armas... agora, para sanar a origem dos problemas... o que parece, é que não há vontade! ...Vá-se lá saber porquê.
terça-feira, março 25, 2008
Uma fissura grave num pilar fundamental
...Em Portugal, a saúde deixou de ser uma prioridade na estratégia de desenvolvimento e, passou a ser um negócio. Bancos e seguradoras, bem que o sabem, sendo que, vão advertindo que os prémios de seguro vão ter que aumentar!... Pelos vistos, estamos a voltar ao tempo das sangrias!
Razão, parecem ter aqueles que podiam contribuir com muito e por isso não contribuem com quase nada... é que, na hora de aflição, têm o dinheiro para recorrerem à medicina privada.
Enquanto isso, os mais obtusos, ainda vão fazendo dos médicos e restante pessoal do S.N.S., os bódes expiatórios. Mas, é curto!...
domingo, março 16, 2008
Dois pássaros a voar
Cheio de pressa de chegar, galgava caminho sem desfrutar a viagem. Preso ao passado, a uma partida... obcecado com o futuro, com uma chegada... inviabilizava continuamente estar presente no aqui e agora!... O exacto momento, em que a vida se desenrolava.
quinta-feira, março 13, 2008
Arrogância ou lamentável atoarda?
...Vitalino Canas à comunicação social, enquanto porta voz do partido que governa com maioria...
1/2/2006 - Curiosamente, o mesmo Vitalino Canas, também como porta voz do PS, e, a propósito do processo de escolha do candidato presidencial, declarou: "Com certeza que se aprendem com os erros e certamente que quando tivermos de escolher novamente candidatos, olharemos para os erros que cometemos agora".
O Vitalino, dirá o que lhe mandam. O PS mandará o que lhe deixam. Os erros, comprometem os resultados.
segunda-feira, março 10, 2008
Uma proposta
Uma espécie de morte de uma estrela maciça.
Na realidade, esgotada de recursos, o seu coração agonizante submetido à gravidade... explodiu e projectou no espaço as suas camadas superiores numa deflagração fulgurante, enquanto se transformava em supernova; uma estrela de neutrões, com o brilho de milhares de milhões de sóis...
Em seu redor, numa cintura em que ficaram a pairar uma infinidade de partículas que foram interagindo com uma nuvem gasosa ancestral, tivera início uma dança patrocinada pela gravidade e pelo electromagnétismo, que duraria muitos milhões de anos ao longo dos quais as partículas, atraídas umas pelas outras se foram aglomerando. Diminuiam de número, aumentavam de tamanho e, a gravidade ia moldando essas massas cada vez maiores em esfera até nascerem os planetas, e o espaço livre para o seu passeio sumptuoso...
...Esta, a forma encontrada por Trinh Xuan Thuan (no livro: "O caos e a Harmonia, a fabricação do real"), para nos contar o início da história do sistema solar. Um livro a não perder, para quem quiser saber um pouco mais de onde vem e de que é composto.
segunda-feira, março 03, 2008
Uma cultura leviana
...Se para uns isto serve para rir, para outros, serve para reflectir...
Será a lógica contida nesta anedota, que leva muitas das chamadas "figuras públicas" a vender a sua imagem a favor do que quer que seja, a troco de uma verba estipulada?!
A meu ver, são mais putas que as putas. É que as putas, vendem o corpo! Quer dizer: ao menos vendem o que lhes pertence.
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
Uma breve espreitadela em bicos de pés.
Não fora a precariedade dessa posição exigente que rápido nos causa dor e nos leva a desistir de olhar a coisa de cima, e toda a realidade poderia mudar. A nossa, e a do mundo dessa feita vislumbrado!
De qualquer modo, tendo nós em algum momento optado por esse vislumbre - se bem que fugaz - possível, jamais seremos os mesmos! A partir daí, não podemos ignorar que, o mundo que vemos tem a ver com a forma de o olhar.
quinta-feira, janeiro 24, 2008
Mudar o mundo ou talvez não
Pudesse eu esquecer a minha semelhança com o resto dos humanos e, atrever-me-ia a acreditar na possibilidade de viver-mos em paz, amor e harmonia, para sempre!... Quimeras! Talvez!
Depois do determinismo de Newton e das verdades absolutas de Lapalice, numa época em que se acreditou ser possível aceder em definitivo aos mistérios mais profundos do Universo, prever (por assim dizer) o futuro, viver em estável ordem... Poincaré, abriu a porta do caos. ...Um novo caos. A outra face - antagónica e complementar - da harmonia!
Falava do um novo mundo, composto de mudança e arbitrariedade. Um passo à frente da regra, do determinado, do esperado e até do provável. Falava que, a órbita dos planetas vai mudando e a qualquer momento o imponderável pode acontecer.
Formulou a teoria a propósito da mecânica. Os colegas estrebucharam mas, umas décadas depois percebeu-se que era aceitável na generalidade.
Para o homem, o cosmos (o micro e o macro), deixara de ser a máquina de rotinas eternas passível de ser desventrada e dar a conhecer a sua essência para premiar estudos rigorosos e sistemáticos.
O contrário da monotonia. A maior dádiva da vida! Para cada nova certeza, novas e sucessivas incógnitas desafiam o homem a rapar o fundo a um tacho que, depois de Poincaré e de Einstein, sabemos não ter fundo. Os físicos hoje, permitem-se afirmar a existência de partículas fantasmagóricas (os neutrinos)!...
Acabadas as certezas categóricas, somos tentados a dar um salto no vazio e utilizar-mos a intuição; a interacção que temos com o cosmos. Quem sabe, um dia, possamos parar de querer mudar o mundo sem mudar-mos a nós próprios...
sábado, janeiro 12, 2008
E o burro a dar-lhe com a farinha
A realidade galopa resfolgante. Avança à rédea solta, esporeada para dar a volta ao mundo em menos de nada e chegar a todos os lugares, a todos os lares, a todos os seres... através daquela arte do parte e reparte... na terra dos cegos e do Rei e dos que não querem ver e dos que têm mais o que fazer.
Os economistas de serviço, os que aceitam os emolumentos para maquilhar o cadáver e fazê-lo parecer vivo e saudável garantem, que segundo estudos recentes, as leis do mercado livre/a oferta e a procura, são as mais justas, e que, não há em jogo um só dado viciado.
...Estão a trabalhar. Nunca se enganam e raramente têm dúvidas! Estão de serviço para nos poupar desse incómodo de pensar.
...Nada a reflectir. Tudo a conferir: 2+2=4. Mais 21%, menos 21%.
Ninguém tem que se ralar! Mais calote polar menos calote polar.
O que interessa, verdadeiramente, é meter p'ró monte e contabilizar. Pataca aqui, pataca lá, um dó lí tá, quem está livre livre está, cara de amendoá e, pronto... um truque, um balão no ar, um coelho a saltar da cartola... mais submarino menos submarino... ilhas Caimão, charuto cubano...
Tudo na boa. Cheio de transparências...
