quinta-feira, setembro 24, 2009

Um assunto que talvez mereça a vossa consideração

Controle Populacional sob disfarçe | 29Abr2009 11:50:00

Publicado por: XS

CONTROLE POPULACIONAL SOB O DISFARCE DE PROTECÇÃO DO CONSUMIDOR

Milhares de milhões de pessoas sofrerão de doenças degenerativas devidas a má nutrição e a acesso limitado a suplementos de saúde se as poderosas corporações globais por trás das novas normas do Codex forem autorizadas a “harmonizar” o mundo.

by Gregory Damato, PhD © September 2008

Email: info@quantumenergywellness.com

Website: www.quantumenergywellness.com

O Codeath, desculpem, a Comissão do Codex Alimentarius é uma organização muito mal compreendida. A maior parte das pessoas nunca ouviu falar dela, e aqueles que ouviram podem não ter compreendido a verdadeira realidade desta extremamente poderosa organização de comércio. De acordo com o site oficial do Codex (http://www.codexalimentarius.net), o altruístico propósito desta comissão é “proteger a saúde dos consumidores e assegurar justas práticas comerciais no comércio alimentar, e promover a coordenação de todo o trabalho de estandardização levado a cabo internacionalmente por organizações governamentais e não-governamentais”. O Codex Alimentarius (expressão em Latim para “Código Alimentar”) é regulado num empreendimento conjunto entre a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Breve História do Codex

A história do Codex começa em 1893 quando o império Austro-húngaro decidiu que era necessário um conjunto especifico de regras pelas quais os tribunais se regessem em casos que envolvessem alimentos. Este conjunto de ordens reguladoras ficou conhecido como Codex Alimentarius. Foi efectivamente implementado até à queda do império em 1918.

Numa reunião em 1962, as Nações Unidas (ONU) decidiram que o Codex devia ser reimplementado mundialmente de modo a "proteger" a saúde dos consumidores. Dois terços dos fundos para o Codex provêm da FAO, e o restante um terço provém da OMS.

Em 2002 a FAO e a OMS tinham sérias preocupações sobre o caminho que o Codex estava a seguir e contrataram um consultor externo para determinar o seu desempenho desde 1962, e designar qual a direcção a seguir pela organização de comércio. O consultor concluiu que o Codex devia ser abandonado imediatamente. Foi nesta altura que a grande indústria entrou e exerceu a sua poderosa influência. O resultado foi um relatório atenuado, pedindo que o Codex analisasse 20 preocupações referentes à organização.

Desde 2002, a Comissão do Codex Alimentarius tem, de uma forma encoberta, desistido do seu papel como organização internacional de protecção ao consumidor e defesa da saúde pública. Sob o comando da grande indústria, o sub-reptício propósito do novo Codex é aumentar os lucros das gigantescas corporações globais e controlar o mundo através dos alimentos.

Desigualdades do Codex

O país dominante na Agenda do Codex são os Estados Unidos, cujo objectivo

prioritário é beneficiar os interesses das grandes multinacionais da indústria farmacêutica, agro-indústria, indústria química e outras. Na última reunião em Geneva, Suíça (30 de Junho a 4 de Julho de 2008), os Estados unidos assumiram a presidência do Codex e agora irão exacerbar a distorção da liberdade de saúde e continuar a promover desinformação e mentiras sobre nutrientes e organismos geneticamente modificados (OGM) enquanto executam a sua agenda de controle populacional. Uma das razões pela qual os EU continuam a dominar o Codex é por outros países falsamente acreditarem que possui a mais recente e melhor tecnologia de segurança alimentar; então, seja o que for que os EU exigirem, os seus aliados (Austrália, Argentina, Brasil, Canadá, Indonésia, Japão, Malásia, México, Singapura e a União Europeia) quase sempre procedem do mesmo modo.

O facto de as reuniões do Codex se realizarem por todo o mundo não é casual, e permite aos EU manterem um apertado controle na agenda do Codex visto que os países com menos viabilidade económica não têm possibilidade de comparecer. Os governos de muitos desses países (como os Camarões, Egipto, Gana, Quénia, Nigéria, África do Sul, Sudão e Suazilândia) perceberam que o Codex foi alterado, de uma benevolente organização alimentar para uma que é fraudulenta, letal e ilegítima.

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Ameaças à Liberdade da Saúde

Enquanto os grandes meios de comunicação andam ocupados com a sua esotérica agenda de incutir o medo nos corações da população mundial focando a sua atenção no terrorismo, aquecimento global, surtos de salmonela e escassez de alimentos, as verdadeiras ameaças estão sub-repticiamente tornando-se uma realidade. Em breve, tudo o que puser na sua boca, incluindo água (com excepção de produtos farmacêuticos, obviamente), será altamente regulamentado pela Comissão do Codex Alimentarius.

Os standards do Codex são uma completa afronta à liberdade das pessoas acederem a comida limpa, saudável e nutrientes benéficos, no entanto esses regulamentos não têm validade legal internacional. Porque nos devemos preocupar? Em breve estas normas mandatórias serão aplicados a todos os países membros da Organização Mundial de Comércio (OMC) (presentemente existem 153 membros). Se os países não seguirem estas normas, então sanções comerciais e económicas poderão ser-lhes impostas, com efeitos destrutivos, embora os países talvez possam evitar as normas do Codex através da implementação dos seus próprios standards internacionais.

Algumas agências governamentais como a Therapeutic Goods Administration (TGA) na Austrália, estão a informar o público que as orientações do Codex respeitantes a vitaminas e minerais não afectarão o seu país. Por exemplo, a TGA diz isto: “As orientações do Codex respeitantes a vitaminas e minerais não serão aplicadas na Austrália e não terão impacto na forma como esse tipo de produtos são regulamentados na Austrália.”

A questão fundamental é que ninguém sabe que tipo de leis serão aprovadas antes de ocorrer a harmonização do Codex e nenhum país está a salvo dessas orientações internacionais, independentemente do que as agências governamentais estão a dizer para preventivamente suprimir qualquer potencial revolta pública. Muitos activistas de saúde alternativa acreditam que isto pode ser um método para confundir e ofuscar a questão do Codex até ser demasiado tarde.

Algumas normas do Codex que estão propostas para terem efeito num futuro próximo, e que serão completamente irrevogáveis depois de iniciadas, incluem:

• Todos os nutrientes (e.g., vitaminas e minerais) serão considerados tóxicos/venenosos e serão retirados de todos os alimentos porque o Codex proíbe o uso de nutrientes para “prevenir, tratar ou curar qualquer condição ou doença”.

• Todos os alimentos (incluindo orgânicos) serão irradiados, removendo todos os nutrientes “tóxicos” dos alimentos (a menos que os consumidores consigam fornecer-se localmente). O antecessor da harmonização do Codex nesta área começou nos Estados Unidos em Agosto de 2008 com a decisão clandestina de ordenar a irradiação em massa de toda a alface e espinafre em nome da saúde pública e da segurança. Se a segurança do público era a principal preocupação da Food and Drug Administration dos EUA (FDA), então porque não foi o público alertado para esta nova prática?

• Os nutrientes permitidos serão limitados a uma Lista Positiva desenvolvida pelo Codex; incluirá nutrientes “benéficos” como fluoreto (3.8 mg diários), provenientes de desperdícios industriais.

• Todos os nutrientes (e.g., vitaminas A, B, C, D, zinco e magnésio) que tenham qualquer impacto positivo no corpo serão considerados ilegais em doses terapêuticas segundo o Codex e serão reduzidos para quantidades insignificantes para a saúde, com os limites máximos colocados em 15 por cento da corrente Recommended Dietary Allowance (RDA). Não poderá obter doses terapêuticas destes nutrientes em nenhum lugar do mundo, mesmo com uma receita. Potencialmente permissíveis “níveis seguros” de nutrientes no Codex ainda não são definitivos. Alguns prováveis exemplos baseados no sistema da União Europeia (EU) podem incluir:

– Niacina: limite superior de 34 μg (microgramas) diários (dose efectiva diária vai de 2,000 a 3,000 μg).

– Vitamina C: limite superior de 65 a 225 μg diários (dose efectiva diária de 6,000 a 10,000 μg).

– Vitamina D: limite superior de 5 μg diários (dose efectiva diária de 6,000 a 10,000 μg).

– Vitamina E: limite superior de 15 UI (unidades internationais) de alfa-tocoferol por dia, isto apesar de o alfa-tocoferol por si só estar implicado em dano de células e ser tóxico para o corpo (dose diária efectiva de mistura de tocoferóis desde 10,000 a 12,000 UI).

• Vai ser, provavelmente, ilegal dar aconselhamento em nutrição (incluindo artigos escritos publicados online e em jornais bem como oralmente a um amigo, familiar ou seja a quem for). Esta directiva aplicar-se-á a todos os escritos sobre vitaminas e minerais e a todos as consultas em nutricionistas. Este tipo de informação poderá ser considerado uma barreira escondida ao comércio e poderá resultar em sanções comerciais para o pais envolvido.

• Todas as vacas leiteiras no planeta serão tratadas com a hormona de crescimento bovino recombinante (rBGH) da Monsanto, geneticamente manipulada.

• Todos os animais usados para alimentação serão tratados com potentes antibióticos e hormonas de crescimento exógenas.

• Pesticidas orgânicos carcinogénicos e mortais, incluindo sete dos doze piores (e.g., hexaclorobenzeno, toxafeno e aldrin), que foram banidos por 176 países (incluindo os Estados Unidos) em 1991 em Estocolmo na Convenção sobre Poluentes Orgânicos Persistentes, serão novamente permitidos nos alimentos em níveis elevados.

• O Codex irá permitir níveis perigosos e tóxicos de aflatoxina (0.5 ppb) no leite. A aflatoxina,

produzida na comida animal que ficou bolorenta durante o armazenamento, é o segundo mais potente (não relacionado com radiações) composto carcinogénico conhecido.

• O uso de hormonas de crescimento e antibióticos será obrigatório para todo o gado, aves e espécies de aquacultura destinados a consumo humano.

• A introdução mundial de OGMs não rotulados e mortais nas colheitas, animais, peixes e plantas será obrigatória.

• Elevados níveis de resíduos de pesticidas e insecticidas tóxicos para os humanos e animais serão permitidos.

Os Planos para o Controle Populacional

Em 1995, a FDA adoptou uma política ilegal que determinava que as normas internacionais (i.e.,Codex) iriam substituir as leis dos EUA sobre alimentos, mesmo se essas normas estivessem incompletas. Mais ainda, em 2004 os US aprovaram o Acordo de Comércio Livre da América Central (ilegal à luz da lei dos EUA, mas legal pela lei internacional) que obriga os EUA a conformarem-se ao Codex.

Uma vez adoptadas essas normas, não há forma de voltar às anteriores, mas os países podem adoptar umas que considerem superiores às do Codex. Um exemplo disso seria a Directiva Europeia Sobre Suplementos. Uma vez que o Codex comece a ser aplicado em qualquer área, enquanto qualquer país permanecer como membro da OMC, o Codex é totalmente irrevogável: os standards não podem ser rejeitados, mudados ou alterados de nenhuma forma ou feitio.

O Controle Populacional por razões monetárias é a forma mais simples de descrever o novo Codex Alimentarius, que efectivamente está a ser controlado pelos EUA e primariamente controlado pela Indústria Farmacêutica com o objectivo de reduzir a população mundial dos actualmente estimados 6.692 milhões para uns sustentáveis 500 milhões – uma redução de aproximadamente 93%. Curiosamente, antes da chegada dos europeus à América, a população nativa americana era de cerca de 60 milhões; hoje é de cerca de 500.000, ou seja, uma redução de aproximadamente 92 por cento como resultado das politicas governamentais de genocídio, fome e envenenamento.

O Codex é similar a outras medidas de controle populacional tomadas clandestinamente por governos do mundo ocidental; por exemplo, a introdução de agentes imunosupressores latentes em vacinas e lesivos do DNA (e.g. aplicação militar da gripe aviária e SIDA), aspartame, rastos químicos, quimioterapia para tratamento do cancro e RU486 (a pílula abortiva financiada pela dinastia Rockefeller).

A FAO e a OMS calcularam que como resultado apenas da introdução das orientações quanto a vitaminas e minerais, dentro de 10 anos haverá um mínimo de 3 mil milhões de mortes. Mil milhões dessas mortes serão devidas à fome, e dois mil milhões serão o resultado de doenças degenerativas e evitáveis devidas à subnutrição, e.g., cancro, doenças cardiovasculares e diabetes.

A imposição de alimentos degradados, desmineralizados, cheios de pesticidas e irradiados aos consumidores é a forma mais eficiente e rápida de provocar um rentável surto de malnutrição e doenças degenerativas e evitáveis, para o qual o curso de acção mais apropriado é um tratamento tóxico farmacêutico. Tirar lucro da morte é o novo nome do jogo.

