sábado, abril 25, 2009

O ruído

Um ruído surdo que se lhe impunha e o tolhia, desconvocava-o do encontro - que vinha adiando - consigo mesmo!
O simples conceito de silêncio, de espaço em branco, começara a apresentar-se-lhe como uma hipótese inquietante que arredava, de comando na mão em zappings vertiginosos com que entupia os sentidos!
...Talvez o silêncio fosse um perigo!? ...O bastante, para que pudessem vir a emergir do mais fundo dos seus abismos, murmúrios desconhecidos, capazes de abafar sirenes, apagar slogans e parangonas... de deletar medos, crises e psicoses instaladas, com que se habituara a viver sem necessidade de inscrever o que quer que fosse.
Conquistado o direito ao tédio, via crescer em si a melancolia e, não fora o ruído de fundo da fórmula 1, dos debates, dos filmes de terror ou aventuras... diria, que sentia saudades dos tempos em que se deixava embalar pelo silêncio e pensava pela sua própria cabeça.

3 comentários:

Beach Hobo disse...

...saudades da serenidade, da paz interior, de nos sentirmos completos.
And coming back.. feels so good! Its like coming back home. Home sweet home!

uivomania disse...

Olá.

Beach Hobo disse...

Olä Uivo!