Vai bem montada, a realidade. Molda-lhe o dorso o Mascarilha, o Zorro, o Robin dos Bosques e o cego. O pior cego...
domingo, janeiro 06, 2008
Uma conversa chata
Todos e cada um dos individuos da sociedade ocidental ( mesmo, os do "não sei quê e tal... e coiso..."), estão conscientes da insustentabilidade da "cena" e, estão carecas de saber que isto já lá não vai com palavras e boas intenções. 5/6 da humanidade não se alimentam com essa cena... e estão-se bem cagando para que a culpa seja do Socrates ou do Bush...
domingo, dezembro 30, 2007
Um flop
Afinal, para além de perseguir quem o critica e de despedir quem não é subserviente - à maneira de antigamente -, anda a catar os trocos ao pequeno contribuinte.
Dir-se-ia que, nada disto é novo!... Pois, não é verdade. Desta vez, há que contar com a fantástica euforia da economia liberal neste novo contexto da globalização! Os últimos a sair, que fechem a porta, bem fechada. Pode ser que a besta lá fique trancada.
quinta-feira, dezembro 20, 2007
Mais vale pouco que nada ou talvez não
Assediam-me com pacotes promocionais de mensagens alusivas por atacado. ...Pré fabricadas. Concebidas por criativos especialistas em tirar ganho ao manter vivos sentimentos moribundos.
Pressente-se a chegada de uma golfada de ignota caridade, ternura gelatinosa...
Desesperado, o comércio tradicional aguarda quase até à consoada, esperançado em conseguir poder continuar a respirar pela palhinha. Fininha!
A maioria, barricada nos escombros do amor entre os homens, adia o estertor da família com bons votos, luzinhas intermitentes, e isso assim...
Tudo se passa rápido. Uma ou duas dúzias de horas se tanto!
Alguns, chegam a ir levantar fardos quase esquecidos, depositados em "lares" mais ou menos isentos de bactérias ou cheiro a mijo. Mais ou menos isentos de afectos.
...Outros - por falta ou excesso -, nem tanto. ...Dão lá uma passadinha no cair da tarde do 25, ou ligam de lá longe onde há neve ou sol radiante, para o telemóvel... se valer a pena. ...É que há velhos que já não entendem nada. Não reconhecem o filho, nem a nora, nem os netos, nem o mundo!... Alzheimer, portantus. ...Outros ainda, na quadra, depositam o fardo na urgência de um hospital distrital...
Os Mega Centros Comerciais - os tais, os maiores da Europa!... -, rejubilam. Sentem a crise, claro! ...Não a dos valores ou dos afectos! A outra. A que não deixa consumir de tudo até não querer mais nada.
É a comprar, que a classe emergente de endividados permanentes, artilhados até aos dentes com cartões dourados, se afirmam e têm a certeza de existir. É a trocar votos e prendinhas de natal que espiam o pecado de existir sem querer saber de nada para além do seu quintal. Transbordam optimismo e só olham em frente - é p'ra lá, a fuga -!
...Palas laterais... visão de campo reduzida... árvores de natal - as maiores da Europa - pagas por quem lhes tira a pele... nem se incomodam com efeitos colaterais do espalhafato emocial, ou coisa assim!... Aproxima-se o tempo de paz e amor. A maioria, diz que é bem melhor ser pouco, que nenhum. Opiniões!
domingo, novembro 25, 2007
Quem me dava ouvidos era ceguinho
Cheguei até a pensar que, privatizar o sector público seria um paradoxo!
Hoje, graças ao "sedoxil", ao "tranquilan", ao "sem stress", ao "deixa andar e não te rales", ao "essa cenoura é minha" e mais uns outros que não me lembro... posso reconhecer que era uma besta. Um doente, vá!
quinta-feira, novembro 01, 2007
Obesidade neural
Os mais criativos, fintavam-na à base de sopas mais ou menos deslavadas, ervas do campo com ou sem cheiro, açordas e papas e, uma vez por outra, restos de animais que os senhores feudais podiam entender como lixo.
Por via dessa miséria, a cozinha tradicional foi enriquecendo e hoje, a classe média assim assim alta, dividida entre a nostalgia e a sofisticação, esfalfa-se a galgar estrada em busca de açorda alentejana, sopa de cação, e coisas assim...
Entretanto, a maioria, os pobres do mundo rico, tiram a barriga de misérias ancestrais, esconjuram velhas estórias de sardinhas a dividir por quatro, sacos de pão duro fechados à chave... enfardando entremeada aos quilos com muita batata frita, costoletões de novilho, salsichas, hamburgueres, sobremesas... tudo com muitos molhos, em busca de certezas de se estar atestado!
A indústria alimentar, com a necessidade generalizada de produzir e vender mais, estimula e acompanha a coisa e todos os dias cria novos produtos e estimula o consumo. Pouco importa a substância. Privilegia-se o sabor, a abertura fácil, a preparação instantânea.
Aumentam os obesos, os diabéticos, os hipertensos, os cardíacos, os fígados hipertrofiados, as industrias do diagnóstico, as salas de cirurgia. Lipoaspira-se, desentope-se, corta-se e encolhe-se. A industria farmacêutica não tem mãos a medir...
Vêm isto a propósito, da obesidade neural. ...É que a doida correria para fazer dinheiro chegou à cultura, à informação, à formação!...
Alimenta-se o neurónio com carradas de substâncias de todos os sabores e cores, mas, sem substância. E a oferta é tal que o neurónio atarantado de tanta fartura, habituado a consumir sem questionar... encharca-se em não notícias, sem mastigar, coisas vindas do nada para vender, deixar um gostinho na boca (do neurónio) e, sabe-se lá que mais. E ele é livros e filmes, documentários publicitários, teorias de esquina atestadas por cientistas de serviço...
Depois, claro... o neurónio incha, fica enfartado, esgotado, sem espaço para mais nada...
Dir-se-à, que tudo isto tem a ver com manipulação, interesses mais ou menos obscuros, golpes baixos da política económica e tal... mas, não será chegado o tempo de começar a verificar o que se leva à boca? De mastigar mais devagar?
È que, se esperamos que quem nos vende frangos de aviário - cada vez mais baratos e tenrinhos -, vá deixar de o fazer por ter metido a mão na consciência... bem podemos esperar sentados.
sábado, outubro 20, 2007
Saúde a maior riqueza
Revoltava-me, por julgar ver perfídia nos políticos eleitos por gente iludida no chamado mundo livre, e que, a soldo desses misteriosos personagens, se dispunham a vender a alma e a conduzir ao engano multidões para precipícios, becos sem saída... sem uma pinga de vergonha na cara.
Inconformado, indignava-me ver crescer o individualismo, o mutismo, a cegueira e a surdez, a nova ordem para o entretenimento global estéril!
Paralisados por medos injectados em inocentes séries televisivas... restaria apenas à multidão ter fé em ser defendida pelos bons e entregar-lhes o pecúlio?!
Depois, claro, inquieto, pus-me a uivar! ...Julgava eu estar a alertar a alcateia!...