A Indústria Farmacêutica há anos que espera pela harmonização do Codex. Uma população mundial desconhecedora do que se passa e em degeneração física a passo acelerado, proporcionando um pico nas receitas, é o objectivo último dos furtivos e irracionais controladores desta corrupta organização de comércio, supostamente cuidando da saúde dos consumidores. […]

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A Batalha da rotulagem dos GM (produtos geneticamente modificados)

O ultimo encontro do Codex em Geneva acabou com alguns resultados interessantes. Um longo germinar de acrimónia começou a vir à superfície à medida que os EUA continuaram a forçar o avanço das tendenciosas agendas da Indústria Farmacêutica, Indústria Química, Agro-indústria e outras, ignorando o contributo de muitos outros países. Tipicamente, se os EUA não querem o contributo de um país, o país hospedeiro do encontro simplesmente recusa o visto aos delegados oficiais. Vários países opõem-se a esta prática e declararam que por esta e outras razões, as decisões tomadas pelo Codex na sua ausência não têm legitimidade internacional.

Um grande ponto de contenção é a inamovível recusa dos EUA e da Comissão do Codex Alimentarius em permitir a rotulagem de OGMs. O Japão, Noruega, Rússia, Suíça, virtualmente todos os países Africanos e 26 países da União Europeia têm combatido os EUA durante quase 18 anos para introduzirem a rotulagem obrigatória dos OGMs. Os EUA, falaciosamente, consideram os OGM’s como equivalentes aos não-OGM’s, baseados, unicamente, numa ordem executiva de 1992 do então Presidente George H. W. Bush. Em consequência, nenhum teste de segurança é feito nos OGM’s antes da sua introdução na cadeia alimentar nos EUA. A FDA recusa-se a rever informação de segurança, excepto para conduzir uma simples revisão preliminar no inicio do desenvolvimento do organismo.

Os oponentes da politica dos EUA de proibir a identificação de alimentos geneticamente modificados concluíram que os EUA não querem a identificação dos OGM’s devido às potenciais ramificações legais e responsabilidades dos fabricantes e do governo dos EUA se esses alimentos puderem ser rastreados até à sua origem. Se milhões de pessoas forem prejudicadas ou morrerem devido à instabilidade dos vírus promotores de DNA e marcadores de bactérias introduzidos ao interagirem com a estrutura dinâmica e fluida do corpo humano, isso podia resultar em milhões de processos legais. Mas se esses OGMs não forem rastreáveis, então a responsabilidade das corporações ou do governo não pode ser provada e a saúde de toda a população sofre. Alguns cientistas da FDA repetidamente avisaram dos perigos de introduzir OGM’s nos stocks de alimentos em geral, mas foram ignorados ou as suas opiniões repetidamente rejeitadas.

Antes do encontro em Genebra, a Comissão Para a Rotulagem Alimentar do Codex reuniu-se em Otava, Canadá (28 Abril a 2 Maio de 2008). A reunião acabou com vários países (que favoreciam a rotulagem obrigatória) furiosos por a comissão não ter, objectivamente, analisado a pesquisa empírica, preparada pela delegação da África do Sul, detalhando os perigos dos GMO’s. Este documento delineava a necessidade da obrigatoriedade de rotulagem dos OGMs, mas foi ignorada e subsequentemente retirada devido à pressão dos EUA.

(Nexus Magazine 15/6))

sexta-feira, setembro 11, 2009

Eleger! A estratégia de como arranjar um bode expiatório.

Estão em palco os candidatos que se propõem resolver os problemas da nação. Dizem que precisam de votos. Que são os votos que lhes darão poder para - nos - governar, e transformar o imbróglio em que nos vão fazendo acreditar estarmos metidos, num mar, quase que de rosas.
Usam a contraluz, a maquilhagem, os ângulos mais favoráveis, a retórica popular e sintética, usam e abusam da demagogia.
...Chegaram ao espectáculo os consultores de imagem, os agentes de marketing e publicidade, os peritos em psicologia de massas... esgrimem-se estatísticas, encomendam-se sondagens, fazem-se pactos, programam-se poses, esgares, ensaia-se o tom de voz, arquitectam-se frases com impacto, usam-se golpes altos e baixos... usam e abusam, da demagogia. Quase todos sabemos disso. Quase todos sabemos que os políticos são "reféns" dos donos do dinheiro. E, para além de lhes darmos preferência na gestão das nossas poupanças (com que eles emprestam dinheiro aos nossos filhos), de depositarmos neles as nossas esperanças, de nos tornarmos segurados... que fazemos?! ...Para além de olharmos para o umbigo e governarmos a "vidinha", para além de maldizer os políticos que nos calharam em "sorte" e olharmos à volta em busca de um bode expiatório (agora é o Sócrates), que fazemos?! ...Que faz, esta esmagadora maioria que se diria fadada a ser liderada?! ...Deixa de se encharcar em séries televisivas de realidades do faz de conta? Toma a sua vida em mãos e arrisca acreditar nos seus pares? Começa a pensar e a recusar o individualismo como solução para ser feliz? Torna-se mais fraterna e justa, mais solidária, abraça deveres de cidadania?!
...Ao que parece, vai votar! ...Pouco! Desiludida que anda, com a falta de justiça, com a insegurança, com a precaridade no emprego, com a falta de solidariedade e com o individualismo, com o mundo cão... enfim... vai votar, q.b. ...uma espécie de mensagem ressentida!

domingo, junho 21, 2009

Paradoxos ou, a verdadeira arte do que for logo se verá

A partir de Roma, a FAO, divulgou em 19/06/2009 que, a fome, está a aumentar. Segundo este departamento das nações unidas, mais de 1/6 da humanidade estará condenada a passar "FOME" em 2009/2010! ...Dos estimados 915 milhões de esfomeados em 2008/2009, passamos para 1020 milhões, na presente estimativa! ...Escuso-me a definir um esfomeado e, não vou dissertar sobre as consequências de mais de 1/6 da humanidade estar nessa condição!
http://pt.euronews.net/2009/06/19/fome-bate-recordes/
Kostas Stamoulis http://www.youtube.com/watch?v=S1dBKSkiz88 vai dizendo o que sabe ou o que pode e nós, sem sabermos o que fazer a esse respeito vamos discutindo o sexo dos anjos...
Estranho, este tipo de notícias não ser capa de jornais diários e semanários. Não ser notícia de abertura dos telejornais...

quarta-feira, junho 17, 2009

Um salto no vazio

Como deves compreender, não falo em exclusivo para ti!...
Não... que o teu olhar, me não tenha conquistado.
Muito pelo contrário!
Foi nele que me encontrei
e me perdi
e me entreguei a divagar...
Asas abertas,
vencendo o medo
a vertigem
de me
sentir
feliz

quarta-feira, junho 10, 2009

Preço dos combustíveis ou, a verdadeira lógica da batata

Ainda gostava de compreender a lógica pela qual se vão estabelecendo os preços dos combustíveis.
...Espremo os neurónios, e... nada! Fico-me, por uma tremenda especulação feita por quem pode e com a conivência das entidades que se dizem reguladoras. ...Um saque, vá!
A forma de meter os especuladores na ordem, assim às primeiras, poderia passar por não consumir. Mas, para além dos boicotes já não estarem na moda, isto de o nosso belo carrinho não ter gota é, como sabem, um drama a que ninguém se quer sujeitar! Eles, também sabem!
Esperar por uma lógica ética do mercado é ingenuidade. Penalizar - através do voto - os governos que não regulam as reguladoras e manter a alternância de poderes, é o que se tem visto. Mas, moderar francamente o consumo, adoptar outro comportamento e exigir melhores transportes públicos, faria - pela lógica da oferta e procura - baixar os preços dos combustíveis, ao mesmo tempo em que se contribuía para a regeneração do ambiente.
Há por aí alternativas?

sexta-feira, maio 22, 2009

O medo

Os Gauleses tinham medo que o céu lhes caísse na cabeça. Eram uns sortudos!... Um elmo na cabeça... e, o problema ficava resolvido.
Bem sei que os Gauleses não tinham televisão, mas, vamos supor que a tinham, e que liam jornais, ouviam rádio, que a informação (seja lá o que isso passou a querer dizer) lhes entrava por todo o lado mesmo sem se darem conta!... Como teriam os Gauleses reagido à ameaça da vaca louca? Do suposto "bug do milénio", das supostas "armas de destruição maciça" que um grupo com supostas responsabilidades superiores no planeta garantiu, que o Sadam tinha? Como reagiriam perante a ameaça do "terrorismo global" ou, perante a confirmada probabilidade de a humanidade ser devastada pela gripe das aves? ...Desconfiariam eles que tudo não passava de uma tramóia?!
...Viveriam eles com a mesma tranquilidade com que combatiam Romanos, sob esta nova ameaça de pandemia - desta vez - de uma nova gripe que entretanto está em "banho maria" até Setembro?! Teriam eles estrutura para viver estes meses todos sob esta ameaça, qual espada apontada à cabeça? ...Concluiriam que todo este alarde, não passa de uma escabrosa manipulação com vista a vender e manter a malta convencida de que está a ser protegida, de que, afinal, tem um super pai e vale a pena deixar-se andar sob control, poupar e depositar no "seu banco" cheio de esperança de poder fintar a inflação, ver muito futebol e jogar forte no euromilhões?!...
Ficariam os Gauleses melancólicos e deprimidos, a falar fininho, cheios de medo, ao ouvir as premonições de supostas e doutas figuras de proa, sobre a "verdadeira depressão" que se avizinha desde sempre? Refugiar-se-iam em casa, paralisados, a consumir enlatados, antidepressivos e ansiolíticos com medo uns dos outros? Acreditariam os Gauleses que se vive e trabalha por favor e faz sentido ver taxado o ar que se respira? Aceitariam - os Gauleses -, subsídios para não se mexerem, para não produzirem, para depender... ser entretidos para não pensar?
...Cá para mim, vivessem eles hoje, e haviam de estar com uma psicose em cima que nem a poção mágica lhes valia! Nunca teriam lutado contra os Romanos e o Goscinny nunca teria inventado o Astérix. O que era uma pena!

quinta-feira, maio 07, 2009

Ainda sobre o ruído

Nem tudo o que conta pode ser contado; e nem tudo o que pode ser contado, conta.

A. Einstein

sábado, abril 25, 2009

O ruído

Um ruído surdo que se lhe impunha e o tolhia, desconvocava-o do encontro - que vinha adiando - consigo mesmo!
O simples conceito de silêncio, de espaço em branco, começara a apresentar-se-lhe como uma hipótese inquietante que arredava, de comando na mão em zappings vertiginosos com que entupia os sentidos!
...Talvez o silêncio fosse um perigo!? ...O bastante, para que pudessem vir a emergir do mais fundo dos seus abismos, murmúrios desconhecidos, capazes de abafar sirenes, apagar slogans e parangonas... de deletar medos, crises e psicoses instaladas, com que se habituara a viver sem necessidade de inscrever o que quer que fosse.
Conquistado o direito ao tédio, via crescer em si a melancolia e, não fora o ruído de fundo da fórmula 1, dos debates, dos filmes de terror ou aventuras... diria, que sentia saudades dos tempos em que se deixava embalar pelo silêncio e pensava pela sua própria cabeça.

quinta-feira, abril 09, 2009

A onda

Baseado em factos verídicos ocorridos em 1967, numa escola da Califórnia, Morten Rhue escreveu "A onda".
Em 1981, Alexander Grasshof, pegou nessa estória e realizou um filme para televisão com o mesmo título e, em 2008, Dennis Gansel realizou para cinema "Die welle". Qualquer das versões, será fácil de visionar. Eu, visionei esta última hoje e, fiquei com vontade de vos aconselhar a fazer o mesmo.
...Autocracia, fragilidade da mente humana, pequenos monstros que habitam em nós prontos a tomar as rédeas de assalto, para além da nossa nacionalidade ou raça...
Enfim... talvez nada de novo para nenhum de vós, ainda assim, convém recordar que perante determinados factores (bem sublinhados no filme) e, tendo em conta a natureza humana, há que ter muito cuidado no modo como se agitam as águas.

quarta-feira, abril 01, 2009

A luz da escuridão

Justamente na noite mais escura, quando o Sol e até a Lua se ausentam e nos deixam - ainda cegos da luz - a tactear na escuridão... eis que o Universo se revela mais profundo!... Cheio de pulsares e cintilares e brilhos e rastos e cores... e buracos negros cheios de segredos que o ouvir e o olhar não conseguem vislumbrar!...
É no escuro... contemplando a vastidão, que podemos sentir o murmúrio das profundezas, o silêncio mais puro vindo de todos os lugares e tempos. ...Damos por nós resgatados, rendidos. Sentimos, pertencer!

quinta-feira, março 26, 2009

Uma ficção extrapolante!

Talvez tenha sido uma virose! ...Uma misteriosa mutação genética em cadeia... uma metamorfose!...
Talvez tudo não tenha passado de um acaso! ...De um acaso puro, ou de um acaso por necessidade...
A verdade, é que os habitantes, de repente, como que acordaram!
No princípio, era estranho.
...Começaram a aparecer vasos de flores nos parapeitos das janelas... nas ombreiras das portas... na orla dos passeios... Começaram, a notar-se esboços de sorrisos... a descobrirem-se afectos... a exercerem-se cuidados...
Todos queriam aperfeiçoar o desempenho; como num coro, queriam entrar em uníssono.
Cada um sentia ter representado todos os papeis, sentia-se existir em todos os lugares e, podia reconhecer o seu coração a bater em todos os peitos! ...Sentia ter tido em si o ateu e o fanático religioso, lembrava-se de ter sido a vítima e o bandido...
Ninguém podia dizer não ter dado por nada. Todos, estavam surpreendidos com a mudança e, não sabiam se o facto de cada um mudar era causa ou consequência de tudo ter mudado!
...Por acaso ou por necessidade, o facto é que cada um se foi reconhecendo em todos os outros e ninguém mais, aceitou ficar indiferente.

sexta-feira, março 13, 2009

Quando a Terra era plana e, fora da cúpula que a protegia trabalhavam noite e dia, misteriosas engrenagens... quando - escassa que era a luz -, das trevas surgiam vampiros, almas penadas, lobisomens e mulas sem cabeças... quando Deus castigava quem ousava duvidar das verdades ditadas por quem comungava e só acedia a levantar castigos, em troca de sangue e lágrimas... sempre houve quem transcendesse! ...Quem sentisse o Universo a vibrar em si e aceitasse a vida em sintonia com o todo que desperta e se recreia creando, avançando majestoso, sem pressa ou urgência.
Talvez, o primeiro sussurro dessa presença, se tenha manifestado em alguém que, curioso, contemplava o firmamento e que, na ausência de ruido se tenha sentido envolvido, inundado, por uma reconfortante serenidade. Talvez, tenha sido nesse momento que o homem, para além de ver, tenha aprendido a reparar... e que, de alguma forma tenha estabelecido relação entre o medo e a falta de conhecimento...
Humilde, satisfeito, sentido crescer o entusiasmo de dar rédea solta à vida, deve ter posto os pés ao caminho. Não para chegar a algum lugar! ...Para caminhar, simplesmente.

terça-feira, março 10, 2009

Uma fortuna que é uma carrada de trabalhos

A Leonor, tem uma saqueta cheia de ouro! Colares, aneis, pulseiras e, suponho, brincos. Guarda a saqueta, astuciosamente, por baixo do saco do lixo, dentro do caixote do lixo!... Quando sai, leva a saqueta com o ouro, na mala à tiracolo!... Não usa as peças de ouro, com medo de ser assaltada.
Eu, não resisti e perguntei-lhe: Ó Leonor, é você que possui o ouro ou o ouro que a possui a si?!

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Disbiose mental

Imaginando mil milhões de raios e trovões em uníssono, talvez possamos fazer uma ideia do que aconteceu quando o nada explodiu em todas as direcções e, se pôs a acontecer o que temos vindo a chamar de Universo.
...Talvez o Hergé se tenha lembrado disso quando pôs o Capitão Haddock a exclamar "com mil raios e trovões!"...
Poderá haver quem ache que o Hergé, o Capitão Haddock e já agora, o Tintim, não têm nada a ver com o caso! Mas eu, acho. Acho... na medida em que tudo tem a ver com tudo e, neste caso até tem a ver com nada, uma vez que - "segundo estudos recentes" -, é de lá que vimos!
...A maior parte das nossas vidas não nos lembramos disso!...
Vivemos, gastando o tempo a arranhar a fina capa que reveste a realidade, passamos fugazes pelo agora e, cultivamos a superficialidade - essa espécie de cobardia, com que evitamos imergir fundo e com vigor até à essência das coisas -, numa estratégia desvairada para não termos nada a ver com nada, ou seja: tratarmos da nossa "vidinha", sem gastar os neurónios.
Quase crime, é a dita superficialidade - o factor primordial de uma sociedade leviana enfeitada e disfarçada com "glamour" -, que transforma o Príncipe Lev Míchkin (O idiota - Dostoiévski), num imbecil.
E, que terá a ver o suposto Big Bang, o Hergé, o Capitão Haddock, o Tintim e a superfícialidade, com o facto do idiota do Lev Míchkin ser afinal uma pérola, deitada sem pejo aos porcos, por e para conforto de uma maioria mediocre e enfatuada que se sente ameaçada quando se raspa mais fundo na capa que reveste o miolo das coisas? Que terá o tudo a ver com o nada? As fortunas com a miséria? O Big Bang com o Big Crunch?

domingo, janeiro 25, 2009

Frivolidade e indiferença; uma estratégia para viver na hipermodernidade

Depois de Deus ter morrido, de políticos e de especuladores donos de fortunas absurdas com que compram o poder, se verem obrigados a sofisticar a sedução para manter a estrutura de que se têm vindo a servir, eis que despontou nas modernas metrópoles do chamado mundo civilizado, o homem hipermoderno! Vacinado contra o comunitarismo, contra aventuras apaixonadas em busca de sentido para a existência, desassombrado... sabe-se e aceita-se só. Insensível, frio e implacável, distanciado de filosofias, afirma-se indisponível para dar consistência aos próprios afectos que comprimiu - confinando-os a um espaço exíguo -, numa atitude preventiva da desilusão! Parido no deserto do individualismo, aprendeu a sobreviver com placebos da existência. Inscrito - preparado, especializado, diplomado e devidamente certificado -, tem acedido a prostituir a alma para poder mimar o corpo. A ética, passou a ser estética, a moral, urde-a ao volante de um topo de gama com todos os extras e o vazio, tem-no preenchido a consumir com exigência, satisfazendo caprichos por cartilhas difundidas no espaço em que alimenta o ego. ...Por vezes, ele próprio tem um cão amestrado, por especialistas!
Perante a tragédia humana, ao invés de se deixar possuir pela inquietude, fugiu para a frente numa tentativa radical de optimismo, apostando que a sociedade de consumo ruirá sem consumistas. Tem querido viver de um trago e, em busca de prazer tem enchido os aviões, os hotéis, o bucho!... A industria do turismo precisa dele! Reclamam-lhe a presença na industria do entretenimento, da luxuria!... As instituições de crédito precisam de devedores e têm-no seduzido personalizadamente...
O homem hipermoderno, aprendeu a viver sem ideais, seguindo a etiqueta recomendada no protocolo instituído no vazio em que se movimenta, ao som de música ambiente sem consequências. Em troca, tem cultivado desejos e sente a responsabilidade de os satisfazer. ...Venderam-lhe a ideia de que chegou a sua vez!... Garantem-lhe, que basta estar inscrito. E ele, tem esperado que isso funcione cumprindo a rigor o seu pequeno grande papel, mantendo a aparência, nesta enorme máquina de pôr à prova a dignidade humana.
Contudo, o Mundo compõe-se de mudança!... O homem hipermoderno (por circunstancias que não vêm ao caso), viu-se obrigado a pôr a casa à venda e ninguém lha comprou em tempo útil! A sedução das instituições de crédito já não é o que era... e ele, em pânico, incapaz de começar a reflectir, de se desinstruir... caiu em contramão e anda a contribuir para retrair a economia. Este ano, já decidiu... não troca de automóvel!!!

sábado, janeiro 03, 2009

Tá tudo doido

Em Dezembro de 2004, na sequência de um tsunami, editei um post em que falei do Fernando Nobre, da AMI e da porra da indiferença hipócrita, que vai permitindo a chamada civilização ocidental empanturrar-se até à orgia -sem perder uma oportunidade para se lamuriar da crise-, enquanto a maioria dos pressupostos irmãos morrem, literalmente, de fome.
Na altura, ironizei e apelidei o Fernando Nobre de "ganda maluco" e que se tinha definitivamente passado ao insistir em dar assistência aos miseráveis...
Quatro anos depois, aparece-me a Yulunga (uma visitante antiga que o tempo afastou) na caixa de comentários, a alertar-me para o blog do Fernando "Contra a indiferença" (está completamente passadinho: edita um blog com caixa de comentários aberta, responde às pessoas e, diz p'ra lá coisas que não lembram ao menino Jesus!). ...Bom, achei simpático da Yulunga e fui ver como como as coisas andavam, lá para o blog dela. Eis senão quando... conheci o Patch Adams, outro ganda maluco: http://www.youtube.com/watch?v=8Q7aqa-G0l8.

terça-feira, dezembro 16, 2008

Ítaca

Quando partires, em direcção a Ítaca,
Cuida, para que a tua jornada seja uma jornada longa,
repleta de aventuras e descobertas.

...Lestrigões, Ciclopes, o irado Poseidon...
- não os temas,
...jamais, encontrarás coisas do género no caminho,
enquanto mantiveres os teus pensamentos elevados,
enquanto, mantiveres o teu corpo e espírito, envolvido,
por uma rara e sublime sensação.

Lestrigões e Ciclopes, o rebelde Poseidon...
- nunca te poderão perturbar,
a menos que os tenhas vindo a acalentar na alma,
a menos que, por isso,
a tua alma os possa tornar uma realidade no teu caminho.

Cuida,
para que a tua jornada seja uma jornada longa
para que possam haver muitas manhãs de Verão
e que possas entrar em portos que não conhecias,
cheio de prazer e alegria.

Que possas parar nos mercados de troca Fenícios
e encontrar coisas preciosas:
madrepérola, coral, âmbar, ébano,
perfumes sensuais de todos os tipos - tantos quantos possas encontrar -,
e que possas visitar muitas cidades Egípcias,
para que uma após outra vez, possas aprender com quem sabe.

Mantêm Ítaca, sempre em mente;
chegar lá é o teu destino...
mas, de modo algum, apresses a viagem...
melhor será que dure muitos e bons anos e que sejas velho ao lá chegar,
rico, com tudo o que foste ganhando pelo caminho
sem que nunca tenhas esperado que Ítaca te enriquecesse.

Ítaca, deu-te a viagem maravilhosa.

Sem Ítaca... jamais terias partido.

...Nada lhe restará para te dar quando chegares
e talvez te possa parecer pobre...
contudo, não te terá iludido.

Sábio, como então te terás tornado,
cheio de experiência,
entenderás por fim
o que representa
e qual o significado
de Ítaca.

Konstantinos Kavafy

sábado, dezembro 06, 2008

Um conselheiro de estado

Dias Loureiro vai ter muito para explicar.
Jorge Coelho também.
Valentim Loureiro (mais um... Loureiro), Talvez não precise explicar nada:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1352260

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Eu, o BPP o BPN e outras boas empresas para nacionalizar

Tendo em conta a conjectura - sobre a qual tenho reflectido maduramente - e, não querendo deixar de utilizar o precioso sentido de oportunidade que caracteriza o homem de sucesso (o que arrisca e petisca!)... sendo ainda que, tenho a consciência de não ser o BPP ou o BPN... ainda assim... veio-me à ideia que bem podia ser nacionalizado!... Quer dizer, o estado, tornava-me viável a existência, de modo a que eu pudesse cumprir com todos os compromissos que tenho vindo a assumir para com quem acreditou em mim e me deu crédito (ainda que na mira de lucro. Especulativo, vá...).
...Uma espécie de aval ao especulador (no bom sentido!).
Tecnicamente, parece possível! Na prática... já se adivinha: tenho que dever um balurdio às pessoas certas; especuladores oportunistas, com provas dadas.
Talvez... o melhor, seja preparar-me para pagar impostos e, fugindo ao terror de ver cair um castelo de cartas, tornar o circo viável.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Sem palavras

Miguel Cadilhe

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Miguel José Ribeiro Cadilhe
Ministro de Portugal
Mandato: X Governo Constitucional
  • Ministro das Finanças

XI Governo Constitucional

  • Ministro das Finanças
Nascimento: 10 de Novembro de 1943
Póvoa de Varzim
Partido político: Partido Social Democrata
Profissão: Economista

Miguel José Ribeiro Cadilhe é um político e economista português (nascido a 10 de Novembro de 1944) foi Secretário de Estado do Planeamento em 1980, no Governo de Sá Carneiro e ministro das finanças, desde 6 de Novembro de 1985 a 5 de Janeiro de 1990, no governo presidido por Cavaco Silva.

É professor na Faculdade de Economia e Gestao da Universidade Catolica no Porto desde 2006 e presidente da API - Agência Portuguesa para o Investimento desde a sua criação em Outubro de 2002 até Dezembro de 2005, tendo sido substituído por Basílio Horta. É autor do livro "O sobrepeso do estado em Portugal", editado em 2005. É sócio maioritário da produtora Filbox Produções.

Falta dizer: Presidente do BPN. O que pensará o homem hoje, sobre o sobrepeso do estado em Portugal?