Mal eu sabia, que a malta já estava muito à frente. Alertada para a gripe das aves já comprara a vacina, a pau com a escrita, via a justiça ser feita e vaticinava os culpados no processo casa pia, sabia a vida da Merche e do Ronaldo, inscrevia-se em concursos televisivos e aproveitava novas oportunidades para ganhar a vida, enquanto eu, macilento, inquieto, martirizava-me a ver a banda passar imaginando que iam dar ao precipício... maldita doença!
Hoje graças a terapêutica instituída pelo meu médico de família, se bem que ainda tenha umas continhas por pagar já não me ralo. É que para já, descobri meia dúzia de concursos nos vários canais televisivos, em que basta telefonar para receber 50 euros e, se responder certo às perguntas ainda ganho uma pipa de massa.
Passa a mensagem e ao invés de andares inquieto, deixa-te estar quietinho que as novas oportunidades vêm ter contigo a casa. Vai um brinde com Murganheira?
sábado, outubro 13, 2007
Lobotomia sistémica ou a forma de não enxergar para além do quintalinho
...Com ela, posso encarar a perfídia serenamente. Entender a crueldade como uma forma de nobreza, a indiferença perante a agonia como um estado de alma superior, a leviandade como a forma leve e sábia de levar a vida.
...Com a medicação, acabou-se a inquietude.
Pensamento positivo e... claro, o comprimido...
quinta-feira, junho 14, 2007
Por hoje é tudo.
O grande irmão está a ficar um matulão... ou, talvez seja chegada a hora de eu próprio aceitar a condição de psicótico! Enfim, razões de sobra para estar calado!
sábado, maio 26, 2007
Querer ou não, aprender a nadar.
"O meu Tio" realizado por Jacques Tati, lembra-nos a vanidade da vida, coisas que bem podiamos esquecer e a enorme importancia de estender a mão a alguém.
quarta-feira, maio 16, 2007
Vai lá vai, e não leves a manta...
Hoje por exemplo, acordei com o coração aos pulos no meio de um pesadelo desconcertante: vejam bem, que o Rui Teixeira (aquele juiz que se pôs para aí a prender pessoas que estavam acusadas de pedofilía lá naquele longuínquo processo da Casa Pia), estava no banco dos réus num tribunal em que o juiz era o Pinto da Costa. O advogado do M.P. que o acusava, era o Embaixador Rito e o de defesa era o Bi Bi! Havia um sururu enorme no tribunal e passava de boca em boca que o Presidente da Iberdrola ainda havia de ser ministro.
Subitamente, a Morgado entra no tribunal a segurar pelos cabelos uma cabeça degolada! Gritava: Comigo, a justiça não tarda! O diamante é de ouro e os apitos são para sempre!...
Enquanto isso, levanta-se da mesa dos jurados o Paulinho que, era ao mesmo tempo a Caterine e, avançou em direcção à cabeça com o dedo esticado gritando eufórico: o que tu querias, eram submarinos! ...A cabeça, era a minha!...
O Pinto da Costa bateu com o martelo na mesa, pediu silêncio e com toda a calma, disse: se alguém tem algo contra este casamento, que fale agora ou se cale para sempre e, eix que entrou de rompante no tribunal o Belmiro com o espírito do Pinto de Magalhães a ronda-lo. O Socrates, que vinha atrás com um detonador na mão passou para a frente do Belmiro, ajoelhou, mas não rezou... detonou!... No atrio do antes tribunal e agora igreja, do meio dos escombros saiu o Valentim Loureiro a gritar: Fátima Felgueiras à Cãmara de Lisboa, já!... Eu, sobressaltado, acordei. E podia jurar que ouvia palmas.
sábado, abril 21, 2007
O pior cego...
É bom que se preocupem porque tresanda a merda!
...Diminuir as assimetrias, esbater as diferenças, combater a miséria com os impostos sacados aos pobres do mundo rico. Eis a fórmula!
Entretanto, escassas centenas de famílias detêm qualquer coisa como 70% da riqueza mundial. Dominam políticos, países, mercados... e, é pedido a 1/6 da humanidade para partilhar. Aceitarem ver reduzidos os direitos que julgaram adquiridos, e prescindirem do sonho de uma melhor qualidade de vida, num gesto nobre para acabar com a miséria.
A partilha é urgênte. É comovente ver as manobras de bastidores para que os pobres dos países ricos partilhem com os miseráveis dos países pobres e se esbatam as diferenças.
Revoltante, é que fora destas nobres andanças, fiquem essas escaças centenas de famílias que detêem 70% da riqueza mundial e, directa e indirectamente exerçam 100% do poder.
Chato, é que pela lógica do dinheiro fazer dinheiro, ainda vão ficar mais ricos... sem necessidade.
Estúpido, é que não entendam que estão acometidos da doença da avareza e que as consequências, também para eles, é merda com fartura. Doentes como estão, não entendem os sinais. Mas, que os há... há. E que a pobreza alastra... alastra.
sábado, abril 14, 2007
O massacre dos imbecis
E, digo que o imbecil está a ser massacrado, porque com tanta conversa, ninguém lhe explica que o estado (neste caso) do ensino, é reflexo dele próprio.
sexta-feira, março 30, 2007
Viver: a extraordinária aventura de querer chegar a algum lugar!
Levar mais longe a vida... fugir a sete pés da não existência... parece ser a condição básica de qualquer ser vivo!
Sobreviver, que tantas vezes se representa como um arrastar de fardo que mais parece um apego dos sentidos a lugares já conhecidos, uma fuga ao desprazer que aceita o sofrimento como porta meia entrada para a utopia de viver esperançado em vir a ser feliz... apresenta-se como um imperativo e até como... a suprema razão da vida.
Há quem diga que é por medo! ...Da morte, do desconhecido!... Eu, acho que não, e que tudo tem a ver com o pulsão, que se por um lado nasce da dinâmica entre o caos e a ordem, por outro, lhe está na origem e constitui a essência do Universo.
Nascido então o pulsão dessa coisa vaga que é o nada; esse antagónico complementar do tudo, que nos deixa aparvalhada a razão e sem resposta para o que teimamos em classificar de "fundamental", resta-nos prolongar a existência - numa esperança quiçá vã - para encontrar coerência para este paradigma de querer chegar a algum lugar, alheados do caminho.
quarta-feira, março 14, 2007
A fuga p'rá frente
Pede-se a maturidade ao consumidor, em favor da sustentabilidade da coisa!... Ele, que veja bem o que anda a fazer! Se não anda a estragar... a desequilibrar ecosistemas, a desperdiçar recursos, a esbanjar e a poluir sem consciência...
...Quer dizer: antes, ele ouvia da boca de génios da economia que o segredo estava em consumir p'ra a frente que p'ra frente é que era o caminho e que quanto mais se consumia mais se tinha que fabricar, e que quanto mais se fabrica-se mais se ganhava e que quanto mais se ganha-se mais se podia consumir e que quem mais consumia mais feliz seria...
Depois, vieram as florestas a torcer o nariz à coisa, os níveis incomunicáveis de ozono a vender a cortisona, os peixes carregados de mercúrio, chumbo e cádmio, as aves tresloucadas engripadas de tanto antibiótico no ar, as vacas loucas de tanto carneiro ruminado, as pandemias inventadas para vender e manter tudo como dantes (pianinho, debaixo da asa do grande chefe, do pai protector que cuida de tudo e mantem a riqueza concentrada) e quase mandaram à merda os génios da economia de outrora que, agora, andam aí de cú p'ro ar, como aquele génio do futebol andou... à procura do brinco!...
Pede-se a maturidade ao consumidor! Para equilibrar assimetrias e travar os esfomeados à porta destes condados de orgias multiplas alimentados por rotas que (não da seda, da canela ou do ouro), ainda não têm nome.
Cruzam-se no ar, medicamentos fora de prazo com madeira e pássaros exóticos, farinhas altamente refinadas reforçadas com melhorante e com o gorgulho peneirado, com diamantes em bruto...
Os pontas de lança dos economistas que teimam em procurar o brinco, calcorreiam o mundo em busca de mais valias e há muito que esqueceram o brilhantismo do espectáculo! Nunca chegaram a entender que o verdadeiramente importante é o jogo em sí. Limpo. Querem, a qualquer custo, defender o resultado e mandam-se para o chão sem ninguém lhes tocar, fazem faltas feias e há quem diga que compraram o àrbitro!
Pede-se maturidade ao consumidor, ouve-se nas esquinas para comprar Levis em vez de ir comprar ao Chinês. Pede-se-lhe para colaborar e manter postos de trabalho nos países em que os direitos conquistados são respeitados... Depois, vai-se a ver, e as Levis são feitas no Paquistão... o Ikea vende cortinados feitos na China, a televisão tem peças feitas no mundo inteiro... se bem que entretenha muito!
Estamos em plena era da globalização!
A maturidade dá uma trabalheira que não se aguenta!
A bem ver... o que a malta quer é ser adepto de um clube que ganhe e marque muitos golos. O resto que se dane! A menos, que dê um tiro no pé!
quarta-feira, março 07, 2007
O direito à balela
O Damásio, diz agora que ele estáva errado, que as coisas são ao contrário, que o facto de existir implica multidões de células que tendo em vista manter a vida, determinam os pensamentos e não sei quê dos quânta, enfim...
...Ao afirmar que existo, em simultãneo, acredito e admito que não penso! ...Quer dizer: enquanto individuo, sou um mero instrumento que articula palavras, tecla letrinhas e dá azo à expressão de 600.000 biliões de células que me compõem a existência, animada por uma energia que me transcende. Quer dizer: existo, mas não penso. Cabe-me escutar essa multidão, as suas necessidades e anseios e, reduzindo-me à minha magnânima insignificância, seguir para onde a voz que ouço me aconselha.
Não será isto, que os pressupostos donos do Mundo, deveriam fazer?!
terça-feira, fevereiro 27, 2007
O direito à escravidão
Agora, finalmente, era escravo de um cartão... dourado, e não cabia em si de contente por finalmente se sentir gente com crédito, quase ilimitado!
Era um escravo consciente. Sabia perfeitamente o preço a pagar para poder contar com o ovo no cú da galinha. E dispunha-se a trocar as loucas euforias do consumo com que se afirmava como gente e fazia babar de inveja uns quantos, por previsíveis maus momentos em que sentia a ansiedade a disparar ao ver acumular uma mensalidade após a outra, juros altíssimos, comissões de atraso absurdas, impostos de selo...
O que mais lhe custava, eram os telefonemas inconvenientes daqueles agentes de call center que iam endurecendo o discurso e lhe apertavam o cerco asfixiando-lhe o ego!... Agentes de palavra dura e fria a raiar a má criação, assalariados de gente mesquinha que só pensa em dinheiro, de agiotas maquievélicos que contam com os imprevistos de quem conquistou o direito a ser escravo de um cartão dourado.
Nesses momentos, insurgia-se, revoltava-se, ficava ressentido, sentia-se injustiçado por saber já ter pago o dobro do que tinha gasto, em comissões de atraso. Fechava os olhos, e pensava para consigo se não haveria quem pusesse ordem nesta agiotagem. Depois... depois, foi o milagre! Abriu a carta... e... lá dentro, vinha um cartão de platina!...
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
O revesso da folha virada
Então, esta gente não entende que vão ficar às moscas? Que quem quiser abortar vai concerteza recorrer ao SNS, em que a troco de uma taxa moderadora vai ter tudo o que tem direito, incluíndo acompanhamento psicológico, assistência social, periodo de reflexão, assistência médica condigna com assépcia total e no geral, um "tratamento" exemplar!
...Ou, será que os nossos irmãos, estão a adivinhar que muito do que se disse não passa de retórica e que vai sobrar muito trabalhinho que o estado lhes vai pagar para fazerem?
domingo, fevereiro 11, 2007
Afinal, tenho voto na matéria.
...Pena que não me tenham pedido a opinião a propósito da Ota, do TGV, da administração privada em hospitais públicos, das fundações "sem fins lucrativos", do desvario das contas públicas nas autarquias com pérfidas ligações a urbanizadores construtores e banca, dos rios de dinheiro gastos em cursinhos profissionais que não servem para nada enquanto são cortadas verbas a muitos outros que poderiam fazer toda a diferença, da falta de ética de antigos ministros ao serviço de quem ontem tutelavam...
Mas, quem em seu juizo perfeito se atreverá a comparar essas coisas, com esta que agora está na mesa?! ...Ainda assim, arrisco dizer que por tudo isso e muito mais, se remetem pessoas, homens e mulheres para condições em que se vêem forçados a fazer o que ninguém gostaria de fazer! ...Vítimas da indiferença, da ignomínia, do individualismo e da hipócrisia. Da ignorância também e da leviandade que se apregoa ser coisa boa e liberdade.
Nunca gostei de testes americanos. Gosto mais das surpresas que nos pode reservar a dialéctica quando nos dispomos a ser delicados e, determinados nos propômos a encontrar e corrigir as falhas que nos induzem uma após outra vez em erros que todos reconheçemos.
...Mas o estado que somos e em que nos encontramos, o momento civilizacional que criàmos... exije-nos o pragmatismo do sim ou não, e prontos... virada a página, assunto arrumado!
O porquê, o porquê da coisa, não interessa para nada. Isso são lá coisas do Príncipezinho, da criança que existirá em nós, e o mundo é regido por homens grandes e determinados em virar pagínas dos cadernos com os assuntos que determinam como os mais convenientes a ficarem na ordem do dia. Interessa sim, cumprir um dever e dizer sim ou não! As causas, os porquês, verdadeiramente... não estão em discusão, e por este andar, é bem provável que nunca venham a estar.
...Um dia, interrogado sobre a utilidade de se fazer ou não um referendo a propósito de Mastrich, o Professor Doutor, antigo Primeiro Ministro, actual Presidente da República... esse vulto de proa, esse quase mito que talvez um dia venha a ganhar um prémio de grande Português num concurso qualquer, disse que não valia a pena! E, não valia a pena... segundo disse, porque o assunto era demasiado técnico e o povo não percebia nada!... Vai daí, o governo da altura decidiu como entendeu e prontos!