P.S: 18/11/2008

Acho a Wikipédia um projecto fascinante mas, neste caso, é provável que a informação retirada da Wikipédia esteja incorrecta!... Isto porque, o mais certo, é que o sócio maioritário da filbox seja o Cadilhe filho e não o pai - o antigo ministro, o antigo presidente da Agência Portuguesa para o Investimento, o autor do livro "O sobrepeso do estado em Portugal", etc... -. Para além disso, outras fontes garantem que o Srº, nasceu em Barcelos. Por isso peço as minhas desculpas.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Reedição

A invenção da garantia

Não se pode dizer que tudo tenha acontecido de repente...
Quando, uma parte da maioria sucumbiu esmagada pelo peso da estrutura dos andares de cima, num acidente não coberto pelo seguro - por via de uma alínea escrita em letra pequenina -, havia muito que alguns diziam ter ouvido o ranger das traves mestras e apontavam falhas, quer na estrutura quer no terreno em que esta, tinha vindo a ser edificada. Diziam até, que a estrutura em sí cheirava a podre e que a melhor solução seria, desmontá-la e construir uma outra de raiz, mais sólida e equilibrada.
A maioria  - entretida na própria azáfama da construção da estrutura -, não pensava assim, nem de outra maneira qualquer, evitando pôr de vez em causa o chão que pisava e aquilo que julgava ter adquirido!... Preferia, acreditar numa mão fechada cheia de um nada bafiento e num futuro, que de tão distante... lhe parecia brilhante! ...Diligente, insistia em se sentir candidata a um hipotético império, um degrau acima na pirâmide... escolhendo entrementes assobiar distraída, melodias fáceis de entrar no ouvido, emitidas a toda a hora em programas de entretenimento.
Lá no topo, os vendedores de sonhos dourados e de negros pesadelos, loucos, que se julgavam donos do mundo... não paravam de sobrecarregar a estrutura, atafulhando o topo com baús cheios de tesouros pesados trocados por bugigangas. Continuavam, a encher estantes com títulos de registos de propriedades inventados à pressão, para legitimar terrenos tomados de assalto! Passavam a vida, a anotar combinações secretas para os cofres que enchiam de diamantes feito riquezas e, a mandar cunhar moedas segundo a velha receita que detinham em segredo, da feitura das fortunas... sem nunca se cansarem de afirmar, que tudo estava no seu lugar. ...Por último, até admitiam; o edifício, até podia oscilar... estava concebido para oscilar! Por isso é que não desabava!...
A cada coice de culatra, a cada omoplata partida, a cada sonho desfeito feito drama, a cada tiro no pé, a cada Zé enterrado vivo por engano ou acidente... lá vinham os argumentos da sorte e do azar, da conjectura internacional, da subida ou da descida dos factores determinantes, da baixa produção dos produtores... e, a malta... claro, nem pensava uma segunda vez, chegava até, a não pensar de todo! Engolia patranhas uma após outra vez e ia mantendo com o suor do corpo que dava ao manifesto, os pilares podres no ar!...
...Quem sabe... talvez um dia, pudessem também cagar diamantes!...
Alimentada por ilusões, obediente, qual rebanho por medo de lobos maus, temerosa dos castigos eternos... por pecados inventados em sonhos e em noites escuras pintadas por loucos e ditadores, essa ingénua, essa estúpida e dócil de calculista, essa perversa de moralista... essa maioria, tão cruel quanto submissa... aceitava resignada "o seu destino", composto de licenças e multas, de cajadadas que agachada levava no lombo pregadas por pulso forte com frieza! Tudo na expectativa de manter válida a sempre vaga garantia (que se aproximava mais de uma promessa que tornava possível a esperança...), não da vida... mas da segurança! E essa, era dada, ou melhor... vendida, pelos vendedores de sonhos dourados e dos negros pesadelos!
...Por dez réis de mel coado, pago, por cada dia que vivia, a uma companhia de seguros instalada num andar de cima, a maioria, que em caso de morte poderia... ter a vida paga... assim andava, sem saber porquê, muito mais descansada...
De pouco valia, àqueles outros (que eram só alguns), tentarem convencer a maioria, a abandonar a estrutura edificada, a serem donos da sua própria vida e guardarem o mel coado e as batatas para darem aos filhos, aos amigos, ou para trocarem com os vizinhos... é que aqueles outros, procurando preservar um mínimo de decência, insistindo na coerência, não lhes davam garantias... e isso, para a maioria, era inconcebível.

sexta-feira, setembro 26, 2008

Liberalismo?!

Estranhos... estes filósofos do mercado que em tempo de vitalidade não se cansam de exigir total liberdade sem parar de reclamar do excessivo "peso" do estado que, culpam de, com as suas regras "absurdas" fundamentadas na necessidade de justiça social, lhes condicionarem (à medida das possibilidades) as manobras manhosas para que os lucros ascendam até ao infinito!
...Estranho, porque quando perdem o fôlego e são confrontados com a impossibilidade de encher continua e indefinidamente o peito de ar e as bolsas de pepitas, aceitam de bom grado a intervenção do estado (o dinheiro dos contribuintes), em socorro de um sistema manchado por este paradoxo de defender o liberalismo na subida e aceitar o comunitarismo na descida.
Ainda assim, arrogam-se ao direito de apresentar a quem ainda lhes dá ouvidos; o bode expiatório. ...Que é, justamente, quem lhes apara a queda; os pobres e mal agradecidos, os fodidos e mal pagos, os que não pagam as dívidas aos bancos... a comunidade, vá!
Afinal, o mercado auto regula-se ou não?!

segunda-feira, setembro 01, 2008

Felicidade

"A felicidade é um espaço fino e vago
entre a necessidade e a possibilidade de a satisfazer".

sábado, junho 14, 2008

Sem título

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais...”

“... Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo... onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos... onde a falta de pontualidade é um hábito... Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano... Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos... Onde não existe cultura ou o gosto pela leitura (os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler")... onde não há consciência nem memória política, histórica nem económica... Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns (os ricos)... Onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas"... etc. etc. etc.

“Como ‘matéria prima’ de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa. Esses defeitos, essa "CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA" congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política (e no futebol), essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte... Fico triste. Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier.


Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados... igualmente abusados! É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda... Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.


Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.


E você, o que pensa?.... MEDITE!”


EDUARDO PRADO COELHO

quinta-feira, março 27, 2008

Mistérios, vistas curtas, ou pura insanidade.

Vai para três anos que muitos portugueses ficaram em choque ou surpreendidos, com aquilo que se resolveu ao tempo chamar: Arrastão. Dia 10 de Junho, na praia de Carcavelos. Dois dias depois, esboçou-se coisa idêntica em Quarteira e, por essa altura, tinha ainda havido uma série de assaltos nos comboios da linha de Sintra. Tudo junto, pareceu chamar a atenção das forças de segurança e, nos dias seguintes, foram reforçados os meios. Na altura, sobre o arrastão, manifestei-me aqui e sobre a problemática em geral, aqui.
Hoje, as coisas, não continuam na mesma. Estão piores! Existem mais armas na rua e, o clima tornou-se mais periclitante. Até aqui, nada de novo. Não é?!...
...Acontece que (segundo o Expresso de 21/03/2008), na sequência destes episódios algo preocupantes, foi criado um Gabinete de Estudos Criminológicos da PSP que, lançou um projecto inédito de prevenção da criminalidade. A iniciativa, que contava com o apoio de sociólogos, ensaiou uma aproximação à realidade sócio económica dos bairros mais problemáticos, procurando compreender e, intervir na formação dos jovens sinalizados como de risco. No primeiro ano deste projecto - no balanço feito pelo subintendente Victor Rodrigues -, as expectativas tinham sido ultrapassadas, a criminalidade tinha diminuído em vários pontos percentuais (particularmente no bairro mais problemático; o "6 de Maio") e, a intenção, era estender o projecto a todos os pontos do país em que os estudos deste gabinete apontavam para a probabilidade do desenvolvimento de novos focos de violência e criminalidade.
Entretanto (continuando a citar o Expresso), a PSP dispensou a socióloga que trabalhava no projecto há três anos e o coordenador no terreno foi afastado das funções! ...Falta de verbas e outras prioridades terão sido as justificações que lhe foram dadas.
A socióloga, foi contratada pelo Centro Social do bairro 6 de Maio.
A Direcção Nacional da PSP, confirma que o projecto está em avaliação e assegura que não deixou de ser prioritário...
Parece que existem verbas para contratar mais polícias, mais equipamentos; câmaras, carros, armas e tal... os cidadãos também vão comprando, cada vez mais, armas... agora, para sanar a origem dos problemas... o que parece, é que não há vontade! ...Vá-se lá saber porquê.

terça-feira, março 25, 2008

Uma fissura grave num pilar fundamental

Isto de o estado investir em saúde privada, parece-me um paradoxo. Contudo, o Grupo Caixa Geral de Depósitos, é o principal accionista, com 75% dos "Hospitais Privados de Portugal - Saúde". Para não me parecer um paradoxo, a C.G.D. enquanto empresa pública com lucros que raiam a agiotagem - no mínimo -, entregaria os seus lucros ao estado ( a todos nós, que a financiamos desde que ela apareceu), sendo que assim o estado, teria mais dinheiro para investir em saúde pública. ...Mas isto, enfim, já começa a parecer surrealismo...
...Em Portugal, a saúde deixou de ser uma prioridade na estratégia de desenvolvimento e, passou a ser um negócio. Bancos e seguradoras, bem que o sabem, sendo que, vão advertindo que os prémios de seguro vão ter que aumentar!... Pelos vistos, estamos a voltar ao tempo das sangrias!
Razão, parecem ter aqueles que podiam contribuir com muito e por isso não contribuem com quase nada... é que, na hora de aflição, têm o dinheiro para recorrerem à medicina privada.
Enquanto isso, os mais obtusos, ainda vão fazendo dos médicos e restante pessoal do S.N.S., os bódes expiatórios. Mas, é curto!...

domingo, março 16, 2008

Dois pássaros a voar

"O fundamental é fazer boa viagem. O destino é um pretexto irrelevante."

Cheio de pressa de chegar, galgava caminho sem desfrutar a viagem. Preso ao passado, a uma partida... obcecado com o futuro, com uma chegada... inviabilizava continuamente estar presente no aqui e agora!... O exacto momento, em que a vida se desenrolava.

quinta-feira, março 13, 2008

Arrogância ou lamentável atoarda?

12/3/2008 -"Foram tantas as coisas que fizemos bem, que não temos de perder tempo com o que fizemos mal."
...Vitalino Canas à comunicação social, enquanto porta voz do partido que governa com maioria...

1/2/2006 - Curiosamente, o mesmo Vitalino Canas, também como porta voz do PS, e, a propósito do processo de escolha do candidato presidencial, declarou: "Com certeza que se aprendem com os erros e certamente que quando tivermos de escolher novamente candidatos, olharemos para os erros que cometemos agora".

O Vitalino, dirá o que lhe mandam. O PS mandará o que lhe deixam. Os erros, comprometem os resultados.

segunda-feira, março 10, 2008

Uma proposta

4,6 mil milhões de anos, num sector periférico da Via Láctea, uma estrela maciça esgotou a matéria carburante para continuar a gerar energia e brilhar.
Uma espécie de morte de uma estrela maciça.
Na realidade, esgotada de recursos, o seu coração agonizante submetido à gravidade... explodiu e projectou no espaço as suas camadas superiores numa deflagração fulgurante, enquanto se transformava em supernova; uma estrela de neutrões, com o brilho de milhares de milhões de sóis...
Em seu redor, numa cintura em que ficaram a pairar uma infinidade de partículas que foram interagindo com uma nuvem gasosa ancestral, tivera início uma dança patrocinada pela gravidade e pelo electromagnétismo, que duraria muitos milhões de anos ao longo dos quais as partículas, atraídas umas pelas outras se foram aglomerando. Diminuiam de número, aumentavam de tamanho e, a gravidade ia moldando essas massas cada vez maiores em esfera até nascerem os planetas, e o espaço livre para o seu passeio sumptuoso...
...Esta, a forma encontrada por Trinh Xuan Thuan (no livro: "O caos e a Harmonia, a fabricação do real"), para nos contar o início da história do sistema solar. Um livro a não perder, para quem quiser saber um pouco mais de onde vem e de que é composto.

segunda-feira, março 03, 2008

Uma cultura leviana

Está mais ou menos instituído que cada um de nós tem um preço! ...Uma espécie de ponto crítico a partir do qual qualquer um prescinde da sua integridade. Há até a propósito, uma espécie de anedota: um tipo, cheio de dinheiro, resolve ceder ao capricho de ir ao a outro. Faz-lhe a proposta e, o outro, indignado, diz-lhe que não é paneleiro. O primeiro, convencido de saber como as coisas funcionam, faz-lhe uma oferta de 50 euros! O outro, estupefacto, repete que não é paneleiro. O primeiro - cheio de dinheiro -, aumenta a parada e oferece 500 euros. Mais uma vez o outro, sem vacilar, repete que não é paneleiro. O primeiro, já quase ofendido - por um pobre e mal agradecido -, resolve encostar o teimoso à parede oferecendo-lhe 50.000 euros... o outro, repete que não é paneleiro e, diz o primeiro - o tipo cheio de dinheiro -: pá, tu não és paneleiro... tu és è estúpido!...
...Se para uns isto serve para rir, para outros, serve para reflectir...
Será a lógica contida nesta anedota, que leva muitas das chamadas "figuras públicas" a vender a sua imagem a favor do que quer que seja, a troco de uma verba estipulada?!
A meu ver, são mais putas que as putas. É que as putas, vendem o corpo! Quer dizer: ao menos vendem o que lhes pertence.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Uma breve espreitadela em bicos de pés.