Mas hoje, o governo em funções e com maioria, prefere referendar do que se arriscar a decidir e prontos! È que o assunto, exige demasiada ètica e neste particular, já o povo é um especialista! Os políticos, é que parece... que têm algumas dificuldades!
sexta-feira, janeiro 19, 2007
Inquietude
Será a inquietude apenas... um estado, que não interfere, não cataliza, não determina ou cria, coisa alguma?
Quem é afinal o inquieto? ...Um doente da mente, um ansioso bem definido que vive agastado por não tomar o comprimido, um descontente com a terapêutica que desde sempre tem sido prescrita às massas por quem serenamente rege o mundo, doura a pílula e faz truques de ilusionismo que criam sensação e fazem arrepiar os cabelos do cú... ou, por outro lado, o inquieto é um iluminado, um homem livre, que de tão à frente e consciente da barbárie que o rodeia, espera conseguir - de alguma forma - mudar, as àguas inquinadas em que nasceu e se movimenta?
quinta-feira, janeiro 18, 2007
O medo ao serviço de um funcionário exemplar
Se era para falar... tinha medo de não se fazer entender, e por isso preferia ficar calado. ...Um ou outro sorriso tímido, esgares de cumplicidade em todas as direcções, vénias, dobrares de espinha... e lá se ia safando, calcorreando corredores mensageiro de recadinhos que espiolhava, sob a capa de uma humildade deprimente.
...Ouvia assim assim, a medo, procurando conter o interesse para não se envolver e se apanhar a opinar... quem sabe ficar comprometido... criar um inimigo... qualquer mal entendido...
Santa cruz credo, abrenúncio!
Quando se via nesses apertos, apertava com força os lábios resguardado na ignorância, não fosse o dito poder ser tomado pelo não dito, o diabo tecê-las... e o não dito ter um significado que nem se atrevia a pensar, que o pudesse prejudicar!
O medo, desde cedo, entranhara-se-lhe nos ossos, tornara-lhe raquítico o espírito, fizera dele um saco de ossos com a exigência da sobrevivência mas, vistas bem as coisas, facilitara-lhe muito a progressão na carreira!...
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Multidão em perigo
Procuram fazer passar o dia! Fazer coincidir a chegada a casa com o início de alegres programas televisivos em que a tombola luminosa e colorida gira, distribuindo produtos aos necessitados inscritos. E há cânticos bem ensaiados, palmas bem orquestradas, casacos às flores e vestidos bem decotados brilhantes, risos e gritinhos importados, a cada coelho tirado da cartola. Uma ou outra lágrima de comoção rola em faces sofridas, enfeitadas com sorrisos envergonhados, desdentados!
Para receber o prémio há que contar o drama e despertar a piedade de quem - lá, do outro lado do ecrãn -, vai fritando os panadinhos! Depois, é a alegria: Ao coxo é dada uma bengala, à mãe solteira desempregada, um fardo de fraldas e ainda... um esquentador inteligente, à ceguinha uns oculos escuros, à desdentada uma ponte, um dente... o programa na fase final, os panados já quase estaladiços, confetis no ar, a banda a tocar e aquela gente toda que se abraça, eternamente reconhecida a conhecidas empresas que aceitam o jogo de dar para melhorar a imagem e vender mais.
...Num canto, em que ninguém a vê, a assistência social mantêm-se na sombra de matraca fechada, os poderes instituídos alimentados pelos impostos dos desgraçados que passam a vida a fugir, a fingir... reservam-se o direito de deixar o mercado autorregular-se.
Do outro lado, cá ou lá, tanto faz - uma vez que tudo está misturado e provávelmente no seu lugar -, a D. Eduarda, chama Srº Joaquim para almoçar e apaga a televisão antes de começar o telejornal! É que eles, querem almoçar descansados!...
sábado, dezembro 30, 2006
A recaída
Hoje, o país... (o mesmo que ainda este mês serviu como exemplo do que: não fazer, aos recentes candidatos à U.E.) mais uma vez, respira de alívio recorrendo à conta ordenado e prepara-se para a festa de fim de ano, na tentativa absurda de descarregar o sobrolho e esquecer as agrugas da vida. Enchem-se os depósitos de modernos carrões XPTO com prestações em atraso, enche-se o peito de ar, e vai de ultrapassar até dar... estradas fora, a fazer o gosto ao pé e a bater recordes de mortos na estrada... os hoteis sem vagas, as caixas multibanco recheadas, as barrigas enfartadas das rabanadas... preparam-se as entradas no novo ano, esperando que Deus nos valha para que não venha a ser pior que este!... Sim! Porque é disso que se trata. Espera e muita fé em milagres!
Viva o novo ano regado com Moe Chandon, claro! Até ao vómito! ...Um dia não são dias! Viva o maior fogo de artifício, a maior árvore de Natal!... Hoje o Ano Novo, amanhã o Carnaval, os feriados, as pontes, a Páscoa bendita, Agosto, Algarve, as viagens de avião a destinos paradisíacos a pagar lá mais para a frente!... E, nos intervalos, um país tristonho, ressentido com políticos que não cumprem a função de trazer o País sempre em festa, com os agiotas que lhe fazem amargar as passas que comeu no Algarve, exigindo e pressionando para que pague o desvario! Chegam mesmo a negar-lhe crédito! ...Os bandidos! ...Aí, é que o Zé descobre a magia do velho comércio tradicional! O tal do fiado! Só que, com esta crise que parece não ter fim, o Zé da merceeiria da esquina, fechou as portas este Natal e ao Zé dos Algarves, adivinha-se a recaída. Deus queira que não seja nada!
Ainda assim, bom Ano Novo a todos!
segunda-feira, dezembro 11, 2006
Paz à alma de Friedman. Viva o individualismo.
A ideia, vem do sec. XVIII e foi combatida por Marx que procurou provar que essa, era uma forma maquievelica de explorar quem trabalha... que é justamente do trabalho que nasce a riqueza e que, assim, é usurpada pelos mais ricos e poderosos, ou, pelos que têm menos excrúpulos.
As teorias de Marx, deram azo a alguma euforia mas revelaram-se sol de pouca dura. Particularmente na América, o liberalismo, ganhou nova pujança até à queda da bolsa em 1929 e à grande depressão (fico a pensar se esse liberalismo não a teria originado...). Aí, o liberalismo recolheu-se e deixou a reconstrução e a revitalização do país a cargo do estado através do movimento que veio a ficar conhecido por Keynesianismo!... O país recompôs-se, a economia cresceu e, já na década de 70, o liberalismo instalou-se a propósito de uma crise internacional a que não será estranha a guerra do Vietname...
O liberalismo instalou-se na América e talvez fruto da globalização tem vindo a expandir-se pelo mundo. Friedman inspirou Nixon, Reagan, Tatcher e até Pinochet.
Por cá, em Portugal e na Europa, também há grandes admiradores de Friedman: Muita gente que acredita na privatização das empresas públicas (que dão lucro!), já que o estado (quer dizer: todos nós!), não tem vocação para essas coisas!
...Entretanto, vamos mas é acabar com esses negóciozinhos de vão de escada que não dão para nada, e deixar trabalhar quem sabe. ...Quem percebe do assunto! Para quê 50 mercearias quando podemos ter um moderno hipermercado onde tudo é mais barato e há promoções todos os dias? Hum?!... Para quê esse comérciozinho de rua decadente, esse rol de fiados, essa contabilidade familiar difícil de controlar, quando, podemos parquear cómodamente à borla, em amplos estacionamentos de modernos e reluzentes centros comerciais com a contabilidade computarizada a entrar directamente no ministério das finanças? Hum?!...
Tudo muito mais barato, mais limpo e transparente e com o consequente bem estar social crescente de que falava Friedman! Pelo menos, lá individualistas somos nós!
O Estado, quer dizer, nós, só devemos intervir, se a coisa crachar. Se a bolsa cair ou se houver uma grande depressão! Ou não?
quinta-feira, novembro 30, 2006
Formas de ver as coisas
Jorge Nogueira, numa nota de leitura em www.fnam:
Na Edição de 28 de Fevereiro do BMJ, Jane Burgermeister relata a proibição da privatização de hospitais, pela coligação governamental no poder na Suécia, por receio de que a expansão dos cuidados de saúde privados possa destruir o princípio de um serviço de saúde justo e gratuito.
As autoridades provinciais, responsáveis na Suécia pelo sistema de saúde local, não serão no futuro autorizadas a ceder a gestão de um hospital a uma companhia baseada no lucro. Isto depois de duas autoridades provinciais, ambas controladas pelos partidos de centro direita, terem privatizado alguns hospitais estatais. No entanto o Governo, uma coligação de social-democratas com partidos de centro esquerda, argumentou que a privatização de hospitais punha em causa um princípio fundamental da saúde do país – a saber, que o tratamento médico deve ser proporcionado a cada doente de acordo com a sua necessidade e não com a sua capacidade para pagar... e continua...
Por cá, parece que está tudo dito, ou visto! Quer dizer, quem quizer cuidados de saúde com a qualidade que um sistema inteligente deveria proporcionar, bem que pode esperar sentado (se restarem cadeiras)!...
Irónico, é o cidadão cívico que não quer "entupir" as urgências do hospital com uma pressuposta gripe do filho, passar 12h desde o posto da caixa (à cata de desistências que não houve, ou de uma "palavrinha" à médica que não a quis ouvir) até ao catus e, enquanto aguarda, deparar com uma página inteira do expresso que publicíta/noticía o novo hospital exemplar do lumiar, com maquete e tudo - um investimento privado de um subgrupo do BES -, e quando chega a casa, com o puto cheio de dores de cabeça e febre (afinal era varicela, andou por lá a contagiar a malta e não devia apanhar correntes de ar...), estar a dar o DR. House!
Não fosse a saúde um pilar fundamental para podermos sair deste pântano em que nos encontramos, e o facto de o pai ter faltado a um dia inteiro de trabalho, ou de o puto ter andado o dia inteiro e boa parte da noite naquele estado a espalhar o vírus da varicela, não seria assim tão grave mas, já se sabe, não somos Suecos. Temos de viver com o que temos! Estádios de futebol... e isso assim! Só para o Aquamatrix gastamos mais de um milhão de contos!... Os Suecos até ficam de olhos tortos...
quarta-feira, novembro 22, 2006
Afinal a banca é fixe, o mistério da multiplicação dos pães ou, de como evitar endoidar
Nunca me tinha passado pela cabeça que se alguns de nós estão a viver numa casa, devem-no à banca! Delirante, pensava eu os contrários! ...Quer dizer, se a banca têm esses lucros, bem que podia agradecer a quem lhes compra o dinheiro para encher o cú a agentes camarários, urbanizadores, construtores e empreiteiros que, por sua vez também, lhes enchem o cú a ela. À banca! Via eu com maus olhos , um antigo ministro das finanças estar hoje a trabalhar para os bancos, a guiar-lhes os olhos ensinar-lhes os meandros... Achava eu sem sentido oferecerem-me um plafond negativo e depois de me cobrarem taxas absurdas, me penalizarem como cliente de risco... pensava eu que, antes de pedir dinheiro ao City Bank ou à Cofidis para regularizar prestações em atraso de um andar húmido com tijolo de 15, um dia, algum governo viria e diria: amigos... vão roubar para a estrada! ...Tão mal que eu andava!...
segunda-feira, novembro 06, 2006
Uma pausa na vida de um ser mundano
quinta-feira, novembro 02, 2006
Deus é grande e afinal os políticos não são verbos de encher
Graças a Deus. Olha, se têm anunciado um aumento de 6% e tivessem aumentado 6%!...
Assim, já nos sentimos aliviados e a coisa acabou bem! Quer dizer... no fundo, acabamos por ganhar à roda de 10%. Lá para 2007 logo se verá!... Pelo menos, os números foram lançados ao ar e isso, é uma grande vantagem. ...É que quando vier o resto do aumento, já estamos psicológicamente preparados.
Pena, que para que tudo tivesse corrido da melhor forma, se tivesse de tirar uma série de vidas a um ministro que estava a ir tão bem!... Eles, lá sabem e já devem ter um novo na forja!...
quinta-feira, outubro 19, 2006
Batatinhas com enguias
Esta é uma sincera missiva de solidariedade. Um reconhecimento pela vossa fraternidade. Uma declaração de préstimo, uma afirmação de presença para o que der e vier!...
E porquê agora?! ...Pois não é que eu, confesso, cheguei a chamá-los de chulos, de ladrões sem pejo, de selvajens cegos em busca de lucro iguais aos demais degenerados pela soberba causadores de tanta pérfida do mundo, seres demoníacos que fabricam e corrompem políticos que acabam por vender os haveres de um povo?!...
Mal eu sabia que me estavam a fornecer energia abaixo do preço de custo!...
Não que me queira desculpar... mas, quando ouvi que o Talone tinha apresentado os resultados de 2005 com lucros de 1,071 mil milhões de euros... sei lá... passou-me uma vertigem, entrei numa espécie de demência e, mea culpa... sim, pensei cá para mim: chulos!...
Como é que eu podia adivinhar que tudo isso era fruto da incompetência da administração pública, dos negócios no Brazil, na Espanha, da venda da Galp... e nós aquí no bem bom a alumiarmo-nos à conta!...
Afinal à medida que vão havendo as privatizações as coisas acabam por entrar nos eixos e o contribuinte fica a ganhar! É que bem vistas as coisas, assim, o contribuinte tem que forçosamente, poupar. E no poupar é que está o ganho!
P.S. - Se for possível, deixem-me pagar esta dívida lá mais para a frente. É que de outro modo, não há cú que aguente e eu já tenho os cartões de crédito todos queimados (Sou uma besta! Eu sei. E lá vos tenho enchido os bolsinhos para me andarem a dar energia!). A menos que... -e isto é só uma ideia... -, o Stanley me dê uma abébia num dos casinos, ou o BCP queira renegociar uma dívidazinha que lá tenho... se virem que não é possível, não se preocupem, eu aguento-me à bomboca... que remédio! Quem me mandou a mim, andar a gastar mais do que pagava?!...
quarta-feira, outubro 04, 2006
O muro! Um delírio Americano.