Pôrmo-nos em bicos de pés, espreitarmos o mundo de mais alto e ver mais longe... se bem que pouco sustentável, é possível.
Não fora a precariedade dessa posição exigente que rápido nos causa dor e nos leva a desistir de olhar a coisa de cima, e toda a realidade poderia mudar. A nossa, e a do mundo dessa feita vislumbrado!
De qualquer modo, tendo nós em algum momento optado por esse vislumbre - se bem que fugaz - possível, jamais seremos os mesmos! A partir daí, não podemos ignorar que, o mundo que vemos tem a ver com a forma de o olhar.

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Mudar o mundo ou talvez não

A forma como o homem tem representado a vida - a realidade com que me deparo - , não é, absolutamente, aquilo que eu desejaria.
Pudesse eu esquecer a minha semelhança com o resto dos humanos e, atrever-me-ia a acreditar na possibilidade de viver-mos em paz, amor e harmonia, para sempre!... Quimeras! Talvez!
Depois do determinismo de Newton e das verdades absolutas de Lapalice, numa época em que se acreditou ser possível aceder em definitivo aos mistérios mais profundos do Universo, prever (por assim dizer) o futuro, viver em estável ordem... Poincaré, abriu a porta do caos. ...Um novo caos. A outra face - antagónica e complementar - da harmonia!
Falava do um novo mundo, composto de mudança e arbitrariedade. Um passo à frente da regra, do determinado, do esperado e até do provável. Falava que, a órbita dos planetas vai mudando e a qualquer momento o imponderável pode acontecer.
Formulou a teoria a propósito da mecânica. Os colegas estrebucharam mas, umas décadas depois percebeu-se que era aceitável na generalidade.
Para o homem, o cosmos (o micro e o macro), deixara de ser a máquina de rotinas eternas passível de ser desventrada e dar a conhecer a sua essência para premiar estudos rigorosos e sistemáticos.
O contrário da monotonia. A maior dádiva da vida! Para cada nova certeza, novas e sucessivas incógnitas desafiam o homem a rapar o fundo a um tacho que, depois de Poincaré e de Einstein, sabemos não ter fundo. Os físicos hoje, permitem-se afirmar a existência de partículas fantasmagóricas (os neutrinos)!...
Acabadas as certezas categóricas, somos tentados a dar um salto no vazio e utilizar-mos a intuição; a interacção que temos com o cosmos. Quem sabe, um dia, possamos parar de querer mudar o mundo sem mudar-mos a nós próprios...

sábado, janeiro 12, 2008

E o burro a dar-lhe com a farinha

Os economistas de serviço, esfalfam-se em fazer a bota dar com a perdigota.
A realidade galopa resfolgante. Avança à rédea solta, esporeada para dar a volta ao mundo em menos de nada e chegar a todos os lugares, a todos os lares, a todos os seres... através daquela arte do parte e reparte... na terra dos cegos e do Rei e dos que não querem ver e dos que têm mais o que fazer.
Os economistas de serviço, os que aceitam os emolumentos para maquilhar o cadáver e fazê-lo parecer vivo e saudável garantem, que segundo estudos recentes, as leis do mercado livre/a oferta e a procura, são as mais justas, e que, não há em jogo um só dado viciado.
...Estão a trabalhar. Nunca se enganam e raramente têm dúvidas! Estão de serviço para nos poupar desse incómodo de pensar.
...Nada a reflectir. Tudo a conferir: 2+2=4. Mais 21%, menos 21%.
Ninguém tem que se ralar! Mais calote polar menos calote polar.
O que interessa, verdadeiramente, é meter p'ró monte e contabilizar. Pataca aqui, pataca lá, um dó lí tá, quem está livre livre está, cara de amendoá e, pronto... um truque, um balão no ar, um coelho a saltar da cartola... mais submarino menos submarino... ilhas Caimão, charuto cubano...
Tudo na boa. Cheio de transparências...
Vai bem montada, a realidade. Molda-lhe o dorso o Mascarilha, o Zorro, o Robin dos Bosques e o cego. O pior cego...

domingo, janeiro 06, 2008

Uma conversa chata

A incoerência passou a ser um atributo fundamental do actual homem moderno. Tanto lhe amortece-lhe a queda, como lhe promove a ascenção! Definitivamente, o "não sei quê, e tal... e coiso...", está na berra. A malta reve-se nisso. E, numa análise assim assim, encontramos fundamento!... É que, os problemas fundamentais da nossa civilização, estão mais que identificados e são de resolução inadiável. Não há volta a dar nem mais de que falar!
Todos e cada um dos individuos da sociedade ocidental ( mesmo, os do "não sei quê e tal... e coiso..."), estão conscientes da insustentabilidade da "cena" e, estão carecas de saber que isto já lá não vai com palavras e boas intenções. 5/6 da humanidade não se alimentam com essa cena... e estão-se bem cagando para que a culpa seja do Socrates ou do Bush...

domingo, dezembro 30, 2007

Um flop

Agarrem-me, que eu vou-me a eles! ...Dizia o tipo, fincando o olhar em burocratas, juízes, corruptos em geral, bancos, companhias de seguros, farmacêuticas, industrias do diagnóstico, comércio e distribuição de alimentação, lobies das obras públicas, confederações cheias de poder que, vêm em bandos com pés de veludo chupar o sangue fresco da manada...
Afinal, para além de perseguir quem o critica e de despedir quem não é subserviente - à maneira de antigamente -, anda a catar os trocos ao pequeno contribuinte.
Dir-se-ia que, nada disto é novo!... Pois, não é verdade. Desta vez, há que contar com a fantástica euforia da economia liberal neste novo contexto da globalização! Os últimos a sair, que fechem a porta, bem fechada. Pode ser que a besta lá fique trancada.

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Mais vale pouco que nada ou talvez não

Mais uma vez no ar, o cheiro a sonhos. A filhoses e rabanadas, pudim de Natal e tal...
Assediam-me com pacotes promocionais de mensagens alusivas por atacado. ...Pré fabricadas. Concebidas por criativos especialistas em tirar ganho ao manter vivos sentimentos moribundos.
Pressente-se a chegada de uma golfada de ignota caridade, ternura gelatinosa...
Desesperado, o comércio tradicional aguarda quase até à consoada, esperançado em conseguir poder continuar a respirar pela palhinha. Fininha!
A maioria, barricada nos escombros do amor entre os homens, adia o estertor da família com bons votos, luzinhas intermitentes, e isso assim...
Tudo se passa rápido. Uma ou duas dúzias de horas se tanto!
Alguns, chegam a ir levantar fardos quase esquecidos, depositados em "lares" mais ou menos isentos de bactérias ou cheiro a mijo. Mais ou menos isentos de afectos.
...Outros - por falta ou excesso -, nem tanto. ...Dão lá uma passadinha no cair da tarde do 25, ou ligam de lá longe onde há neve ou sol radiante, para o telemóvel... se valer a pena. ...É que há velhos que já não entendem nada. Não reconhecem o filho, nem a nora, nem os netos, nem o mundo!... Alzheimer, portantus. ...Outros ainda, na quadra, depositam o fardo na urgência de um hospital distrital...
Os Mega Centros Comerciais - os tais, os maiores da Europa!... -, rejubilam. Sentem a crise, claro! ...Não a dos valores ou dos afectos! A outra. A que não deixa consumir de tudo até não querer mais nada.
É a comprar, que a classe emergente de endividados permanentes, artilhados até aos dentes com cartões dourados, se afirmam e têm a certeza de existir. É a trocar votos e prendinhas de natal que espiam o pecado de existir sem querer saber de nada para além do seu quintal. Transbordam optimismo e só olham em frente - é p'ra lá, a fuga -!
...Palas laterais... visão de campo reduzida... árvores de natal - as maiores da Europa - pagas por quem lhes tira a pele... nem se incomodam com efeitos colaterais do espalhafato emocial, ou coisa assim!... Aproxima-se o tempo de paz e amor. A maioria, diz que é bem melhor ser pouco, que nenhum. Opiniões!

domingo, novembro 25, 2007

Quem me dava ouvidos era ceguinho

Antes de saber que era psicótico e de tomar a medicação, tudo podia representar um enorme problema...
Cheguei até a pensar que, privatizar o sector público seria um paradoxo!
Hoje, graças ao "sedoxil", ao "tranquilan", ao "sem stress", ao "deixa andar e não te rales", ao "essa cenoura é minha" e mais uns outros que não me lembro... posso reconhecer que era uma besta. Um doente, vá!

quinta-feira, novembro 01, 2007

Obesidade neural

Recuando na história do chamado "Mundo civilizado", encontramos a fome, como um dos maiores males. De tal forma instituída, que o facto de trabalhar de sol a sol não garantia ficar a salvo dela.
Os mais criativos, fintavam-na à base de sopas mais ou menos deslavadas, ervas do campo com ou sem cheiro, açordas e papas e, uma vez por outra, restos de animais que os senhores feudais podiam entender como lixo.
Por via dessa miséria, a cozinha tradicional foi enriquecendo e hoje, a classe média assim assim alta, dividida entre a nostalgia e a sofisticação, esfalfa-se a galgar estrada em busca de açorda alentejana, sopa de cação, e coisas assim...
Entretanto, a maioria, os pobres do mundo rico, tiram a barriga de misérias ancestrais, esconjuram velhas estórias de sardinhas a dividir por quatro, sacos de pão duro fechados à chave... enfardando entremeada aos quilos com muita batata frita, costoletões de novilho, salsichas, hamburgueres, sobremesas... tudo com muitos molhos, em busca de certezas de se estar atestado!
A indústria alimentar, com a necessidade generalizada de produzir e vender mais, estimula e acompanha a coisa e todos os dias cria novos produtos e estimula o consumo. Pouco importa a substância. Privilegia-se o sabor, a abertura fácil, a preparação instantânea.
Aumentam os obesos, os diabéticos, os hipertensos, os cardíacos, os fígados hipertrofiados, as industrias do diagnóstico, as salas de cirurgia. Lipoaspira-se, desentope-se, corta-se e encolhe-se. A industria farmacêutica não tem mãos a medir...
Vêm isto a propósito, da obesidade neural. ...É que a doida correria para fazer dinheiro chegou à cultura, à informação, à formação!...
Alimenta-se o neurónio com carradas de substâncias de todos os sabores e cores, mas, sem substância. E a oferta é tal que o neurónio atarantado de tanta fartura, habituado a consumir sem questionar... encharca-se em não notícias, sem mastigar, coisas vindas do nada para vender, deixar um gostinho na boca (do neurónio) e, sabe-se lá que mais. E ele é livros e filmes, documentários publicitários, teorias de esquina atestadas por cientistas de serviço...
Depois, claro... o neurónio incha, fica enfartado, esgotado, sem espaço para mais nada...
Dir-se-à, que tudo isto tem a ver com manipulação, interesses mais ou menos obscuros, golpes baixos da política económica e tal... mas, não será chegado o tempo de começar a verificar o que se leva à boca? De mastigar mais devagar?
È que, se esperamos que quem nos vende frangos de aviário - cada vez mais baratos e tenrinhos -, vá deixar de o fazer por ter metido a mão na consciência... bem podemos esperar sentados.

sábado, outubro 20, 2007

Saúde a maior riqueza

Em crise aguda psicótica, entendia a U.E como uma boa ideia inquinada por um pequeno grupo de burocratas com acesso às máquinas de fazer dinheiro do F.M.I e do B.M. Achava que os cidadãos europeus e do resto do mundo, eram manipulados por processos mais ou menos maquiavélico de modo a não perturbarem o curso das coisas imprimido por gente sem rosto sentada em cadeirões feitos de molhos de notas e que, - qual tio patinhas - se regozijam a nadar em dinheiro com tal deleite, que chegam a confundir a realidade com a ficção, apoiados em velhas teorias com que se auto desculpam e livram de qualquer remorso! Enfim... insensíveis loucos perigosos, mais a mais... sem qualquer objectivo para além de verem números a crescer e o consequente pressuposto poder que os ilude quanto ao que lhes circula nas tripas.
Revoltava-me, por julgar ver perfídia nos políticos eleitos por gente iludida no chamado mundo livre, e que, a soldo desses misteriosos personagens, se dispunham a vender a alma e a conduzir ao engano multidões para precipícios, becos sem saída... sem uma pinga de vergonha na cara.
Inconformado, indignava-me ver crescer o individualismo, o mutismo, a cegueira e a surdez, a nova ordem para o entretenimento global estéril!
Paralisados por medos injectados em inocentes séries televisivas... restaria apenas à multidão ter fé em ser defendida pelos bons e entregar-lhes o pecúlio?!
Depois, claro, inquieto, pus-me a uivar! ...Julgava eu estar a alertar a alcateia!...
Mal eu sabia, que a malta já estava muito à frente. Alertada para a gripe das aves já comprara a vacina, a pau com a escrita, via a justiça ser feita e vaticinava os culpados no processo casa pia, sabia a vida da Merche e do Ronaldo, inscrevia-se em concursos televisivos e aproveitava novas oportunidades para ganhar a vida, enquanto eu, macilento, inquieto, martirizava-me a ver a banda passar imaginando que iam dar ao precipício... maldita doença!
Hoje graças a terapêutica instituída pelo meu médico de família, se bem que ainda tenha umas continhas por pagar já não me ralo. É que para já, descobri meia dúzia de concursos nos vários canais televisivos, em que basta telefonar para receber 50 euros e, se responder certo às perguntas ainda ganho uma pipa de massa.
Passa a mensagem e ao invés de andares inquieto, deixa-te estar quietinho que as novas oportunidades vêm ter contigo a casa. Vai um brinde com Murganheira?

sábado, outubro 13, 2007

Lobotomia sistémica ou a forma de não enxergar para além do quintalinho

Queridos amiguinhos, por ora, estou dado como curado. De momento, basta-me tomar a medicação!
...Com ela, posso encarar a perfídia serenamente. Entender a crueldade como uma forma de nobreza, a indiferença perante a agonia como um estado de alma superior, a leviandade como a forma leve e sábia de levar a vida.
...Com a medicação, acabou-se a inquietude.
Pensamento positivo e... claro, o comprimido...

quinta-feira, junho 14, 2007

Por hoje é tudo.

Revisão de fundo a Hermann Hesse...

O grande irmão está a ficar um matulão... ou, talvez seja chegada a hora de eu próprio aceitar a condição de psicótico! Enfim, razões de sobra para estar calado!

sábado, maio 26, 2007

Querer ou não, aprender a nadar.

Como um doido em euforia esbracejava tresloucado naquele mar de liberdade a que lhe custava habituar. ...E corria até o perigo, de se vir a afogar, com a àgua pelo joelho!

"O meu Tio" realizado por Jacques Tati, lembra-nos a vanidade da vida, coisas que bem podiamos esquecer e a enorme importancia de estender a mão a alguém.

quarta-feira, maio 16, 2007

Vai lá vai, e não leves a manta...

Tenho andado numa lástima! Os sonhos são pesadelos, a mania, ganha em mim terreno e a teoria da conspiração ganha contornos de esquizofrenia a que só muito raramente consigo escapar. Desiludido com o estado - o meu e o deles (nestas doenças, há sempre, eles...) - lá me vou arrastando alucinado pela realidade, ainda que conserve uma pontinha de esperança de que tudo não passe de um desregule passageiro!...
Hoje por exemplo, acordei com o coração aos pulos no meio de um pesadelo desconcertante: vejam bem, que o Rui Teixeira (aquele juiz que se pôs para aí a prender pessoas que estavam acusadas de pedofilía lá naquele longuínquo processo da Casa Pia), estava no banco dos réus num tribunal em que o juiz era o Pinto da Costa. O advogado do M.P. que o acusava, era o Embaixador Rito e o de defesa era o Bi Bi! Havia um sururu enorme no tribunal e passava de boca em boca que o Presidente da Iberdrola ainda havia de ser ministro.
Subitamente, a Morgado entra no tribunal a segurar pelos cabelos uma cabeça degolada! Gritava: Comigo, a justiça não tarda! O diamante é de ouro e os apitos são para sempre!...
Enquanto isso, levanta-se da mesa dos jurados o Paulinho que, era ao mesmo tempo a Caterine e, avançou em direcção à cabeça com o dedo esticado gritando eufórico: o que tu querias, eram submarinos! ...A cabeça, era a minha!...
O Pinto da Costa bateu com o martelo na mesa, pediu silêncio e com toda a calma, disse: se alguém tem algo contra este casamento, que fale agora ou se cale para sempre e, eix que entrou de rompante no tribunal o Belmiro com o espírito do Pinto de Magalhães a ronda-lo. O Socrates, que vinha atrás com um detonador na mão passou para a frente do Belmiro, ajoelhou, mas não rezou... detonou!... No atrio do antes tribunal e agora igreja, do meio dos escombros saiu o Valentim Loureiro a gritar: Fátima Felgueiras à Cãmara de Lisboa, já!... Eu, sobressaltado, acordei. E podia jurar que ouvia palmas.

sábado, abril 21, 2007

O pior cego...

O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, dizem que estão preocupados com a pobreza.
É bom que se preocupem porque tresanda a merda!
...Diminuir as assimetrias, esbater as diferenças, combater a miséria com os impostos sacados aos pobres do mundo rico. Eis a fórmula!
Entretanto, escassas centenas de famílias detêm qualquer coisa como 70% da riqueza mundial. Dominam políticos, países, mercados... e, é pedido a 1/6 da humanidade para partilhar. Aceitarem ver reduzidos os direitos que julgaram adquiridos, e prescindirem do sonho de uma melhor qualidade de vida, num gesto nobre para acabar com a miséria.
A partilha é urgênte. É comovente ver as manobras de bastidores para que os pobres dos países ricos partilhem com os miseráveis dos países pobres e se esbatam as diferenças.
Revoltante, é que fora destas nobres andanças, fiquem essas escaças centenas de famílias que detêem 70% da riqueza mundial e, directa e indirectamente exerçam 100% do poder.
Chato, é que pela lógica do dinheiro fazer dinheiro, ainda vão ficar mais ricos... sem necessidade.
Estúpido, é que não entendam que estão acometidos da doença da avareza e que as consequências, também para eles, é merda com fartura. Doentes como estão, não entendem os sinais. Mas, que os há... há. E que a pobreza alastra... alastra.

sábado, abril 14, 2007

O massacre dos imbecis

Sendo que, o imbecil é tolo, um ser fraco e debilitado e que, o massacre pode ser maçar com conversa insulsa, concluo que o imbecil, está a ser massacrado! Senão vejamos: Está o dito com o neurónio paralisado, afogado em papelada para prencher ao ponto de se ver obrigado a entregar a tarefa a um contabilista que faz a ponte entre ele e o estado e lhe papa o décimo, está o homem... sem saber se há-de ou não assinar a proposta de adesão ao novo plano tarifário da rede móvel, o novo formato do contrato entre ele e a EDP, se há-de ou não trocar a PT pela ONI, embarcar num seguro de saúde e por via das dúvidas que lhe vão plantando no neurónio doente , fazer um PPR... está ele, dizia eu, entre vacinar-se contra a gripe das aves ou tomar antioxidantes... entre consultar um advogado para se salvaguardar de perigos que lhe ameaçam e paralizam o neurónio e que, por isso mesmo nem consegue imaginar, e a outro passo de não o consultar para salvaguardar o pecúlio... hesitante em se deixar ou não lipoaspirar, tomar nicotina em pó, colocar a banda gástrica e fazer uma limpeza de artérias pelo particular... eis senão quando... lhe veem, mais uma vez, com conversa insulsa. Desta vez, a propósito da qualidade e da idoneidade das instituições do ensino em Portugal no seguimento das suspeitas levantadas sobre a licenciatura do P. M.!
E, digo que o imbecil está a ser massacrado, porque com tanta conversa, ninguém lhe explica que o estado (neste caso) do ensino, é reflexo dele próprio.

sexta-feira, março 30, 2007

Viver: a extraordinária aventura de querer chegar a algum lugar!

É do caos que emana a ordem e tudo se passa ao contrário.
Levar mais longe a vida... fugir a sete pés da não existência... parece ser a condição básica de qualquer ser vivo!
Sobreviver, que tantas vezes se representa como um arrastar de fardo que mais parece um apego dos sentidos a lugares já conhecidos, uma fuga ao desprazer que aceita o sofrimento como porta meia entrada para a utopia de viver esperançado em vir a ser feliz... apresenta-se como um imperativo e até como... a suprema razão da vida.
Há quem diga que é por medo! ...Da morte, do desconhecido!... Eu, acho que não, e que tudo tem a ver com o pulsão, que se por um lado nasce da dinâmica entre o caos e a ordem, por outro, lhe está na origem e constitui a essência do Universo.
Nascido então o pulsão dessa coisa vaga que é o nada; esse antagónico complementar do tudo, que nos deixa aparvalhada a razão e sem resposta para o que teimamos em classificar de "fundamental", resta-nos prolongar a existência - numa esperança quiçá vã - para encontrar coerência para este paradigma de querer chegar a algum lugar, alheados do caminho.

quarta-feira, março 14, 2007

A fuga p'rá frente

Pede-se a maturidade ao consumidor. Ao que paga para existir porque outros antes de ele nascer se lembraram de tomar conta do que havia, pôr tudo à venda e de, o pôr até a inventar necessidades, de coisas que depois fabrica e quer comprar para se sentir realizado...

Pede-se a maturidade ao consumidor, em favor da sustentabilidade da coisa!... Ele, que veja bem o que anda a fazer! Se não anda a estragar... a desequilibrar ecosistemas, a desperdiçar recursos, a esbanjar e a poluir sem consciência...
...Quer dizer: antes, ele ouvia da boca de génios da economia que o segredo estava em consumir p'ra a frente que p'ra frente é que era o caminho e que quanto mais se consumia mais se tinha que fabricar, e que quanto mais se fabrica-se mais se ganhava e que quanto mais se ganha-se mais se podia consumir e que quem mais consumia mais feliz seria...

Depois, vieram as florestas a torcer o nariz à coisa, os níveis incomunicáveis de ozono a vender a cortisona, os peixes carregados de mercúrio, chumbo e cádmio, as aves tresloucadas engripadas de tanto antibiótico no ar, as vacas loucas de tanto carneiro ruminado, as pandemias inventadas para vender e manter tudo como dantes (pianinho, debaixo da asa do grande chefe, do pai protector que cuida de tudo e mantem a riqueza concentrada) e quase mandaram à merda os génios da economia de outrora que, agora, andam aí de cú p'ro ar, como aquele génio do futebol andou... à procura do brinco!...

Pede-se a maturidade ao consumidor! Para equilibrar assimetrias e travar os esfomeados à porta destes condados de orgias multiplas alimentados por rotas que (não da seda, da canela ou do ouro), ainda não têm nome.
Cruzam-se no ar, medicamentos fora de prazo com madeira e pássaros exóticos, farinhas altamente refinadas reforçadas com melhorante e com o gorgulho peneirado, com diamantes em bruto...

Os pontas de lança dos economistas que teimam em procurar o brinco, calcorreiam o mundo em busca de mais valias e há muito que esqueceram o brilhantismo do espectáculo! Nunca chegaram a entender que o verdadeiramente importante é o jogo em sí. Limpo. Querem, a qualquer custo, defender o resultado e mandam-se para o chão sem ninguém lhes tocar, fazem faltas feias e há quem diga que compraram o àrbitro!