O México é um amigo dos E.U.A. O México é nosso vizinho e por isso é tão importante para nós derrubar as barreiras e os muros que possam separar o Mexico dos E.U.A. (negócios?!).
5 anos depois, projecta-se um muro com 700km para impedir a entrada de imigrantes ilegais nos E.U.A.
O custo previsto é de 6 biliões de dolares.
Querem os Mexicanos a trabalhar para eles mas, lá, no México. Pagos em pesos! Com 5 dolares por dia vive-se muito bem no México!
Existem 12 milhões de Mexicanos sem documentos nos E.U.A.
A esmagadora maioria trabalha sem poder reinvindicar qualquer direito e sujeita-se a ganhar abaixo do que seria suposto, fazendo assim crescer a economia Americana.
Os muros, estes muros... isolam e separam, dividem os povos e constróem-se quando os argumentos para explorar e não repartir agonizam e vão tombando por terra.
A imigração ilegal é um problema económico.
Enquanto multinacionais como a G.M. deslocarem fábricas para o México para poderem explorar legalmente operários Mexicanos, os E.U, vão ter imigrantes ilegais. Com ou sem muros. Claro que muitos vão morrer!
Quanto mais altos e compridos os muros, mais ressentimento, mais revolta, mais ódio...
Talvez por isso se chamasse ao muro de Berlim, o muro da vergonha! Talvez por isso, os Alemães tenham tido o bom senso de o demolirem e aceitarem repartir, arcando com as consequência imediatas! Talvez por isso o resultado do muro construido pelos Israelitas seja uma confranjedora paz podre que perpetua e aprofunda um conflito.
Os muros... estes muros, são sinais. Sinais de decadência, de impotência, soberba e prepotência. Sinais de que existem biliões para construir muros e não existem biliões para altear pontes!
O muro... este muro, prova claramente que mais uma vez, Bush mentiu. Desta vez, foi a 25 de Agosto de 2001, na Câmara de Comércio Hispânica.
quinta-feira, setembro 28, 2006
O figurante
Excluído, sem perspectivas de contar para o que quer que fosse, sem o poder de consumir o que quem risca a realidade determina ser o mínimo aceitável... sabia, que o que andava por aí a fazer, era esconder a solidão e resistir à tentação, de cumprir a existência como cão sarnoso abandonado.
Volta e meia, meia volta dada como quem se lembra de repente de ao que ia... parava frente a uma montra e simulava um olhar arguto, com que encenava um interesse quase cínico. Olhava sem ver nada - absorto em lutas antigas em que tinha atingido monstros gigantes, moinhos... defendido donzelas, ofendidos... - e, no estilo mais digno que o reumático lhe permitia, trocava as voltas a improváveis observadores que gostava de imaginar, afastando-se desdenhoso, como quem nada lhe serve.
...Vasculhado o piso Zero, dirigia-se a uma escada rolante e deixava-se levar até ao topo. Altivo, sobrolho franzido a disfarçar a penúria, queixo empinado a disfarçar o vazio no peito, uma vez chegado ao piso Um... parava! Reflectia em nada... breve, e escolhia o rumo como quem ainda espera encontrar algo e sabe por onde começar.
Depois, era o passo comedido com medo de encolher o espaço, o cuidado de não parar em frente à mesma montra, de evitar dar a entender o fingimento de procurar alguém numa esplanada ou de não entrar com o olhar expectante segunda vez, no mesmo restaurante...
Por vezes, examinava a lista afixada na entrada com a minúcia de quem tem muito por ter vindo a poupar e, com o vagar de um bom apreciador, elegia um prato, a sobremesa, uma aguardente velha... e degustava lentamente num lugar qualquer da mente... através de um fenómeno misterioso que não sabia, nem queria, explicar! Chegava até a arrotar!...
Em seguida, a caminho dos cartazes que anunciavam os filmes em exibição, se lhe emanava da alma o abandono a que estáva votado... tiráva num repente o telemóvel do bolso e ao fingir ligar a alguém, ordenava ao despertador que - daí a pouco - fizesse as vezes de quem lhe ligasse. ... Toque a soar, atendia, auscultava, aguardava, impacientava-se, volvia a um e outro lado incomodado, consternado pelo assim tornado evidente lápso de memória pelo que teria feito alguém esperar. Improvisadas explicações, desculpas, lá continuava, aliviado. Mão na anca, na testa a arquitectar, como quem quer que tudo fique bem claro: Estou! Está?... Sim sim. Não! Sabes como é... para se encontrar alguma coisa de jeito... é um martírio!... Tá bem. Tudo bem. Não te preocupes... eu passo por aí. Podes contar comigo!... OK! Então, até logo! ...Beijinhos!...
Nunca ninguém desconfiou de nada, nem nunca sequer alguém reparou.
terça-feira, setembro 26, 2006
As concentrações das micropartículas
Agora, pergunto eu: Como pode um jornal com pretensões destas, ir expremer a Manuela Moura Guedes que não consegue evitar mostrar a alma toda em ferida?! Ètico?! Notícia?!
Depois, poderia continuar a apontar, aquí e alí, isto e aquilo, mas isso, como sabemos, era só pegar noutro jornal qualquer... mas, sinceramente, alguém me poderá explicar que porra de "notícia" é aquela (na pag. 64), com o título: "Cirragos Piores do que automóveis"?!
Reza a "notícia" que: o tabaco contamina 60 vezes mais do que o tráfego automóvel.
Esta afirmação, é feita com base na conclusão de Manel Nebot(?!) que mediu as concentrações de micropartículas em bares onde se pode fumar e, nas ruas de Barcelona, e é citada por "El País".
Não satisfeito, o "Sol", refere ainda que, já em Itália se tinha alcançado um resultado semelhante, ao comparar as emissões de um carro com o fumo de três cigarros num espaço fechado de 20 metros quadrados(?!). A "notícia" é assinada por uma Ioli Campos.
Eu, convidaria a Ioli Campos, o Manel Nebot, o José António Saraiva e o maior antitabagista nacional a escolherem entre dois espaços fechados de 20m de àrea por 3m de altura: Num dos espaços, eram obrigados a fumar durante toda a noite. No outro, só tinham que respirar os gases de escape de um automóvel convencional.
É isto uma campanha para motivar o fumador a desistir de fumar ou, será que querem fazer do bruto estúpido?