Pede-se maturidade ao consumidor, ouve-se nas esquinas para comprar Levis em vez de ir comprar ao Chinês. Pede-se-lhe para colaborar e manter postos de trabalho nos países em que os direitos conquistados são respeitados... Depois, vai-se a ver, e as Levis são feitas no Paquistão... o Ikea vende cortinados feitos na China, a televisão tem peças feitas no mundo inteiro... se bem que entretenha muito!
Estamos em plena era da globalização!
A maturidade dá uma trabalheira que não se aguenta!
A bem ver... o que a malta quer é ser adepto de um clube que ganhe e marque muitos golos. O resto que se dane! A menos, que dê um tiro no pé!

quarta-feira, março 07, 2007

O direito à balela

Em primeiro lugar, serve o presente (post), para confirmar que eu existo. Não porque penso! Isso era lá coisa do Descartes que, não contente em acreditar que o facto de pensar lhe confirmava a existência, ainda se deu ao trabalho de criar a célula embrionária do liberalismo (mal ele sabia o que isso ia dar...)!
O Damásio, diz agora que ele estáva errado, que as coisas são ao contrário, que o facto de existir implica multidões de células que tendo em vista manter a vida, determinam os pensamentos e não sei quê dos quânta, enfim...
...Ao afirmar que existo, em simultãneo, acredito e admito que não penso! ...Quer dizer: enquanto individuo, sou um mero instrumento que articula palavras, tecla letrinhas e dá azo à expressão de 600.000 biliões de células que me compõem a existência, animada por uma energia que me transcende. Quer dizer: existo, mas não penso. Cabe-me escutar essa multidão, as suas necessidades e anseios e, reduzindo-me à minha magnânima insignificância, seguir para onde a voz que ouço me aconselha.
Não será isto, que os pressupostos donos do Mundo, deveriam fazer?!

terça-feira, fevereiro 27, 2007

O direito à escravidão

Depois de duras batalhas, tinha conquistado o direito à escravidão!
Agora, finalmente, era escravo de um cartão... dourado, e não cabia em si de contente por finalmente se sentir gente com crédito, quase ilimitado!
Era um escravo consciente. Sabia perfeitamente o preço a pagar para poder contar com o ovo no cú da galinha. E dispunha-se a trocar as loucas euforias do consumo com que se afirmava como gente e fazia babar de inveja uns quantos, por previsíveis maus momentos em que sentia a ansiedade a disparar ao ver acumular uma mensalidade após a outra, juros altíssimos, comissões de atraso absurdas, impostos de selo...
O que mais lhe custava, eram os telefonemas inconvenientes daqueles agentes de call center que iam endurecendo o discurso e lhe apertavam o cerco asfixiando-lhe o ego!... Agentes de palavra dura e fria a raiar a má criação, assalariados de gente mesquinha que só pensa em dinheiro, de agiotas maquievélicos que contam com os imprevistos de quem conquistou o direito a ser escravo de um cartão dourado.
Nesses momentos, insurgia-se, revoltava-se, ficava ressentido, sentia-se injustiçado por saber já ter pago o dobro do que tinha gasto, em comissões de atraso. Fechava os olhos, e pensava para consigo se não haveria quem pusesse ordem nesta agiotagem. Depois... depois, foi o milagre! Abriu a carta... e... lá dentro, vinha um cartão de platina!...

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

O revesso da folha virada

Anda por aí muita gente em delírio a imaginar negócios onde os não há! Gente que só pensa no lucro, não estuda a fundo os mercados, e depois é o que se sabe!... E isto, não é só em Portugal! Desta feita, não é um Português, trisneto de conde ou marquês, a quem, por estar bem relacionado e inscrito no partido em que a coisa está a dar, lhe saiu na rifa um subsídio para pôr em marcha uma pata choca que não sai do lugar! Afinal, também aquí na vizinha Espanha, existem imbecis! Senão, vejamos: então agora que o crime não tem pena e que o Correia de Campos já disse que mediante uma taxa moderadora o SNS está em condições de fazer abortos às grávidas que não estiverem satisfeitas com o estado ( o seu, delas...), as clínicas Espanholas especializadas em fazer abortos vêem abrir filiais em Portugal?! Estranho! Não?!
Então, esta gente não entende que vão ficar às moscas? Que quem quiser abortar vai concerteza recorrer ao SNS, em que a troco de uma taxa moderadora vai ter tudo o que tem direito, incluíndo acompanhamento psicológico, assistência social, periodo de reflexão, assistência médica condigna com assépcia total e no geral, um "tratamento" exemplar!
...Ou, será que os nossos irmãos, estão a adivinhar que muito do que se disse não passa de retórica e que vai sobrar muito trabalhinho que o estado lhes vai pagar para fazerem?

domingo, fevereiro 11, 2007

Afinal, tenho voto na matéria.

Querem então convencer-me de que afinal, tenho voto na matéria! Justamente nesta matéria! Coisa de sim ou não... e prontos! Eis-me feito um cidadão com voz, exemplo vivo do que é viver em democracia.
...Pena que não me tenham pedido a opinião a propósito da Ota, do TGV, da administração privada em hospitais públicos, das fundações "sem fins lucrativos", do desvario das contas públicas nas autarquias com pérfidas ligações a urbanizadores construtores e banca, dos rios de dinheiro gastos em cursinhos profissionais que não servem para nada enquanto são cortadas verbas a muitos outros que poderiam fazer toda a diferença, da falta de ética de antigos ministros ao serviço de quem ontem tutelavam...
Mas, quem em seu juizo perfeito se atreverá a comparar essas coisas, com esta que agora está na mesa?! ...Ainda assim, arrisco dizer que por tudo isso e muito mais, se remetem pessoas, homens e mulheres para condições em que se vêem forçados a fazer o que ninguém gostaria de fazer! ...Vítimas da indiferença, da ignomínia, do individualismo e da hipócrisia. Da ignorância também e da leviandade que se apregoa ser coisa boa e liberdade.
Nunca gostei de testes americanos. Gosto mais das surpresas que nos pode reservar a dialéctica quando nos dispomos a ser delicados e, determinados nos propômos a encontrar e corrigir as falhas que nos induzem uma após outra vez em erros que todos reconheçemos.
...Mas o estado que somos e em que nos encontramos, o momento civilizacional que criàmos... exije-nos o pragmatismo do sim ou não, e prontos... virada a página, assunto arrumado!
O porquê, o porquê da coisa, não interessa para nada. Isso são lá coisas do Príncipezinho, da criança que existirá em nós, e o mundo é regido por homens grandes e determinados em virar pagínas dos cadernos com os assuntos que determinam como os mais convenientes a ficarem na ordem do dia. Interessa sim, cumprir um dever e dizer sim ou não! As causas, os porquês, verdadeiramente... não estão em discusão, e por este andar, é bem provável que nunca venham a estar.
...Um dia, interrogado sobre a utilidade de se fazer ou não um referendo a propósito de Mastrich, o Professor Doutor, antigo Primeiro Ministro, actual Presidente da República... esse vulto de proa, esse quase mito que talvez um dia venha a ganhar um prémio de grande Português num concurso qualquer, disse que não valia a pena! E, não valia a pena... segundo disse, porque o assunto era demasiado técnico e o povo não percebia nada!... Vai daí, o governo da altura decidiu como entendeu e prontos!
Mas hoje, o governo em funções e com maioria, prefere referendar do que se arriscar a decidir e prontos! È que o assunto, exige demasiada ètica e neste particular, já o povo é um especialista! Os políticos, é que parece... que têm algumas dificuldades!

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Inquietude

Será a inquietude uma virtude?! Um estado de alma p'ra além do nirvana, ou, pelo contrário... falta algo ao inquieto que não lhe permite entender o meio em que se move, e por isso não pode, recusa-se a aceitar, que esse é o reflexo... a consequência... da sua própria incompetência?!
Será a inquietude apenas... um estado, que não interfere, não cataliza, não determina ou cria, coisa alguma?
Quem é afinal o inquieto? ...Um doente da mente, um ansioso bem definido que vive agastado por não tomar o comprimido, um descontente com a terapêutica que desde sempre tem sido prescrita às massas por quem serenamente rege o mundo, doura a pílula e faz truques de ilusionismo que criam sensação e fazem arrepiar os cabelos do cú... ou, por outro lado, o inquieto é um iluminado, um homem livre, que de tão à frente e consciente da barbárie que o rodeia, espera conseguir - de alguma forma - mudar, as àguas inquinadas em que nasceu e se movimenta?

quinta-feira, janeiro 18, 2007

O medo ao serviço de um funcionário exemplar

O medo, tolhera-o cedo. Qualquer lonjura que olhasse, qualquer esquina de que se aproximasse, qualquer rumo que pudesse tomar para chegar a algum lugar... logo se apanhava tolhido! Por tudo e por nada... bloqueava, não fazia nada, ficava à espera a deixar andar, a ver no que ia dar e poder escolher o lado em que diria ter votado...
Se era para falar... tinha medo de não se fazer entender, e por isso preferia ficar calado. ...Um ou outro sorriso tímido, esgares de cumplicidade em todas as direcções, vénias, dobrares de espinha... e lá se ia safando, calcorreando corredores mensageiro de recadinhos que espiolhava, sob a capa de uma humildade deprimente.
...Ouvia assim assim, a medo, procurando conter o interesse para não se envolver e se apanhar a opinar... quem sabe ficar comprometido... criar um inimigo... qualquer mal entendido...
Santa cruz credo, abrenúncio!
Quando se via nesses apertos, apertava com força os lábios resguardado na ignorância, não fosse o dito poder ser tomado pelo não dito, o diabo tecê-las... e o não dito ter um significado que nem se atrevia a pensar, que o pudesse prejudicar!
O medo, desde cedo, entranhara-se-lhe nos ossos, tornara-lhe raquítico o espírito, fizera dele um saco de ossos com a exigência da sobrevivência mas, vistas bem as coisas, facilitara-lhe muito a progressão na carreira!...

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Multidão em perigo

Encontram-se aos magotes. Carcaças ocas no saco, especam em frente a montras de papelarias, quiosques... deitam o olho à capa de revistas, soletram lento as "gordas" da primeira página de jornais como quem acorda, sorvendo a vida de artistas, de profissionais do jet set e até, de personagens de telenovelas. Enquanto se esquecem da sua própria vida, comentam as atribulações, as traições, os amores não correspondidos, as contratações milionárias e as quedas em desgraça de ídolos queridos. Indignam-se com crimes de faca e alguidar e podem rejubilar com o nascimento da filha de uma qualquer princesa que em tempos lhes foi apresentada numa fotografia genialmente desfocada por um profissional de fofoca, que se desunha a trabalhar para lhes alimentar o espaço sem graça em que viram transformada a existência.
Procuram fazer passar o dia! Fazer coincidir a chegada a casa com o início de alegres programas televisivos em que a tombola luminosa e colorida gira, distribuindo produtos aos necessitados inscritos. E há cânticos bem ensaiados, palmas bem orquestradas, casacos às flores e vestidos bem decotados brilhantes, risos e gritinhos importados, a cada coelho tirado da cartola. Uma ou outra lágrima de comoção rola em faces sofridas, enfeitadas com sorrisos envergonhados, desdentados!
Para receber o prémio há que contar o drama e despertar a piedade de quem - lá, do outro lado do ecrãn -, vai fritando os panadinhos! Depois, é a alegria: Ao coxo é dada uma bengala, à mãe solteira desempregada, um fardo de fraldas e ainda... um esquentador inteligente, à ceguinha uns oculos escuros, à desdentada uma ponte, um dente... o programa na fase final, os panados já quase estaladiços, confetis no ar, a banda a tocar e aquela gente toda que se abraça, eternamente reconhecida a conhecidas empresas que aceitam o jogo de dar para melhorar a imagem e vender mais.
...Num canto, em que ninguém a vê, a assistência social mantêm-se na sombra de matraca fechada, os poderes instituídos alimentados pelos impostos dos desgraçados que passam a vida a fugir, a fingir... reservam-se o direito de deixar o mercado autorregular-se.
Do outro lado, cá ou lá, tanto faz - uma vez que tudo está misturado e provávelmente no seu lugar -, a D. Eduarda, chama Srº Joaquim para almoçar e apaga a televisão antes de começar o telejornal! É que eles, querem almoçar descansados!...

sábado, dezembro 30, 2006

A recaída

Este, é um país extraordinário! Surpreendente! Um país lamuriento, constituído por ausentes, destituídos, que se consegue sustentar numa crise permanente, desde sempre! Um País com números absurdos no crédito mal parado, que parece sofrer de transtorno bipolar. Se por um lado geme queixoso, desanimado, desmotivado, esgotado de carregar uma a crise às costas que pelos vistos é tradição, por outro, para descomprimir, aceita nesgas - contas ordenado, plafond negativo, cartões de todas as cores, empréstimos pessoais créditos ao consumo - oferecidas por agiotas que tanto ama como odeia, e à láia de compensação, corre às catedrais de consumo em desvario gastando até ao ùltimo cêntimo do que não tem, e, reconhecido ao S. Nicolau põe em marcha essa orgia em que se transformou o Natal, esgotando pavilhões cheios de ecrãns de plasma, telemóveis multifunções com mensagens mesmo grátis, máquinas de gargalhar, perús e leitões, sonhos... e de tudo o mais que lá houver!
Hoje, o país... (o mesmo que ainda este mês serviu como exemplo do que: não fazer, aos recentes candidatos à U.E.) mais uma vez, respira de alívio recorrendo à conta ordenado e prepara-se para a festa de fim de ano, na tentativa absurda de descarregar o sobrolho e esquecer as agrugas da vida. Enchem-se os depósitos de modernos carrões XPTO com prestações em atraso, enche-se o peito de ar, e vai de ultrapassar até dar... estradas fora, a fazer o gosto ao pé e a bater recordes de mortos na estrada... os hoteis sem vagas, as caixas multibanco recheadas, as barrigas enfartadas das rabanadas... preparam-se as entradas no novo ano, esperando que Deus nos valha para que não venha a ser pior que este!... Sim! Porque é disso que se trata. Espera e muita fé em milagres!
Viva o novo ano regado com Moe Chandon, claro! Até ao vómito! ...Um dia não são dias! Viva o maior fogo de artifício, a maior árvore de Natal!... Hoje o Ano Novo, amanhã o Carnaval, os feriados, as pontes, a Páscoa bendita, Agosto, Algarve, as viagens de avião a destinos paradisíacos a pagar lá mais para a frente!... E, nos intervalos, um país tristonho, ressentido com políticos que não cumprem a função de trazer o País sempre em festa, com os agiotas que lhe fazem amargar as passas que comeu no Algarve, exigindo e pressionando para que pague o desvario! Chegam mesmo a negar-lhe crédito! ...Os bandidos! ...Aí, é que o Zé descobre a magia do velho comércio tradicional! O tal do fiado! Só que, com esta crise que parece não ter fim, o Zé da merceeiria da esquina, fechou as portas este Natal e ao Zé dos Algarves, adivinha-se a recaída. Deus queira que não seja nada!
Ainda assim, bom Ano Novo a todos!