É este o tipo de jornalismo a esperar do "Sol"?
quarta-feira, setembro 13, 2006
O malabarista
quarta-feira, setembro 06, 2006
Apita o comboio
O creme da nata, o calor a derretê-los e eles todos bem compostos de fatinho e de gravata como a malta gosta os respeita e manda a lei, temos o que merecemos, os artistas sem temor, o Major, o Doutor, o Srº Secretário de estado a querer marcar posição e a recolher, a marcar passo, compasso de espera a ver o que vai dar e a apoiar, incondicional... atrevido mas não tanto, que ele hoje está sentado e amanhã apeado e atrás de uma coisa desta bem que pode cair um governo, os juristas tímidos a botar uma ou outra palavrinha, considerações... o caso é gravíssimo meus amigos! Bastava olhar para o sobrolho do Major! O momento é de profunda reflexão e responsabilidade nacional! Portugal está em risco! ... Se a FIFA a UEFA... se a coisa fia fino... não há cu que vá aguentar...
Diga Drº... eu não sou Drº... o Major também não era Drº... a Drª era a Fátima, foi você que disse eu não disse nada... (risos sorrisos trejeitos) Portugal só ombreia com os grandes no futebol o resto é conversa fiada dizia o outro, chega Srº Major, Ó Fátima deixe-me concluir que isto é muito importante! E é. É muitíssimo importante!... A malta pela-se por coisas destas em que se perde em labirintos e lhe dá para entabular conversas com quem não tem nada para falar. O sobrolho franzido do Major, o Madaíl - que esse é Drº... - desgastado e que só se recandidata em caso de interesse nacional em caso de vir a ser obrigado... a intervenção do presidente do benfica está em linha e diz e concerta e explica e apoia e fala do apito apita o comboio!
Portugal só ombreia com os grandes no futebol! Qual judo, qual atletismo, qual vela, quais prémios Nóbel, qual massa encefálica de fálico só o Camarinha que já não é o que era! Coitado do Camarinha! Coitado de Portugal!
Deixe-me falar Drª que isto é muito importante e era. Era muito importante e continua a ser muito importante. A Fátima também é muito importante não a Drª que essa é apresentadora a outra a outra Fátima que também faz mover as multidões e permite a alguns concluirem o que queriam dizer. Deixe-me falar quando não o país arrisca-se a tornar-se um furúnculo preste a rebentar se o Srº Secretário não diz nada e não pára de suar se o caso não se resolve e depressa!
O apito dourado?! Quantos são (palmas)? Apita apita mas não ouço nada (Palmas! ...Essa é que é essa)!
O apito não é dourado! O apito é de ouro. De ouro fino como o silêncio que afoga o País em verborreia escorreia e manhosa à sombra de uma apetencia nunca vista para uma não existência.
Queremos lá agora saber do Nobre Guedes, aquele da casinha clandestina na Arrábida da licença para arrancar os sobreiros e urbanizar em nome do interesse nacional, aquele artista efémero por ter sido investigado e ilibado e que agora pede 450 mil euros de indeminização ao estado pela mancha no seu bom nome. Que interesse tem lá agora o Isaltino, a falácia das contas do porto de Lisboa, a EDP a dar lucros e a aumentar as facturas, a banca a dar lucros brutais e a espetar a farpa até onde lhe apetecer?! Isto é muito importante Drª! Fátima, deixe-me concluír... o futebol é uma instituição de solidariedade social, dizia o outro e é, até a CGD vai financiar um clube de futebol! Isto é muito importante!
A bem dizer, um jurozinho aquí uma comissãozinha acolá... e todos nós financiamos o futebol, todos nós financiamos estadios, sendo que o futebol, nos financia a nós, financia a nossa televisão que nos aquece ou arrefece os serões e deixa em paz a moleirinha... deixe-me acabar Fátima que isto é muito importante, e é! Quando não, estes vultos vetustos da nata portuguesa estariam a fazer colheres e a CGD o BES e outros assim, ou pagavam impostos a sério ou rebentavam de tanto lucro. Viva o Futebol, viva Portugal!
domingo, setembro 03, 2006
Jung Chang
"Cisnes Selvagens", é um livro que contêm o relato de Jung Chang, sobre um periodo de loucura relativamente mal conhecido, perfeitamente desconcertante. Vale a pena lê-lo. Mais que não seja, servirá para reflectir-mos sobre a incongruência da chamada inteligência racional!
...Levianos, temerosos e inseguros, os homens, parece conseguirem tranquilizar a consciência, refugiados no instinto de sobrevivência com que justificam a adopção de convicções que lhes chegam mastigadas, em aberrantes manuais de propaganda. Impotentes, prepotentes, não se poupam a esforços para manterem os neurónios em repouso e, assim evitarem decidir sobre a própria vida.
Uma vez convencidos de estarem protegidos por um líder que aceitam venerar enquanto este lhes pisa os calos... recebida a garantia de que no mundo existe alguém mais miserável que eles próprios... a loucura, poderá durar por tempo indeterminado e a perfídia chegar onde nunca alguém ousou imaginar!
...Estranha, a inteligência racional deste animal que se diz superior!
domingo, agosto 20, 2006
Nunca gostei dos ismos! Dá-me náuseas. Relembra-me erros de outros tempos.
quinta-feira, agosto 17, 2006
O homem, invocando que a sua actividade jornalistica não é compatível com publicidade, recusou.
Num tempo em que o dinheiro parece servir para comprar tudo e em que a maioria se dispõe a dizer ou fazer, não importa o quê, em troca de bem menos, o facto, parece estranho!
Talvez que a sua situação financeira lhe pudesse ter facilitado a recusa... contudo, não resisto a imagina-lo como um dos homens que se quer livre e que, por isso, não está à venda nem padece de soberba.
Já agora; gostei de ler "O Equador"! Para além do leitor comum, a "corte" Portuguesa em particular, deveria ler e reflectir sobre este romance histórico. Talvez assim, pudesse mudar a mentalidade que, no essencial, lamentavelmente, permanece igual aquela que tinha em 1900!
quarta-feira, agosto 09, 2006
quinta-feira, agosto 03, 2006
Circalhada
Os números, são cada vez mais arriscados e surpreendentes. No tempo que que os lucros da banca não param de crescer e em que lhes é permitido aumentar o que bem lhes apetecer, é apertado o espaço de quem se recuse pagar licenças para sacar ou não queira ser sacado e, mais grave... é apertado o espaço de quem confesse não querer enriquecer!...
Se um malabarista consegue por a rodar no ar dez bolas de fogo sem se queimar, logo se vê obrigado a ensaiar um número com doze. Se um domador consegue fazer com que um macaco toque violino, logo deverá começar a dar corpo a uma orquestra de vários macacos a tocar vários instrumentos!... É assim a vida no circo!
...Neste particular, Portugal, parte integrante do mundo ocidental - o mundo rico e pujante - está no seu melhor... a quantidade de coelhos a sair da cartola, não pára de aumentar. Os directores do circo - financiados por malabaristas que detêem fundos inesgotáveis enquantos os palhaços andarem à estalada - compraram Jipes, deram provisão a contas em ilhas distantes e, propõem apresentar um fantástico e espectacular número, em que os animais amestrados, vão andar de bicicleta sem mãos, sem pés e... sem bicicleta!...
...Tendo em conta a qualidade dos animais em pista, sou levado a acreditar que este desafio poderá ser largamente superado e por isso, a fasquia deverá, antes mesmo de ter sido superada, de ser posta um pouco acima.