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Paz à alma de Friedman. Viva o individualismo.

No passado 16 de Novembro, morreu Milton Friedman. Talvez - nas últimas décadas -, o mais influente defensor do liberalismo económico. Com direito a Nobel, Friedman, acreditava no monetarismo, aconselhava o estado a não intervir, a deixar os mercados funcionarem livremente e garantia que o individualismo conduziria a um crescente bem estar social.
A ideia, vem do sec. XVIII e foi combatida por Marx que procurou provar que essa, era uma forma maquievelica de explorar quem trabalha... que é justamente do trabalho que nasce a riqueza e que, assim, é usurpada pelos mais ricos e poderosos, ou, pelos que têm menos excrúpulos.
As teorias de Marx, deram azo a alguma euforia mas revelaram-se sol de pouca dura. Particularmente na América, o liberalismo, ganhou nova pujança até à queda da bolsa em 1929 e à grande depressão (fico a pensar se esse liberalismo não a teria originado...). Aí, o liberalismo recolheu-se e deixou a reconstrução e a revitalização do país a cargo do estado através do movimento que veio a ficar conhecido por Keynesianismo!... O país recompôs-se, a economia cresceu e, já na década de 70, o liberalismo instalou-se a propósito de uma crise internacional a que não será estranha a guerra do Vietname...
O liberalismo instalou-se na América e talvez fruto da globalização tem vindo a expandir-se pelo mundo. Friedman inspirou Nixon, Reagan, Tatcher e até Pinochet.
Por cá, em Portugal e na Europa, também há grandes admiradores de Friedman: Muita gente que acredita na privatização das empresas públicas (que dão lucro!), já que o estado (quer dizer: todos nós!), não tem vocação para essas coisas!
...Entretanto, vamos mas é acabar com esses negóciozinhos de vão de escada que não dão para nada, e deixar trabalhar quem sabe. ...Quem percebe do assunto! Para quê 50 mercearias quando podemos ter um moderno hipermercado onde tudo é mais barato e há promoções todos os dias? Hum?!... Para quê esse comérciozinho de rua decadente, esse rol de fiados, essa contabilidade familiar difícil de controlar, quando, podemos parquear cómodamente à borla, em amplos estacionamentos de modernos e reluzentes centros comerciais com a contabilidade computarizada a entrar directamente no ministério das finanças? Hum?!...
Tudo muito mais barato, mais limpo e transparente e com o consequente bem estar social crescente de que falava Friedman! Pelo menos, lá individualistas somos nós!
O Estado, quer dizer, nós, só devemos intervir, se a coisa crachar. Se a bolsa cair ou se houver uma grande depressão! Ou não?

quinta-feira, novembro 30, 2006

Formas de ver as coisas

Jorge Nogueira, numa nota de leitura em www.fnam:

Na Edição de 28 de Fevereiro do BMJ, Jane Burgermeister relata a proibição da privatização de hospitais, pela coligação governamental no poder na Suécia, por receio de que a expansão dos cuidados de saúde privados possa destruir o princípio de um serviço de saúde justo e gratuito.

As autoridades provinciais, responsáveis na Suécia pelo sistema de saúde local, não serão no futuro autorizadas a ceder a gestão de um hospital a uma companhia baseada no lucro. Isto depois de duas autoridades provinciais, ambas controladas pelos partidos de centro direita, terem privatizado alguns hospitais estatais. No entanto o Governo, uma coligação de social-democratas com partidos de centro esquerda, argumentou que a privatização de hospitais punha em causa um princípio fundamental da saúde do país – a saber, que o tratamento médico deve ser proporcionado a cada doente de acordo com a sua necessidade e não com a sua capacidade para pagar... e continua...

Por cá, parece que está tudo dito, ou visto! Quer dizer, quem quizer cuidados de saúde com a qualidade que um sistema inteligente deveria proporcionar, bem que pode esperar sentado (se restarem cadeiras)!...
Irónico, é o cidadão cívico que não quer "entupir" as urgências do hospital com uma pressuposta gripe do filho, passar 12h desde o posto da caixa (à cata de desistências que não houve, ou de uma "palavrinha" à médica que não a quis ouvir) até ao catus e, enquanto aguarda, deparar com uma página inteira do expresso que publicíta/noticía o novo hospital exemplar do lumiar, com maquete e tudo - um investimento privado de um subgrupo do BES -, e quando chega a casa, com o puto cheio de dores de cabeça e febre (afinal era varicela, andou por lá a contagiar a malta e não devia apanhar correntes de ar...), estar a dar o DR. House!

Não fosse a saúde um pilar fundamental para podermos sair deste pântano em que nos encontramos, e o facto de o pai ter faltado a um dia inteiro de trabalho, ou de o puto ter andado o dia inteiro e boa parte da noite naquele estado a espalhar o vírus da varicela, não seria assim tão grave mas, já se sabe, não somos Suecos. Temos de viver com o que temos! Estádios de futebol... e isso assim! Só para o Aquamatrix gastamos mais de um milhão de contos!... Os Suecos até ficam de olhos tortos...

quarta-feira, novembro 22, 2006

Afinal a banca é fixe, o mistério da multiplicação dos pães ou, de como evitar endoidar

Eu bem que suspeitava que não andava bem!... Sentia revoltas crescerem em mim, coisas vagas e sem sentido, que me levavam a projectar na banca a culpa de muitas das minhas penas. Cheguei até a pensar que a banca, manobra os políticos que põe e tira a seu belo prazer, por forma a que estes mexam na merda em que ela não quer sujar as mãos e que, com mangas de alpaca e colarinhos alvos, escolhe e determina o nosso futuro!
Nunca me tinha passado pela cabeça que se alguns de nós estão a viver numa casa, devem-no à banca! Delirante, pensava eu os contrários! ...Quer dizer, se a banca têm esses lucros, bem que podia agradecer a quem lhes compra o dinheiro para encher o cú a agentes camarários, urbanizadores, construtores e empreiteiros que, por sua vez também, lhes enchem o cú a ela. À banca! Via eu com maus olhos , um antigo ministro das finanças estar hoje a trabalhar para os bancos, a guiar-lhes os olhos ensinar-lhes os meandros... Achava eu sem sentido oferecerem-me um plafond negativo e depois de me cobrarem taxas absurdas, me penalizarem como cliente de risco... pensava eu que, antes de pedir dinheiro ao City Bank ou à Cofidis para regularizar prestações em atraso de um andar húmido com tijolo de 15, um dia, algum governo viria e diria: amigos... vão roubar para a estrada! ...Tão mal que eu andava!...

segunda-feira, novembro 06, 2006

Uma pausa na vida de um ser mundano

Respirava lento. Profundamente. Abandonado o medo, baixada a guarda... sentia o corpo acompanhar aquele ir e vir de vida, sem esforço. Fechara os olhos e inebriado deixou partir uma carrada de ilusões. Extinto o querer, só dava conta de existir. Ali. Naquele momento em que o caos se lhe afigurou a ordem absoluta!

quinta-feira, novembro 02, 2006

Deus é grande e afinal os políticos não são verbos de encher

Afinal, o aumento é pequenino! ...Lançado que foi para o ar 17... 15... %... sondada que foi a reacção da malta... apalpado o pulso... ouvido o "murmurinho"... ponderou-se a decisão e... lá saiu em definitivo, um número, políticamente bem estudado... económicamente equílibrado! A coisa, anda à roda dos 6%!... Uf! Afinal não é 15, nem 16 e muito menos 17.
Graças a Deus. Olha, se têm anunciado um aumento de 6% e tivessem aumentado 6%!...
Assim, já nos sentimos aliviados e a coisa acabou bem! Quer dizer... no fundo, acabamos por ganhar à roda de 10%. Lá para 2007 logo se verá!... Pelo menos, os números foram lançados ao ar e isso, é uma grande vantagem. ...É que quando vier o resto do aumento, já estamos psicológicamente preparados.
Pena, que para que tudo tivesse corrido da melhor forma, se tivesse de tirar uma série de vidas a um ministro que estava a ir tão bem!... Eles, lá sabem e já devem ter um novo na forja!...

quinta-feira, outubro 19, 2006

Batatinhas com enguias

Querida EDP, Hiberdrola, BCP, Stanley Ho e demais accionistas... amigos e companheiros:
Esta é uma sincera missiva de solidariedade. Um reconhecimento pela vossa fraternidade. Uma declaração de préstimo, uma afirmação de presença para o que der e vier!...
E porquê agora?! ...Pois não é que eu, confesso, cheguei a chamá-los de chulos, de ladrões sem pejo, de selvajens cegos em busca de lucro iguais aos demais degenerados pela soberba causadores de tanta pérfida do mundo, seres demoníacos que fabricam e corrompem políticos que acabam por vender os haveres de um povo?!...
Mal eu sabia que me estavam a fornecer energia abaixo do preço de custo!...
Não que me queira desculpar... mas, quando ouvi que o Talone tinha apresentado os resultados de 2005 com lucros de 1,071 mil milhões de euros... sei lá... passou-me uma vertigem, entrei numa espécie de demência e, mea culpa... sim, pensei cá para mim: chulos!...
Como é que eu podia adivinhar que tudo isso era fruto da incompetência da administração pública, dos negócios no Brazil, na Espanha, da venda da Galp... e nós aquí no bem bom a alumiarmo-nos à conta!...
Afinal à medida que vão havendo as privatizações as coisas acabam por entrar nos eixos e o contribuinte fica a ganhar! É que bem vistas as coisas, assim, o contribuinte tem que forçosamente, poupar. E no poupar é que está o ganho!

P.S. - Se for possível, deixem-me pagar esta dívida lá mais para a frente. É que de outro modo, não há cú que aguente e eu já tenho os cartões de crédito todos queimados (Sou uma besta! Eu sei. E lá vos tenho enchido os bolsinhos para me andarem a dar energia!). A menos que... -e isto é só uma ideia... -, o Stanley me dê uma abébia num dos casinos, ou o BCP queira renegociar uma dívidazinha que lá tenho... se virem que não é possível, não se preocupem, eu aguento-me à bomboca... que remédio! Quem me mandou a mim, andar a gastar mais do que pagava?!...

quarta-feira, outubro 04, 2006

O muro! Um delírio Americano.

A 25 de Agosto de 2001, G. W. Bush discursou na Câmara de Comércio Hispânica e afirmou:
O México é um amigo dos E.U.A. O México é nosso vizinho e por isso é tão importante para nós derrubar as barreiras e os muros que possam separar o Mexico dos E.U.A. (negócios?!).

5 anos depois, projecta-se um muro com 700km para impedir a entrada de imigrantes ilegais nos E.U.A.
O custo previsto é de 6 biliões de dolares.
Querem os Mexicanos a trabalhar para eles mas, lá, no México. Pagos em pesos! Com 5 dolares por dia vive-se muito bem no México!

Existem 12 milhões de Mexicanos sem documentos nos E.U.A.
A esmagadora maioria trabalha sem poder reinvindicar qualquer direito e sujeita-se a ganhar abaixo do que seria suposto, fazendo assim crescer a economia Americana.

Os muros, estes muros... isolam e separam, dividem os povos e constróem-se quando os argumentos para explorar e não repartir agonizam e vão tombando por terra.

A imigração ilegal é um problema económico.
Enquanto multinacionais como a G.M. deslocarem fábricas para o México para poderem explorar legalmente operários Mexicanos, os E.U, vão ter imigrantes ilegais. Com ou sem muros. Claro que muitos vão morrer!
Quanto mais altos e compridos os muros, mais ressentimento, mais revolta, mais ódio...
Talvez por isso se chamasse ao muro de Berlim, o muro da vergonha! Talvez por isso, os Alemães tenham tido o bom senso de o demolirem e aceitarem repartir, arcando com as consequência imediatas! Talvez por isso o resultado do muro construido pelos Israelitas seja uma confranjedora paz podre que perpetua e aprofunda um conflito.

Os muros... estes muros, são sinais. Sinais de decadência, de impotência, soberba e prepotência. Sinais de que existem biliões para construir muros e não existem biliões para altear pontes!
O muro... este muro, prova claramente que mais uma vez, Bush mentiu. Desta vez, foi a 25 de Agosto de 2001, na Câmara de Comércio Hispânica.